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Prefeita Socorro Neri tem menor patrimônio entre os sete candidatos

Diferente de anos anteriores, por causa da pandemia da doença chinesa, os registros de candidaturas ocorreram de forma online, sem o ato ser registrado presencialmente como de costume. Os sete candidatos à Prefeitura de Rio Branco protocolaram, esta semana, seus registros no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE).  A prefeita Socorro Neri (PSB) tem o menor patrimônio entre os sete candidatos à Prefeitura de Rio Branco.

O candidato do Avante, empresário Jarbas Soster, é o mais rico de todos os candidatos registrados na disputa pela Prefeitura de Rio Branco. Jarbas tem 50 anos e um patrimônio declarado de cerca de R$ 6,2 milhões. Entre os bens declarados existem vários terrenos, fazendas, carros e participação societária em pelo menos quatro empresas da família Soster. 

O candidato do PP, ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom, declarou, que seu patrimônio é de R$ 1,2 milhão, entre 12 lotes urbanos avaliados em R$ 240 mil, duas áreas de terra avaliadas em R$ 800 mil, dois carros e uma casa em madeira, em Acrelândia.  Em 2018, quando Bocalom disputou uma vaga na Câmara Federal e obteve mais de e 20 mil votos, apesar de não ter sido eleito, afirmou ter penas R$ 128 mil de patrimônio. Ou seja, os bens do “novo Boca” cresceram quase dez vezes mais nos últimos dois anos. Em 2014, quando disputou o governo, ele declarou ter R$ 893 mil em patrimônio. Em quatro anos, Bocalom “perdeu” quase tudo e logo em seguida recuperou.

Enquanto isso, o candidato do MDB, deputado Roberto Duarte, apresentou declaração de bens de  R$ 721 mil. O advogado bem sucedido, tem uma casa no valor de R$ 400 mil, uma veículo, avaliado em R$ 118 mil, aplicações em investimentos de R$ 100 mil, além de participação societária em um escritório de advocacia, um barco e um motor de popa. Em relação a 2014, quando foi candidato a vereador, em Rio Branco, seu patrimônio triplicou.  À época, ele declarou ter apenas R$ 225 mil em bens. Em 2018, quando se candidatou a deputado estadual, declarou pouco mais de R$ 500 mil.

O candidato do PT, deputado Daniel Zen, declarou ter R$ 993 mil em bens. Os valores são divididos em dois apartamento, avaliados em pouco mais de R$ 730 mil. Os demais valores estão espalhados em aplicações financeiras. Em comparação com a declaração de bens da eleição de 2014, Zen teve um acréscimo sem seu patrimônio. Quando foi candidato a deputado estadual declarou ter 645 mil em bens.

O candidato do PSC, policial federal, engenheiro civil e pastor evangélico Jamyl Asfury (PSC), também tem patrimônio considerável. Ele declarou os seus bens avaliados em R$ 761 mil, sendo divididos em quatro terrenos, carros e aplicações financeiras. Na eleição de 2018, quando disputou uma cadeira para federal, Asfury declarou ter 715 mil e na disputa de 2014, quando foi candidato a deputado estadual, declarou ter R$ 661 em patrimônio. Zen apresenta, nos últimos quatro anos, uma modesta avaliação patrimonial modesta.

Professor Minoru Kinpara, candidato do PSDB, declarou ter patrimônio de  R$ 417 mil. Oficialmente, o ex-reitor da Ufac declarou ter apenas 50% de uma casa, na Chácara Ipê de R$ 339 mil e um terreno no Alphaville de R$ 78 mil. Em 2018, quando disputou uma vaga no Senado Federal, Minoru declarou ter R$ 850 mil em bens, ou seja, o candidato “ficou mais pobre” em dois anos. Na eleição de 2018, ele declarou ter 50% de uma casa na chácara Ipê de R$ 600 mil e cinco salas comerciais localizadas no calafate avaliadas em R$ 250 mil.

A prefeita de Rio Branco, professora-doutora Socorro Neri (PSB), candidata à reeleição, é quem tem menor patrimônio entre os candidatos à prefeitura. Ela declarou à Justiça Eleitoral ter apenas R$ 350 mil em bens. Socorro tem um carro Toyota Corolla-2011, avaliado em R$ 40 mil e uma casa, no bairro Morada do Sol, avaliada em R$ 310 mil. Em comparação com a declaração de bens das eleições de 2016, quando foi candidata a vice-prefeita, ela perdeu R$ 7 mil em patrimônio, já que o automóvel sofreu desvalorização. Na foto, a prefeita aparece ao lado de seu colega de chapa, o advogado Eduardo Ribeiro (PDT).

Mais um partido

Governador Gladson Cameli admite que pode se filiar ao MDB do senador Marcio Bittar e do deputado federal Flaviano Melo. Gladson já falou em se filiar ao PSL, PL, PSDB e agora no MDB.  Só falta ele anunciar sua ida para o PT. Ele também admitiu sair do PP, mas preferiu apenas pedir afastamento por tempo indeterminador. Esse indecisão do governador o atrapalhou muito e pode dificultar sua reeleição.

Ney rejeitado

Prefeita de Rio Branco, professora-doutora Socorro Neri (PSB), candidata à reeleição, não aceitou a indicação do ex-deputado Ney Amorim como coordenador de sua campanha. O ex-petistas foi indicado pelo governador Gladson Cameli (PP), mas como não de inteira confiança da prefeita, foi rejeitado de imediato.

