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Triste realidade

Triste realidade

 

Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo - Denis Diderot.

 

Quais serão as consequências das brutalidades perpetradas contra o jornal Charlie Hebdo? Para o imã Dalil Boubaker, da grande mesquita de Paris, o atentado foi uma declaração de guerra. E disse mais: passamos a viver uma nova fase deste confronto. Daí a pergunta que não pode calar: o que precisa ser feito a fim de se evitar que o fundamentalismo islâmico venha produzir futuras barbaridades?

 

Particularmente discordo que tenha sido a declaração de uma guerra que acaba de nascer. O que ocorreu foi a continuidade de um movimento terrorista, e que vem de muito longe, afinal de contas, o 11 de setembro e tantos outros atentados, quando comparados ao brutal atentado ao jornal francês Charlie Hedbo, derivaram da mesma causa, qual seja, o fundamentalismo islâmico, e como não há espaço para a democracia quando se faz uma interpretação literal do Corão, eis a questão!

 

Claro que a grande maioria dos mais de um bilhão e tantos de islâmicos existentes no mundo já se revelaram, e continuam dando provas que são contrários ao terrorismo, mas ainda assim, como se identificar a minoria que, em nome da causa islâmica já praticaram, e por certo, já estão planejando outros atentados?  Senão, vejamos;

 

Os irmãos Chérif e Said Koauchi, autores do atentado ao jornal Charlie Hedbo não eram apenas muçulmanos, sim e também, franceses de nascimento, e por incrível que possa parecer, foram treinados numa célula terrorista denominada Buttess-Chaumont, coincidentemente, o nome de um dos parques franceses em que o imã Farid Beniyttou treinava os futuros terroristas. O êxito do atentado ao jornal Charlie Hedbo, se é que assim possamos dizer, deu-se, fundamentalmente, ao elevado grau de treinamento dos irmãos Koauchi.

 

Ora, se a França abriga atualmente mais de 6.000.000 islâmicos, a Alemanha mais de 2.000.000, idem a Inglaterra, e em todos os países do ocidente eles fazem-se presentes, e na impossibilidade de se identificar uns dos outros, ou seja, quais aqueles que apostam no terrorismo, daqueles que, embora amplamente majoritários, são contrários, mesmo assim, não há no horizonte, nenhuma solução à vista. Pelo contrário. Se vivos ainda estivessem, dos seus esconderijos, muito provavelmente os irmãos Koauchi certamente estariam orgulhosos da barbárie que cometeram.

 

Que a solidariedade mundial prestada às vítimas do atentado do jornal Charlie Hedbo não venha se prestar como elemento de propaganda para os radicais islâmicos, e sobre a liberdade de expressão, registre-se: A liberdade de expressão não dá direito a ninguém de gritar “FOGO”, em um teatro lotado. Se não transformamos um leão em vegetariano empanturrando-lhe de carne, também não transformaremos um fanático simplesmente provocando-o. Quão bom seria se os chargistas deixassem o profeta de lado, ao menos, até que o fundamentalismo islâmico caísse na racionalidade.   

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