Profissionais de Saúde infectados em Cobija buscam atendimento em hospitais do Acre

Por Wanglézio Braga/ Foto: Hugo Mopi Soliz

Autoridades bolivianas estão em alerta devido ao aumento da contaminação de Covid-19 no Departamento de Pando que faz fronteira com o Acre. Por lá, a situação beira o colapso tendo em vista que mais da metade dos médicos que trabalham na linha de frente na pandemia, por exemplo, foram infectados pelo vírus e consecutivamente afastados de suas funções, retardando o atendimento no Sistema de Saúde.

Por causa da falta de condições de atendimento e até de medicamentos, alguns profissionais cruzam as fronteiras entre Brasil e Bolívia e são encaminhados para Rio Branco, a capital acreana, para seguir com tratamento. Um dos médicos que recorreu aos hospitais de Rio Branco foi Andrés Antezana, presidente do Colégio de Médicos da Bolívia. Segundo informou um profissional da saúde, em apenas 11 dias, Pando registrou 250 novos casos positivos de Covid-19, sendo que 50 % seriam de profissionais da saúde. Pando vive a segunda onda da doença.

Além de buscarem atendimento na capital do Acre, uma fonte revelou ao Portal O Rio Branco que muitos profissionais estavam recorrendo ao Hospital Geral de Brasiléia – Wildy Viana, mas não encontraram vagas. Por falar em Brasileia, a situação não é das mais confortáveis. Os leitos do principal hospital estão superlotados devido às infecções de Covid-19 e os casos de dengue que a cada dia só aumentam.

Recentemente o Governo de Pando informou que não são somente os médicos, enfermeiros e técnicos de saúde que estão preocupados com o aumento dos casos entre si. Os professores também entraram na lista dos que mais notificaram infecções, bem como foram vítimas fatais da doença.

Em todo o departamento, 20 professores morreram da doença. Em Cobija, nove foram sepultados no cemitério específico para vítimas do novo coronavírus. Os ‘maestros’ estão temerosos com a situação tendo em vista que o governo já acatou o retorno das aulas no departamento, marcadas para iniciar em fevereiro. 


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.