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Ser ou não ser

              
I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat
Winston Churchill
Traduzindo-a para a nossa língua: “Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor”. Alto e bom som, esta expressão se fez presente e restou como a mais emblemática, ou seja, a mais lembrada no discurso (speech) de posse de Winston Churchill ao assumir a condição de primeiro ministro britânico. A referida expressão foi proferida perante a Câmara dos Comuns, bem como a todos que foram chamados a compor o seu governo. Outra de suas preciosidades: “We have before us an ordeal of the most grievous kind”, cuja tradução vem ser: “Temos perante nós uma dura provocação”. Acrescente-se mais esta: “We have before us many, many months of struggle and suffering”, cuja tradução é a seguinte: “Temos perante nós muitos e muitos meses de lutas e sofrimentos”.
Winston Churchill foi nomeado primeiro-ministro em 10/05/1940 em decorrência da demissão do seu antecessor, Neville Chamberlain, cuja demissão teve tudo a ver com o desenrolar da segunda guerra mundial, ou mais precisamente, quando no dia 10/05/1940 as forças militares alemãs invadiram a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e a França. 
Em seu discurso de posse, o mais célebre dos inúmeros que chegou a proferir, para além dos seus dotes oratórios, Winston Churchill também demonstrou sua capacidade de liderança, condições que o levou a entrar para nossa história como um dos seus mais destacados estadistas.  
Do grito de guerra dos alemães, em 10/05/1940, a posse de Winston Churchill, em 13/05/1940, bastou apenas três dias para que o mundo viesse conhecer aquele que se tornaria no mais lembrado estadista de nossa história, e de todos os tempos. Também é de sua autoria a seguinte expressão: “Enquanto os estadistas pensam nas próximas gerações, os políticos só pensam nas próximas eleições”.
Infelizmente, em nosso país, tanto no passado quanto no presente, enquanto padecemos da falta de estadistas, os políticos abundam, particularmente, daqueles que, quando estão na oposição se dizem capazes de dar solução a todos os nossos problemas, e quando chegam ao poder, ao invés de solucioná-los, não raro, os agravam. 
Nossas eleições ainda não nos proporcionaram o surgimento de nenhum estadista, e a provar que não, a maioria deles, ainda no exercício do poder, é acusada de não cumprir com suas promessas de campanhas, ou seja, de caloteiros. Não fossem assim, dada a gravidade de nossas crises, governo e oposição, ou mais especificamente, tucanos e petistas, passariam a cuidar dos superiores interesses do nosso país e deixariam a disputa pelo poder para quando o calendário eleitoral assim determinasse.    
Uma coisa é certa: a continuar a disputa pelo poder, e da forma como ela vem se desenvolvendo, nossas crises se aprofundarão, afinal de contas, quando uma crise econômica se junta a uma crise de natureza política e ambos se retro-alimentam, o pior ainda está por acontecer. 

 

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