Síndrome edemigênica: entenda o problema de saúde que afetou Erasmo Carlos

O cantor e compositor Erasmo Carlos morreu nesta terça-feira (22), aos 81 anos, no Rio de Janeiro.

Erasmo estava internado devido a um quadro de síndrome edemigênica, doença que retém líquidos na corrente sanguínea.

Na maior parte dos casos, a condição é resultado de outros problemas de saúde, como doenças cardíacas e renais.

1. O que é a síndrome edemigênica?

“A síndrome edemigênica é caracterizada pelo edema generalizado, ou seja, um inchaço causado por um excesso de líquido preso nos tecidos do corpo”, explica o médico Caio Focássio, cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

2. Quais são as principais causas?

Na maior parte dos casos, a síndrome está associada a quadros clínicos que afetam outros órgãos como os rins, fígado ou o coração.

“A síndrome pode ser pode ser provocada pelo mau funcionamento dos rins, fígado ou coração ou quando o corpo apresenta um desequilíbrio nas forças bioquímicas que são responsáveis pelos líquidos dos vasos sanguíneos”, explica Focássio.

3. Quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico?

Christian Morinaga, gerente médico do pronto-socorro do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo explica que o diagnóstico pode ser feito a partir da avaliação médica.

“A manifestação é propriamente o inchaço, mas nem todo inchaço representa um edema. O edema é um acúmulo de líquido no subcutâneo, embaixo da pele. Geralmente, a aparência de uma pessoa é o inchaço que pode ser generalizado ou localizado”, afirma.

Segundo o especialista, um dos indícios do exame clínico é, ao pressionar a região do inchaço com o dedo, o médico perceber que o tecido demora a retornar ao normal.

4. Como é feito o tratamento?

Os especialistas afirmam que a síndrome edemigênica pode ser tratada.

“O tratamento é feito pelo gerenciamento dos edemas, que pode ser pelo uso de remédios para remover o excesso de líquido. Vale lembrar ainda que a síndrome edemigênica pode ser causada ainda por uma doença subjacente”, afirma Focássio.

O médico Christian Morinaga destaca que além do tratamento dos edemas é importante diagnosticar e tratar a causa de origem da síndrome, como problemas cardíacos, renais ou do fígado.

5. Quais são os riscos de complicações?

“Entre os principais riscos de complicação, é que um edema não tratado pode fazer com que o liquido acumulado se desprenda dos tecidos, e possa causar a morte. Por isso é tão essencial o tratamento, que pode ser feito pelo uso de remédios para remover o excesso de líquido, mas vale lembrar ainda que a síndrome edemigênica pode ser causada ainda por uma doença subjacente”, diz Focássio.

A causa básica da síndrome é o que determina sua gravidade, afirma o gerente médico Amilton Silva Junior, da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Entre as causas estão insuficiência cardíaca grave, insuficiência hepática, insuficiência renal, desnutrição e doenças da tireoide”, explica o especialista em terapia intensiva e cardiologia.

 

[CNN]


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