Mais um ‘vizinho’ ao Acre entra em colapso na saúde e envia pacientes para outros estados

Por Wanglézio Braga/ Foto: Wanglézio Braga

O Estado de Rondônia anunciou que sua rede de saúde, em Porto Velho, a capital, entrou em colapso neste final de semana. Este é o segundo estado, vizinho do território acreano, a enviar seus pacientes para outras unidades da federação por conta da carga excessiva de atendimentos causados pela Covid-19. O Amazonas e o drama pela falta de oxigênio, insumos e profissionais para atender a população, foi o primeiro da região norte a colapsar.

No sábado (23), o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), fez um pronunciamento e disse que chegou a um acordo com o governo federal para transferir pacientes que estão em fila de espera para tratamento da Covid-19. Sem vagas para mais atendimentos, ele fez ainda um apelo para que médicos vão até o estado ajudar as equipes de saúde. Cerca de 40 pessoas estão na fila aguardando uma vaga na UTI.

"Temos equipes, mas tem uma profissão que faz grande falta: os médicos, aqueles que vão comandar essas equipes. Eu faço um apelo ao senhor doutor, a senhora doutor que, por favor, venha nos ajudar, ajudar os rondonienses porque nós temos os leitos, mas está faltando o senhor e a senhora para ajudar os demais integrantes da equipe de saúde", afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

No primeiro dia do ano, em 1º de janeiro, foram confirmados 270 casos positivos de Covid-19, e na sexta (22) foram 1.422. No sábado, o estado confirmou mais 933 casos e 12 mortes. Neste mesmo dia, 543 pessoas estavam internadas tratando a doença em hospitais de Rondônia.

"Nós passamos o dia em contato com o governo federal, com o general Pazuello, e ele de pronto disse que iria atender o nosso pedido e de fazer a transferência dos pacientes que estão na fila de espera e quantos mais forem necessários para outros hospitais federais do nosso país", disse.

Segundo o governo, pelo menos 12 hospitais estão com 100% de taxa de ocupação de leitos de UTI. Os pacientes que aguardam para atendimentos em UTI devem ser enviados para Santa Catarina (SC), Paraná (PR) e Rio Grande do Sul (RS). Neste último estado, as primeiras transferências devem ocorrer nesta terça-feira (26). 

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), também fez um pronunciamento e uma coletiva à imprensa.  "A situação hoje é muito mais grave daquela que tivemos no auge da pandemia em junho e julho. Hoje o sistema de saúde de Porto Velho está em colapso, todos os leitos da prefeitura e do governo estão ocupados. Provavelmente viveremos uma situação parecida com a que vimos no Amazonas", disse.


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.