Servidores da saúde em Plácido de Castro paralisam as atividades por um dia

São 10 anos sem que a prefeitura faça a reposição da inflação, um prejuízo já próximo dos 90% e servidores recebendo menos que o salário mínimo.

Os servidores do setor de saúde da cidade de Plácido de Castro estão em pé de guerra com a administração municipal por conta dos mais de 10 anos sem correção nos salários. A categoria já votou por estado de greve e uma paralisação de advertência para o dia 20 (quarta-feira).

A assembleia geral extraordinária (AGE) da categoria e que aprovou a paralisação foi realizada na manhã de sexta-feira (8) naquela cidade e contou com a presença de cerca de 50 pessoas, entre membros do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre – SINTESAC e servidores locais.

Durante a AGE, a situação dos 10 anos sem ao menos a recomposição salarial foi o ponto que mais chamou a atenção, pois isso implicou na redução gradativa dos salários por conta da corrosão inflacionária. Nesta década sem aumentos, a variação da inflação pelo INPC Geral entre jun/2006 e jun/2016 foi de 86,39% (http://fundos.economia.uol.com.br/uol/calculadora-indices-inflacao/Default.aspx).

A diretoria do sindicato revelou aos servidores o resultado de um estudo sobre a forma como a prefeitura vem gastando os recursos dos repasses. Conforme relatou o presidente do Sintesac, João Batista Ferreira dos Santos, a prefeitura de Plácido de Castro recebeu R$ 93,183 milhões no ano de 2015. Deste total cerca de R$ 50 milhões foi usado para pagar servidores em todas as áreas.

Ocorre que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que o limite de despesas com pessoal é 60% tendo o Tribunal de Contas do Estado já alertado que neste ano os gastos do município estariam perigosamente próximos deste limite. “Mas mesmo com esses percentuais, os gastos com o pessoal da saúde é R$ 195 mil por mês, dos quais R$ 30 mil é para pagar as funções gratificadas (FG) e para servidores extraquadros, os cargos comissionados”, relatou João Batista.

Os dados revelam que a média salarial na cidade é de apenas R$ 1.181,82, o que demonstra que a maioria recebe por volta de um salário mínimo e alguns até menos do que isso, como foi revelado na AGE.

No entender do Sintesac, o prefeito precisa organizar as despesas e melhorar a gestão no município e, para isso, uma opção seria reduzir a quantidade de cargos comissionados e passar a valorizar o servidor de carreira. “Este seria o caminho mais lógico para a implantação do plano de cargos, carreira e remuneração (PCCR), algo que os servidores não possuem” complementou João Batista.

Segundo o presidente do Sintesac, em reunião com o prefeito Roney Firmino, este se negou a mexer nos cargos comissionados e avisou que, se houver greve, vai retirar as FGs dos que aderirem ao movimento e demitir os contratados provisoriamente. O prefeito disse ainda existir uma dívida milionária de cargos comissionados herdada de gestões passadas e que vai afetar mais ainda os servidores brevemente.

Após um período de discussões, os presentes votaram pela paralisação de um dia, com cada servidor assumindo o compromisso de auxiliar na mobilização e comparecerem em massa. Foi definida também a realização de uma passeata pela cidade dos servidores com seus familiares.

Ao sindicato caberá fornecer a estrutura, mobilizar com carro volante nos dois dias anteriores, bem como fazer as comunicações legais ao Ministério do Trabalho e a prefeitura.

Assessoria


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.