Comissão Eleitoral da Ufac divulga resultado final do pleito para Reitoria

A Comissão Eleitoral da Universidade Federal do Acre (Ufac) formalizou nessa segunda-feira, 25, o resultado final das eleições para Reitoria, mandato 2016-2020.  Os professores Minoru Kinpara e Guida Aquino, da chapa “Inova Mais”,  foram reeleitos, com aprovação de 85% da comunidade acadêmica que compareceu às urnas na última terça-feira, 19.

Com um processo eleitoral próprio, que exigia votos independentes para os cargos de reitor e vice-reitor, Kinpara e Guida alcançaram, juntos, a maioria dos votos em todas as três categorias votantes. Ao todo, foram conferidos 2.605 votos de estudantes, 533 de técnico-administrativos e 564 de professores (85,96% do total), em favor de Kinpara, e 2.429, 531 e 554 (84,17% do total), respectivamente, para Guida.

Na chapa “Em Defesa da Ufac”, única oponente na disputa, foram 429 votos de estudantes, 80 de técnico-administrativos e 99 de professores (14,04% do total), para Carlos Eduardo Garção, e 571 de discentes, 77 de técnico-administrativos e 104 de docentes (15,83%), para João Lima, candidatos a reitor e vice-reitor, respectivamente.

A eleição na Ufac ocorreu em turno único, com voto paritário, mas não obrigatório, para as três categorias acadêmicas. Do universo total de cerca de 16 mil eleitores aptos, o quórum final foi de 4.310 votos válidos para reitor e 4.266 para vice. No total, 43 urnas foram distribuídas nos campi de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, Colégio de Aplicação, além dos núcleos da Ufac localizados nos municípios de Brasileia, Xapuri, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Feijó e Tarauacá.

A novidade do processo deste ano foi a parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para utilização de urnas eletrônicas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. O resultado preliminar da eleição que já garantia a vitória de Kinpara e Guida foi conhecido ainda na madrugada do dia 20 de abril.

Reeleitos, Kinpara e Guida reafirmam compromisso com a universidade

“Desconheço um nível tão alto de participação como foi a que aconteceu nessa eleição. Tivemos uma participação significativa de estudantes, técnico-administrativos e professores. Entre os estudantes, inclusive, observamos uma participação superior a registrada na eleição passada. Conseguir vencer com uma margem tão grande de aprovação nos honra muito”, refletiu Minoru Kinpara, que se afastou do cargo de reitor, juntamente com Guida, para se dedicar inteiramente ao diálogo com a comunidade na capital e no interior, durante a campanha eleitoral.

Professor de carreira da Ufac desde 1997, Kinpara foi eleito no primeiro mandato, ao lado de Guida Aquino, com o projeto de resgate e defesa do futuro da instituição e manutenção do status de universidade, que dependia da aprovação de, pelo menos, dois doutorados. Entre as conquistas comemoradas pela gestão estão a aprovação de três doutorados, nove mestrados, climatização das salas de aulas e biblioteca, reforma e manutenção de laboratórios, novas contratações e realização da 66ª Reunião Anual da SBPC.

“Esse processo não foi apenas uma eleição. Foi mais que isso, uma avaliação da comunidade sobre a nossa atuação ao longo dos últimos 41 meses. Fomos aprovados, e com louvor; 85, 92% é um percentual histórico dentro da universidade. Isso significa que estamos no caminho certo”, comemorou a vice-reitora reeleita. “Recebemos esse resultado com muito orgulho e alegria e nos comprometemos, desde já, a honrar cada um dos apoios recebidos com o compromisso de não decepcionar quem já acreditava e quem passou a acreditar em nosso trabalho.”

Kinpara reconheceu que as dificuldades postas pela crise político-econômica pela qual passa o país exigirá empenho redobrado da administração superior.E disse esperar poder contar com o apoio de toda a comunidade acadêmica. “Temos respeito por aqueles que se colocaram como nossos concorrentes. Passamos por uma disputa interna, mas agora, com o fim do processo, é hora de nos unirmos pela Ufac. O diálogo continuará aberto. Precisamos unir forças para, de fato, desenvolver e defender a nossa universidade”, destacou. “Não sabemos ao certo o que está por vir, mas seremos firmes no posicionamento de fazer resistência a qualquer ameaça de retirada de direitos e conquistas já alcançados.”

Oposição reconhece resultado das urnas, mas garante manter bandeira de luta

Apesar do desapontamento pelo resultado, os professores Carlos Eduardo Garção e João Lima parabenizaram a chapa eleita, confirmaram a legitimidade do pleito e deixaram clara a permanente luta em defesa do ideal proposto pela chapa ao longo da campanha eleitoral.

“Reconhecemos a escolha que foi feita pela maioria e o modelo do processo que,  se não foi democrático por completo, em virtude de diferentes questões, inclusive pelo caráter apressado e antecipado de condução, é participativo, uma vez que garante o direito de escolha da comunidade acadêmica. Desejamos uma boa gestão ao Minoru, que ele possa atender aos anseios e necessidades da comunidade acadêmica”, destacou Garção.

“Agradecemos a todos os apoiadores e pessoas que se sentiram representadas pela nossa proposta de trabalho e nos deram voto de confiança. A partir de agora, retomamos nossas atividades normais na academia e garantimos a manutenção da nossa luta em defesa da universidade pública, por entender que essa é uma causa de todos e que não deve findar com o término do processo eleitoral”, completou.

Candidato a vice-reitor derrotado, João Lima não deixou de criticar a chapa eleita, frisando que a oposição foi feita com responsabilidade. “Fizemos uma campanha pé no chão. Gastamos pouco mais de R$3 mil e, mesmo sabedores do cenário contrário, não abandonamos o barco”, disse. “Sabíamos que havia uma desvantagem enorme, mas nunca nos importou a diferença em percentual. Na nossa avaliação, não saímos perdedores dessa disputa. Recebemos, sim, uma quantidade expressiva de votos de pessoas que pensam uma universidade diferente.Isso não pode ser desconsiderado”, avaliou o professor, que é severo na análise do quórum final de votação. Para ele, a taxa de abstenção de votos, principalmente entre discentes e docentes, deve ser entendida, também, como uma resposta.

Garção retoma, agora, suas funções como professor e diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN). João Lima volta à atividade de docência em regime de dedicação exclusiva no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). Ambos ocupam,ainda, cadeiras no Conselho Universitário.

 

(Ascom-Ufac)


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.