Gladson adere à campanha virtual "Vacina, me dê que eu tomo"

Por Wanglézio Braga

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), vestiu literalmente a camisa da ‘conscientização’ como forma de influenciar a população para tomar a vacina contra a Covid-19 e minimizar os efeitos da ‘campanha negativa’ contra o dispositivo de proteção. Gladson despachou normalmente nesta sexta-feira (08), do Palácio Rio Branco, usando uma camisa escrita com a hashtag “Vacina #medêqueeutomo” e até entrou ao vivo, em telejornal local, defendendo a importância da imunização.

A camisa foi um presente da procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo, idealizada pelo designer gráfico e jornalista Ulisses Lima.

Cameli comentou ainda que o estado vem se preparando para colocar em prática o plano de vacinação. Ele anunciou ainda que terá uma audiência, na próxima semana, para tratar da logística junto ao Ministério da Saúde. Cameli quer buscar na distribuidora, as doses da vacina.

“Há um tempo eu tenho anunciado que o Estado vem adotando todas as medidas cabíveis, sobre a questão da logística, dos processos que precisaríamos ter como a compra de seringas e outras coisas. Nosso adversário maior é o tempo, é ele que devemos vencer. Na segunda-feira, eu estarei em Brasília para uma audiência com o Ministro da Saúde e sua equipe, já apresentamos o plano estadual de vacinação (...) nós não queremos ser melhores do que ninguém, mais se o Governo Federal colaborar, nós vamos pegar a vacina o mais rápido possível, com transporte próprio, junto à distribuidora”, disse.

Na quinta-feira (07), o governador confirmou que o Estado possui mais de R$ 100 milhões em recursos disponíveis para a aquisição das doses da Coronavac, vacina que será usada em São Paulo. O imunizante é desenvolvido pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech e produzido em parceria com o Instituto Butantan.

CONTRA A CORRENTE

A corrente de conscientização que Gladson mergulhou é oposta à que o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) vem nadando. Em dezembro, durante um evento em Santa Catarina (SC), Bolsonaro disse que não vai tomar a vacina contra o coronavírus porque já está imunizado. Ele afirmou ainda que não iria nem discutir se deveria tomar ou não. E frisou que a vacinação não deveria ser obrigatória, apesar da decisão do Superior Tribunal Federal (STF) que permite ao Estado impor restrições para quem não tomar a vacina.

As falas do presidente e de outras autoridades pró-governo que não recomendam a vacinação forçou o movimento de conteúdos distorcidos da realidade, principalmente em rede social. Um levantamento produzido pela UPVacina (União Pró-Vacina), um grupo de instituições ligadas à USP Ribeirão Preto que busca esclarecer informações falsas sobre vacinas, identificou um aumento de 383% em postagens com conteúdo falso ou distorcido envolvendo a vacina contra a covid-19 - ou seja, a desinformação quase quintuplicou em dois meses.


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.