Pesquisa revela que quem contraiu dengue pode ser imune à covid-19

Por Marcelina Freire

Uma pesquisa conduzida pelo professor e pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), Odilson Silvestre, com colaboração das universidades de Campinas, universidade Federal do Paraná e Harvard, revelou a possibilidade de existir, o que os pesquisadores chamam de imunidade cruzada, ou seja, pacientes que tiveram dengue podem ter anticorpos para covid-19.

O estudo acompanhou no período de 60 dias, 2.351 pessoas infectadas pelo coronavírus em Rio Branco. Para isso, os pesquisadores aplicaram um questionário para saber quais doenças infecciosas o participante havia contraído. A maioria dos entrevistados responderam que as principais doenças foram; dengue, malária, zika e chikungunya. A pesquisa foi publicada na revista científica “Clinical Infectious Diseases”, da editora da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Segundo a pesquisa, os pacientes que participaram do estudo tinham idade média de 40 anos. Desse total, 1.177, 50% relataram já ter contraído dengue. O levantamento apontou que apenas 23 pacientes foram assintomáticos para covid-19, sendo que desses, 16 não tinham contraído dengue e sete tinham.

Do total de pessoas pesquisadas, 38 morreram, dentre esses, 26 nunca tiveram dengue, e as outras já havia sido infectado pelo vírus da dengue, isso significa que 68,4% dos pacientes que foram a óbito não tinham o histórico de dengue.

Ao portal da universidade federal do Acre, o pesquisador explicou que a infecção pelo vírus causador da dengue, cria uma certa imunidade para covid-19. “O organismo se defende melhor quando já teve exposição a esse outro vírus, que é o vírus da dengue”, explicou.

O professor revela ainda que, as pessoas que tiveram dengue, ao fazerem teste do coronavírus, aparece o anticorpo para covid, e da mesma forma, pessoas com covid, quando fazem teste para dengue, verifica-se anticorpo de dengue. “Acaba sendo um anticorpo direcionado para os dois vírus. Isso pode ser uma imunidade cruzada.”

Apesar do resultado da pesquisa, o pesquisador lembra que o estudo apenas levanta uma hipótese e não prova nada. “Esse é um estudo gerador de hipóteses que devem ser exploradas no sentido de entender melhor esse vírus da covid-19 e como funciona a defesa imunológica à doença”, explicou.


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.