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Pesquisa eleitoral

     

                                      Pesquisa eleitoral

Pior que não acreditar nos institutos de pesquisas vem ser a desfaçatez dos candidatos que só creem nas pesquisas quando lhes convém.

       Os institutos de pesquisas, mesmo aqueles cujos portfólios lhes conferem elevadíssimos índices de credibilidade, entre eles, o IBOPE, o VoxPopulli e o DataFolha, não determinam, com 100% de garantia  os candidatos que se elegerão e nem aqueles que serão derrotados em uma determinada disputa eleitoral. Eles apenas expressam, em percentuais, as chances de cada candidato, afinal de contas, se é que assim podemos dizer, somente um instituto de pesquisas chamado TSE-Tribunal Superior Eleitoral e suas congêneres nos Estados, os TREs, detêm poderes para tanto.  

         Ainda assim, nenhum outro instrumento tem se sido mais útil e se revelado mais eficiente para fazer avaliações e orientar as campanhas dos próprios candidatos, inclusive, prevendo os resultados numa disputa eleitoral quanto as pesquisas eleitorais. Claro que, como em toda atividade comercial, ao lado dos institutos de pesquisas que primam pela qualidade dos seus serviços, existem aqueles do tipo “pague e pesque”, ou seja, aqueles que manipulam resultados. Nestes, seus resultados nada têm a ver com o que venha ser uma pesquisa propriamente dita. Vamos em frente;

         Antes do acidente que vitimou o presidenciável Eduardo Campos e que veio retirá-lo da disputa eleitoral em curso, quem sugeria que o também candidato, Aécio Neves, estaria no segundo turno? Resposta: uma série de pesquisas realizadas pelo IBOPE, VoxPopulli e DataFolha. Após o referido acidente, quem está sinalizando que o próprio Aécio Neves estará fora do segundo turno? Resposta: os mesmos institutos de pesquisas. Continuando; 

         Nas mais recentes eleições americanas, por exemplo, o Instituto Ipsos, o de maior credibilidade dos EUA, até mundial, previu os nomes de todos os 50 governadores que foram eleitos. Aqui no Brasil, as duas vitórias de FHC, as duas de Lula e a da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010, por exemplo, os institutos IBOPE, VoxPupulli e DataFolha, previram com bastante antecipação, suas respectivas vitórias.   

         Conclusão óbvia: o candidato que diz não acreditar nas pesquisas eleitorais, ainda que elaboradas pelos seus mais conceituados institutos do nosso país, e como se não bastasse, passa a acreditar num instituto de pesquisa do tipo “pague e pesque”, a exemplo do que tem feito o candidato Tião Bocalom em relação ao Instituto Phoenix, para tão esquisito comportamento só existe uma explicação: para o candidato Tião Bocalom, só são sérias e merecedoras de crédito as pesquisas eleitorais cujos resultados lhe convenham. Ainda bem que só está faltando poucos dias, menos de uma semana, para as avaliações feitas pelos diversos institutos de pesquisas serem confrontadas com os resultados das urnas.

         A conferir: enquanto os institutos IBOPE e VoxPopulii, e além destes, o nosso caseiro Instituto Delta, levantam a possibilidade do governador Tião Viana já se eleger no primeiro turno, convenhamos, só acredita nos esquisitos resultados das pesquisas realizadas pelo Instituto Phoenix, quem acredita na Mula Sem Cabeça, em Papai Noel, no Saci Pererê, etc.

         No próximo domingo, saberemos quais os institutos que, de fato, manipulam os resultados de suas pesquisas.

 

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