Comunidade questiona administração municipal detalhando problemas em vários setores de Plácido de Castro

Da Redação

Preocupados com o descaso e principalmente com o abandono generalizado por parte da gestão municipal em vários setores de Plácido de Castro, município localizado a 96 Km da capital acreana, Rio Branco, um grupo de moradores composto por políticos, produtores rurais, comerciantes, autônomos e empresários relataram as dificuldades e os problemas de gestão enfrentados pelo pequeno município nos últimos anos.

As reclamações abrangem vários setores do município - que possui pouco mais de 17 mil habitantes - como a educação, a saúde pública, falta de inventivos destinados à produção rural e a infraestrutura da cidade que, por conta da falta de reparos, piora com o passar do tempo.

 

Esgoto a céu aberto

A coleta de lixo e o saneamento básico do município também são pontos delicados. Os moradores alegam que só é realizada a coleta na principal rua da cidade, em quanto as demais estão tomadas por sacolas plásticas e entulhos.

“Precisamos queimar o lixo para conseguir diminuir os entulhos e afastar os insetos, ratos e animais peçonhentos. Não estamos vivendo um momento favorável economicamente e perder clientes, por conta de lixo de vários dias acumulado na porta de seus estabelecimentos, é triste. Os gestores municipais precisam tomar atitudes para resolver essa situação”, desabafou o comerciante Francisco Damião.

O comerciante questionou ainda a existência de esgotos a céu aberto nas proximidades do seu estabelecimento.

“Nosso município está passando por um verdadeiro abandono e a prova desse descaso podemos encontrar em várias ruas de Plácido de Castro. No meu caso, preciso conviver diariamente com o cheiro terrível de um esgoto a céu aberto, que serve apenas para proliferar doenças”, declarou.

Educação como meta?

A falta de administração, por parte da gestão municipal, também está prejudicando as atividades ligadas à educação no município, é o que afirmam vários educadores e pais de alunos. Os principais questionamentos estão voltados para a falta de escolas infantis e precariedade na educação da zona rural.

 

O presidente do Conselho Municipal de Educação de Plácido de Castro, Carlos Cleu, detalhou as principais carências e os esforços por parte do conselho em prol da educação da pacata cidade. “Atualmente, nossas maiores dificuldades estão relacionadas à educação infantil, que realmente não existe no nosso município. Plácido de Castro não possui uma creche e isso é um fator muito preocupante. Existe verba federal para a construção, mas o município alega que não possui condições de manter uma creche com recursos próprios”, explicou.

Os professores de Plácido de Castro também aderiram, na última Sexta-feira, 29, à campanha nacional ‘S.O.S Educação’, que objetiva alertar a população sobre todos os cortes e medidas voltadas para a desvalorização da categoria.

“Os professores estão reunidos em busca dos seus direitos, mas, além de tudo dependemos de um apoio maior por parte da Secretaria Municipal de Educação. A maior luta do Conselho é voltada para as questões financeiras. Como podemos fiscalizar o trabalho ou até mesmo propor novas alternativas sem um transporte adequado, profissionais capacitados e uma estrutura apta para a realização do serviço? Precisamos de uma maior atenção por parte das nossas autoridades. Educação não é brincadeira!”, detalhou.

Problema de gestão?

A falta de medicamentos, incentivos financeiros para os produtores rurais, falta de pavimentação urbana e a centralização de poderes, por parte do prefeito Roney Firmino (PSB), também foram relatadas pelos entrevistados.

O ex-vereador Francisco Holanda detalhou os principais problemas enfrentados pela população de Plácido de Castro.

“Existe falta comprometimento por conta da gestão do prefeito. Os projetos apresentados não têm um encaminhamento necessário. Não existe plano de ação, e a população está cansada com todo esse descaso. Não sei se é por falta de força de vontade ou pela própria falta de conhecimento da atual equipe gestora”, relatou o político.

Francisco Holanda acrescentou ainda que os problemas administrativos do município estão ganhando maiores proporções e algo precisa ser feito para combater essa problemática. “Lixo em todas as ruas, esgoto a céu aberto, professores sem estrutura nenhuma para trabalhar, ruas totalmente esburacadas e a falta de incentivos para a produção rural fazem parte do cenário atual do nosso município. O pouco que foi realizado em prol do município em gestões anteriores está sendo destruído. O município de Plácido de Castro nos últimos 10 anos tem definhado e isso não é nenhuma mentira. A veracidade dessas denúncias pode ser averiguada andando pelas nossas ruas. Não queremos criar nenhum problema, mas não podemos esconder a verdade”, finalizou.

 

Sobre o município

Plácido de Castro é um município brasileiro localizado no interior do Estado do Acre. Está situado na microrregião de Rio Branco e mesorregião do Vale do Acre.

Criado em 1976, ganhou este nome em homenagem a José Plácido de Castro, militar, líder da Revolução Acreana e posterior presidente do Estado Independente do Acre, e que também teve papel de destaque junto com o Barão do Rio Branco e Assis Brasil na Questão do Acre, que culminou com a assinatura do Tratado de Petrópolis, entre Brasil e Bolívia, tratado que garantiu a posse das terras do território do Acre e o direito da exploração nesta região para o Brasil.

Sua população em 2007 era de 17.258 habitantes e sua área é de cerca de 2.047 Km² (8,4 hab./Km²). A sede do município localiza-se a cerca de cem quilômetros da capital.

Limita-se ao norte com o município de Senador Guiomard, ao sul com a Bolívia, a leste com o município de Acrelândia, a oeste com o município de Capixaba e a noroeste com o município de Rio Branco. Possui um Distrito denominado Vila Campinas, localizado na BR 364, Km 60, sentido Porto Velho.

 

Fotos: Francisco Chagas


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
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Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


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Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.