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 Última chance 

Ao que tudo indica, enquanto candidato, Márcio Bittar  jamais participará de nenhuma outra maratona eleitoral.  

 

Em 2002, enquanto candidato ao senado, Márcio Bittar começou sua campanha razoavelmente bem e acabou derrotado por um “poste eleitoral” chamado Geraldinho Mesquita. Esclarecendo: “poste eleitoral”, no politiquês, é o tipo de candidato que entra numa disputa eleitoral sem nenhuma chance de vitória e acaba se elegendo. Em 2004, na disputa pela prefeitura de Rio Branco, a despeito das primeiras pesquisas eleitorais sinalizarem com a possibilidade de sua eleição, Márcio Bittar acabou sendo derrotado pelo candidato Raimundo Angelim, da FPA. Em 2006, na disputa pelo governo do nosso Estado, ou seja, em uma de suas mais altas apostas, Márcio Bittar acabou pondo mais uma conta em seu rosário de derrotas ao ser derrotado por Binho Marques, candidato da FPA.     

Em relação a presente disputa eleitoral, diferentemente das suas outras derrotas, o candidato Márcio Bittar já começou comendo poeira, e não apenas do governador Tião Viana, candidato a reeleição, e vez por outra, do outro Tião – o Bocalon – o candidato da outra banda oposicionista. 

Quem se atreve a participar de uma maratona eleitoral, e a disputa pelo governo do nosso Estado, é sim, uma maratona, de antemão, precisa se encontrar física, técnica e psicologicamente preparado para enfrentar longas distâncias e seus naturais obstáculos, do contrário, tombará pelo meio do caminho. Aliás, que outra perspectiva poderia ser mais angustiante para a candidatura Márcio Bittar?      

Desta vez, a exemplo das vezes anteriores, desprovido de liderança e capacidade para corrigir até mesmo os mais grotescos erros que contribuíram com suas derrotas anteriores, ao se impor sua candidatura ao governo, Márcio Bittar acabou dividindo a oposição em duas bandas, no que só fez realçar e aumentar suas divergências, desta feita, obrigando-as a entrar numa luta do tipo “vida ou morte”, até porque, a sobrevida da banda comandada pelo candidato Tião Bocalon passou a depender da derrota da banda comandada pelo próprio Márcio Bttar. E reciprocamente.    

Outra derrota que o candidato Márcio Bittar teve que engolir, goela abaixo, diz respeito ao bota fora que se viu obrigado a impor à candidatura de sua esposa, Márcia Bittar, à deputada federal, porquanto a referida candidatura seria uma espécie de seguro garantia com o qual pretendia contar, na hipótese de ainda vir a empreender futuras aventuras políticas.      

Para ampliar o seu vasto rosário de derrotas, eis que surge a candidatura Marina Silva e retira do candidato tucano, Aécio Neves, a possibilidade de sequer chegar ao segundo turno da disputa presidencial, constituindo-se então, em mais uma derrota para o candidato Márcio Bittar, cujas promessas se respaldavam na possibilidade na vitória de Aécio Neves chegar à presidência da República.  

Outras derrotas, caso aconteçam, e que por certo apequenarão o prestígio político e eleitoral do candidato Márcio Bittar junto ao alto tucanato, uma delas diz respeito a possibilidade, cada vez mais eminente, do PSDB acreano não conseguir mandar para Brasília, ou seja, para a Câmara dos Deputados, nenhum representante do Acre.

 

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