Abandono generalizado proporciona pior momento enfrentado pela população de Porto Acre

 (Francisco Chagas)

George Naylor

Cansados com o descaso e abandono generalizado do município de Porto Acre localizado cerca de 58 km da capital acreana Rio Branco, um grupo de moradores procurou a equipe de Jornalismo do Complexo de Comunicação O Rio Branco para denunciar a precariedade em diversos setores daquele município.

Nossa equipe realizou uma visita na manhã de ontem, 17, e conversou com moradores e líderes comunitários com o objetivo de averiguar os fatos denunciados.

Os problemas relatados pelos moradores iniciam na Vila do V, parte da zona rural de Porto Acre. Uma das principais reclamações está relacionada à coleta de lixo que há vários meses acontece com visível precariedade.

Na chegada, a grande quantidade de lixo e entulhos amontoados nas calçadas, frentes de casas e comércios chamam a atenção de quem passa o que provoca o mau cheiro e atraem a presença de animais peçonhentos que impossibilitam a circulação de pedestres.

A comerciante, Pedrina Rodrigues de Araújo, detalhou a situação crítica enfrentada pelos moradores do município nos últimos tempos. “A falta da coleta de lixo já chegou em um ponto insuportável e se tornou preciso queimar os entulhos e o próprio  lixo  para conseguir diminuir  a quantidade. Há vários meses essa situação vem se arrastando e já começou a prejudicar o meu comércio. Já tenho 18 anos que moro nesse local e posso afirmar que essa é uma das priores fases do município”, desabafou.

O autônomo, Jeremias Araújo, falou que se o abandono do município continuar desta forma vai ficar impossível conviver no local. “Não estamos falando nenhuma mentira, precisamos de uma resposta imediata do prefeito e das autoridades o Ministério Público precisa fazer alguma coisa em prol da população do município de Porto Acre. A porta de entrada da escola das minhas crianças é repleta de urubus por conta do acúmulo de lixo, isso influencia diretamente na aprendizagem e no próprio trabalho dos professores,”  relatou.

A falta de medicamentos para tratamento de doenças crônicas também vem acontecendo há vários meses. Em alguns casos os moradores precisam buscar as unidades de saúde da capital para conseguir realizar um acompanhamento médico.

O aposentado, Francisco Arruda, que é portador de diabetes é uma dessas pessoas que interrompeu o tratamento por falta de medicamentos no município.  Francisco conta que por várias vezes procurou a unidade de saúde e não conseguiu repor a sua medicação.

“Infelizmente a situação é a pior de todas. Hoje, não conseguimos encontrar na nossa unidade de saúde medicamentos e muito menos os médicos. Aqui o diabético não tem remédio e o hipertenso também não, é um verdadeiro Deus nos acuda. Moro há mais de 20 anos nesse município e sem dúvida estamos vivenciando o prior período da história”, relatou.

A falta de infraestrutura é outro ponto questionado pelos moradores. Vários buracos tanto na pista como nas principais vias de acesso do município já causaram grandes prejuízos para os condutores.

O agricultor, Jorge Silva, detalhou a situação das ruas e ramais que só pioram com o passar do tempo. “Nunca canso de falar que para dirigir um carro aqui no município tem que ser uma camionete ou então um trator. Os buracos tantos nas ruas e ramais só pioram e a prefeitura teima em fazer vista grossa, deixando o maior prejuízo na mão da população”, disse.

A falta de gestão do prefeito Carlos Portela (PSDB) por parte do município é um dos principais fatores apontados pela população e a falta de representatividade dos vereadores também é questionada pela população.

O morador do município, Bendito Cavalcante, conhecido na localidade, como (Bené Damasceno), declarou que a falta de gestão do prefeito e de vários vereadores é responsável pela situação precária do município. “Essa é uma responsabilidade do nosso prefeito Carlos Portela e da grande parte dos nossos vereadores que só querem saber dos benefícios do poder público. São carros e prédios alugados, parentes empregados, todos são coniventes com toda essa situação enquanto deveriam estar buscando a imprensa, o ministério público Estadual e Federal e o próprio Tribunal de Contas e outros meios legais para denúncias, mas a acomodação é coletiva”, diz.

Bené acrescentou que a ausência do prefeito também contribui para o descaso que está acontecendo no município. “Tente procurar o prefeito e você vai perceber a dificuldade de conseguir encontrá-lo. O nosso prefeito é uma pessoa boa, mas já perdeu o pico da administração e a sua gestão está completamente sem base e os maiores prejudicados em toda essa história são as famílias que moram no município de Porto Acre”, finalizou.

Nossa Equipe de Reportagem buscou contato com o prefeito, Carlos Portela (PSDB) na prefeitura municipal de Porto Acre por meio dos telefones (068) 3223-1032 e (68) 9955**11, mas até o fechamento desta edição não recebemos o retorno.

 

 


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.