Ele já sabia

Na semana passada, ao visitar jornalistas na Secretaria de Comunicação, o governador Gladson Cameli (PP) afirmou que havia indicado Ney Amorim com coordenador da campanha da prefeita Socorro Neri. O Mesmo temo, deixou claro que era apenas uma indicação, uma sugestão, mas a palavra final seria da prefeita. Ou seja, o governador já sabia que Ney, dificilmente, não seria aceito.

Coordenador

O coordenador da campanha da prefeita Socorro Neri é o ex-secretário-chefe de Gabinete, Marcio Oliveira. Ele foi exonerado do cargo nesta sexta-feira, 25 e já assumiu o comando da campanha. Marcio será o homem forte da coligação Unidos por Rio Branco. Socorro não acredita nessa história de influência de Ney Amorim na baixada da sobral. Ney tinha liderança quando era presidente da Aleac e o PT mandava e desmandava.

Bittar em ação

Senador Márcio Bittar (MDB) anunciou na quinta-feira, 24, liberação de mais R$ 45 milhões ao Estado do Acre para que o governador Gladson Cameli possa realizar obras que vão beneficiar Cruzeiro do Sul e Alto Acre. Os recursos, segundo o senador acreano, deverão ser utilizados para duplicar a rodovia que liga o centro de Cruzeiro do Sul ao aeroporto e na duplicação da rodovia que liga a capital acreana a Alto Acre.

Confirmação

“Com apoio do presidente Jair Bolsonaro, na presença dos ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), anunciamos e confirmando que conseguimos mais R$ 45 milhões”, explica Bittar. Segundo o senador, do total, R$ 15 milhões serão destinados para a duplicação da rodovia que liga o centro de Cruzeiro do Sul ao aeroporto e R$ 30 milhões para duplicar a Estrada AC10 - Rio Branco-Porto Acre.

Marinho elogia Bittar

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, falou sobre as duas obras importantes que serão realizadas com o auxílio de Bittar. “O senador tem feito um extraordinário trabalho a favor do Brasil, com um olhar todo especial para o Estado do Acre. São demandas históricas dessa região que estão sendo viabilizadas graças à determinação e trabalho de Márcio Bittar e à sensibilidade do presidente Bolsonaro”, conclui Marinho.

Choro na Aleac

Deputada Antônia Sales (MDB), parte integrante da mesa diretora da Aleac, chegou a chorar, lamentando a cassação do mandato da deputada Juliana Rodrigues (Republicanos). “Você conquistou o meu respeito. A gente não sabe, mas tenha fé em Deus”, disse a parlamentar da região do Juruá. Ao mesmo tempo, Sales criticou quem “faz festa com a desgraça do outro”.

Respeito

Outro que também se manifestou foi o deputado Manuel Moraes (PSB). “Fica aqui nosso respeito”, disse. Apesar das manifestações positivas em pró de Juliana, ela não participou da sessão de hoje. Na manhã que antecedeu o julgamento, a deputada afirmou que não tinha medo da decisão da justiça eleitoral e que perdoava seus acusadores.

Sem notificação

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre ainda não foi notificado da decisão da corte superior. A expectativa é o trâmite ocorra nos próximos dias e a mesa-diretora da Aleac seja notificada a afastar Juliana. O mesmo deve ocorrer na Câmara Federal, em Brasília, com Manuel Marcos. Mas os dois sabem que não conseguirão mais reverter a situação.

Retorno

Desde a manhã de sexta-feira, 11, quando foi alvo da apoderação acúleo da Polícia Federal que apreendeu R$ 120 mil em sua residência, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Junior se mandou para Cruzeiro do Sul, sua cidade natal e de lá não mais saiu. Mas o parlamentar deve voltar nesta segunda-feira e presidirá a sessões da próxima terça-feira.

Desemprego em queda

Desemprego recuou na primeira semana de setembro, mas o Brasil ainda tinha 13 milhões de pessoas sem trabalho, segundo a Pnad-Covid, divulgada nesta sexta-feira,25 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). A taxa de desocupação ficou em 13,7%. Na semana anterior, país tinha 13,7 milhões de desempregados. No entanto, há mais pessoas sem empregos na primeira semana de setembro do que no período de 3 a 9 de maio, quando havia 9,8 milhões.

Recuperação

O número de pessoas empregadas ficou estável em 82,3 milhões frente a 82,2 na semana anterior. São considerados os dados de 30 de agosto a 5 de setembro. A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, diz que há sinais de recuperação desde mês de julho. “Essa recuperação recente vem se dando especialmente entre os trabalhadores informais (28,5 milhões), que foram os mais atingidos no início da pandemia”, afirmou.

Pouco vergonha

Um deputado nacional foi suspenso, nessa quinta-feira (24/9), ao ser flagrando trocando carícias com uma mulher durante sessão virtual do Congresso da Argentina. O parlamentar, Juan Emilio Ameri, da aliança governista Frente de Todos, baixa o decote da camiseta de uma mulher, que estava em seu colo, e beija os seios dela. Durante o ato, os outros deputados discutiam a lei de defesa do patrimônio do Fundo de Garantia da Sustentabilidade. Os parlamentares estavam em sessão remota.

Decisão acertada

Atendendo a pedido de liminar, Tribunal Federal suspendeu determinação de penhora de valores sob o fundamento de que: “Antes que se esgotem as tentativas de localização de outros bens à garantia da dívida, não se afigura razoável o bloqueio de valores de conta bancária da empresa que podem lhe servir de capital de giro e impedir o regular exercício de suas atividades.

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