Secretário de Santa Rosa do Purus apoia a municipalização da saúde indígena proposta por Governo Bolsonaro

Por Wanglézio Braga

Localizado na Regional do Alto Purus, o município de Santa Rosa concentra o maior taxa de indígenas do Estado. Segundo dados do Governo, existem 209 aldeias no Acre sendo 53 instaladas no município que tem população, segundo o IBGE de 2018, de 6.362 mil habitantes. Os indígenas estão presentes nos mais variados espaços, exercem função no executivo, como o cargo de vice-prefeito e no legislativo com a presença de quatro vereadores.

Nessa semana, o ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, declarou que pretende extinguir a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e repassar para os municípios a responsabilidade pela assistência à saúde dos índios e incorporar os serviços destinados às aldeias a uma nova Secretaria Nacional de Atenção Primária.

A informação repercutiu bastante e trouxe preocupação para muitas prefeituras que mal conseguem atendimento para não índios e podem ser obrigadas a prestar atendimentos específicos acarretando prejuízos nos atendimentos e na distribuição de medicamentos. Mas, alguns administradores dizem que tal mudança seria até benéfica.

Portal O Rio Branco conversou hoje (27) com o secretário de Saúde de Santa Rosa do Purus, Osmarino da Silva Santos, que apresentou contentamento com a municipalização dos atendimentos para índios. Ele avaliou como positiva essa intenção mesmo dando conta de que a municipalização dos atendimentos aos indígenas é algo real na sua cidade.

“No nosso caso, em Santa Rosa, seria ideal. A gente já faz esse atendimento municipalizado para indígenas. Com isso, garantiríamos mais recursos e saberíamos planejar muito melhor, diminuiríamos as despesas e os transtornos seriam menores”, comentou Santos.

Ele comentou ainda que existe uma rotatividade muito grande dos administradores nas unidades de atendimento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). Segundo o secretário, a mudança de administradores prejudica parcerias e os próprios indígenas que necessitam de atendimento básico mais que a burocracia impossibilita até uma ação social.

“Acredito que isso acabaria essa rotatividade de administradores. Hoje, a gente faz uma parceria com a DSEI e com três meses depois sai aquele administrador e aí tem que abrir outro diálogo, fazer toda a conversa novamente. Por isso, acho que iria até desburocratizar essa parte de parceria entre município as unidades”, pontuou. 


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.