Bolsonaro tenta vender turismo a árabes e diz que Amazônia está “igual em 1500”

Em discursos destoantes dos dados sobre o desmatamento da floresta Amazônica, o presidente Jair Bolsonaro disse, em Dubai, que os ataques à política ambiental brasileira “não são justos”. Bolsonaro participa do Invest in Brasil Forum e tem aproveitado os momentos de fala para rebater críticas à política ambiental brasileira que marcaram a Conferência do Clima (COP26), ocorrida na última semana em Glasgow, na Escócia, enquanto articula um “escritório de turismo” nos Emirados Árabes.

Durante a abertura do evento o presidente convidou os participantes a conhecerem a Amazônia, que definiu como um turismo para “um paraíso na Terra”. O escritório será uma agência da Embratur. “Nós queremos que os senhores conheçam o Brasil de fato. Uma viagem e um passeio pela Amazônia é algo fantástico, até para que os senhores vejam que a nossa Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo. Que os senhores vejam realmente o que ela tem. Com toda certeza, uma viagem inesquecível”, afirmou Bolsonaro.

“Os ataques que o Brasil sofre quando se fala em Amazônia não são justos. Lá, mais de 90% daquela área está preservada, está exatamente igual quando foi descoberto no ano de 1500. A Amazônia é fantástica”, acrescentou o presidente. Além da Amazônia, o escritório de turismo também deve promover rotas no nordeste brasileiro.

Amazônia Legal

As afirmações do presidente brasileiro sobre a Amazônia, no entanto, esbarram em relatórios recentes como o do MapBiomas apontando que, entre 1985 e 2020, 16,4% da floresta havia sido queimada pelo menos uma vez. Na sexta (12), o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que a área de alerta de desmatamento da Amazônia Legal em outubro de 2021 foi a maior para aquele mês dentro dos últimos sete anos. Registrou-se 877 km² de devastação da floresta na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020.

A Amazônia Legal compreende os territórios nove estados do Brasil: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O presidente Bolsonaro não participou da COP26, mas enviou um vídeo de três minutos no qual afirmava que o “Brasil é uma potência verde” e que tem atuando no combate às mudanças climáticas.

Enquanto isso, na sexta (15), o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, concedeu entrevista durante o evento no qual cobrou dos países ricos mais dinheiro para ações contra as mudanças climáticas no Brasil. O país não tem conseguido avançar nas negociações para destravar o Fundo Amazônia, que seguem paralisado, conforme indicou Leite. Abastecido por nações como a Noruega e a Alemanha este fundo conta com US$ 2,9 bilhões para combater o desmatamento na Amazônia Legal, mas os repasses foram suspensos em 2019 durante a gestão Ricardo Salles.

[Congresso em foco]


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.