MPAC obtém condenação de mulher que mandou matar adolescente

Agência de Notícias do MPAC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da Promotoria de Justiça Cumulativa do Bujari, obteve a condenação de Manoela Moura da Silva, vulgo “Princesinha das Trevas”, pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (meio cruel, mediante promessa de recompensa, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima), corrupção de menores e integrar organização criminosa. O promotor de Justiça Antônio Alceste atuou no Júri.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, assinada pelo promotor de Justiça Luis Henrique Rolim e acolhida pelo Tribunal do Júri, Manoela foi mandante do assassinato de uma menor de 12 anos, ocorrido no dia 26 de março de 2018.

Ainda segundo o texto da Promotoria, o crime foi cometido por um adolescente à mando da ré, que lhe prometeu uma quantia de 500 reais como recompensa. Para executar o crime, o adolescente manteve contato com a vítima para supostamente levá-la para fazer um “programa”.

No entanto, a levou para o local do crime e, ao chegar lá, desferiu golpes de faca na vítima e a deixou agonizando, fugindo em seguida. Logo após, o adolescente foi até a residência da ré com a roupa suja de sangue, e Manoela ateou fogo na vestimenta do adolescente, intervindo diretamente na prática criminosa, visando sua ocultação e impunidade.

Na denúncia, o MPAC destacou ainda que o crime foi praticado por motivo fútil, uma vez que a ré ordenou a morte da vítima porque não gostava desta e se desentendiam, e também porque supunha que a mesma passava informações a uma facção criminosa rival.

“Teve um depoimento impactante no processo. Uma testemunha falou que a vítima de 12 anos, com o dinheiro da prostituição, comprava balinhas e doces. Desse modo, finalizamos asseverando que a vítima estaria comendo balinhas no céu e feliz, na certeza de que a mandante de seu assassinato foi condenada pela Justiça dos Homens”, destacou o promotor de Justiça Antonio Alceste.

Durante a sessão de julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e autoria dos crimes e Manoela foi sentenciada a 29 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. A ré não poderá recorrer em liberdade.

 


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.