Petecão nega conversa com Jorge Viana e descarta aliança com PT para 2022

Antonio Muniz

Feliz por completar 51 anos, nesta terça-feira, 20, o coordenador da bancada federal do Acre e vice-líder do governo no Senado, senador Sérgio Petecão (PSD-AC) negou, de forma taxativa, conversas com o ex-senador Jorge Viana e aliança com o PT na disputa eleitoral de 2022. “Nunca conversei sobre esse assunto com o Jorge”, afirmou o senador acreano, em antevista ao jornalista Antonio Muniz, no programa RB Notícias, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT.

Mas ao mesmo tempo que nega suas articulações com vistas ao pleito do na que vem, Petecão afirmou que tem conversado com lideranças do MDB e afirmou que a deputada federal Jéssica Sales seria excelente nome para compor chapa, seja como candidata a vice-governadora ou ao Senado. Petecão elogiou o trabalho de alguns aliados no interior, ente os quais o prefeito de sena Madureira, Mazinho Serafim, seu amigo de longa data.

Quanto ao fato se ser ou não candidato ao governo, em 2022, o senador não confirmou, mas também não negou. “Quem não sonha ser governador?”, indagou Petecão. Segundo ele, só vai tratar sobre esse assunto no próximo ano. “Minha maior preocupação no momento é ajudar a combater a Covid, essa doença terrível que já matou muitos acreanos, entre os quais dois amigos meus que eram meus assessores”, afirmou.

“Eu sou amigo do Jorge desde o colégio Acreano. Eu sou do 55 e o Jorge é do 13. Falar com ele? Eu sempre falei com o Jorge, mas a questão política eu não tratei com ele. Eu não falei com o Jorge sobre política, falei com ele sobre Covid. Eu não sei se ele é candidato a senador ou governador. Eu tô preocupado nesse momento com o PSD e tenho andado muito para fortalecer o nosso partido”, afirmou.

Petecão lamentou o fato de o governo ter exonerado vários aliados seus, classificando o fato como retaliação. O ser perguntado se ainda era governista ou oposicionista, Petecão disse apenas que continuará ajudando o governo a resolver os principais problemas, sobretudo nas ações de prevenção e combate ao novo coronavírus e na recuperação da BR-364 – trecho Rio Branco-Cruzeiro do Sul.

Senador contesta popularidade do governador

Quanto   a pesquisa do Instituto data Control, publicada semana passado, na qual o governador Gladson Cameli aprece com aprovação acima de 82% e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP) com rejeição de 57%, o senador contestou. O senador afirmou que os números de Cameli foram generosíssimo, mas que a sua pesquisa com o povo não mostrou esses números. Segundo ele, apesar da baixa avaliação de Bocalom, ele dará a volta por cima. “Eu não sou cientista político pra ficar avaliando pesquisa, e nem sou e nem quero, mas nós conhecemos o Acre. Eu passei mais de uma semana no Juruá, em Sena Madureira e Tarauacá. A pesquisa que eu faço é conversando com o povo, essa é a pesquisa que eu faço, eu não vi esse números. Eles não refletem a realidade que eu vi”, afirmou o senador.

Em relação ao prefeito Tião Bocalom, ele tem 100 dias. “Bocalom vai dar um show, aguardem! A prefeita Socorro Neri tinha deixado recurso na prefeitura, a gente precisa reconhecer isso, e ele fez uma economia agora e me falaram que ele tem um recurso expressivo para investir em ramais e em casas populares no verão”.  “Teve o episódio dos garis, mas ele não teve culpa de nada. Eu não sei se foi o Bocalom ou a PM, mas seja quem for, errou. O Bocalom estancou uma sangria de dinheiro que ocorria ali. Não tem governo perfeito. Se eu fosse governador ou prefeito, não trataria os garis daquela forma, mas alguma coisa precisa ser feito naquele momento”, afirmou.

“O povo quer vacina”

“Aonde nós passamos somos cobrados pela vacina. A população está desesperada e tem razão para nos cobranças pela vacina. O Amazonas colapsou, Rondônia ficou numa situação difícil e isso não poderia ser diferente aqui. E, eu conversando com os especialistas, te digo que nós já prevíamos que teríamos uma situação muito difícil. Nesse momento, cobramos do Pazuello uma vacinação em massa ”, afirmou. “Eu acho que o Presidente Jair Bolsonaro errou na estratégia. O governo federal tinha que ter sido mais ousado. Se tivesse corrido atrás das vacinas no começo. Eu penso que qualquer gestor quer comprar vacina, o Mazinho lá em Sena Madureira, quer comprar as vacinas, mas onde que tem? Onde o Gladson vai comprar vacina se não tem? Pra mim, seria mais fácil criticar, mas eu sei que não tem vacina para todo mundo. Eu como estou lá no Senado estou vendo isso”, disse.


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.