Colunistas

Vice-refeita garante que vítimas da enhente estão sendo bem cuidadas

Em entrevista a este colunista, no programa RB Notícias, nesta quinta-feira, 25, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT, a vice-prefeita de Rio Branco, Marfisa Galvão (PSDB), fez uma narrativa sobre a transbordamento dos seis igarapés existentes na capital acreana e os efeitos da enchente do Rio Acre. Na condiçao de secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Marfisa afirmou que está tudo sob controle, apesar das dificiculdades estruturais e financeiras.

Segundo ela, além das 30 famílias que estão no Parque de Exposições, no Segundo Fistrito, existem mais cinco abrigos – quatro escola e uma igreja, somando mais de 130 famílias. “Todas as famílias estão recebendo a tenção devida por parte da prefeitura”, afirmou Marfisa. No caso da vítimas do transbordamentos dos igarapés, a prefeitura, começa a preparar a operação volta pra casa, mas sempre obedecendo os critérios de segurança para evitar maiores problemas. “Primeiro vamos fazer vistorias nas residências atingidas pelas águas e providenciamos a devida limpeza”, afirmou.

Marfisa lembrou que na quarta-feira, 24, prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), em parceria com a Universidade Federal do Acre (UFAC), entregaram na tarde desta quarta-feira, 24, na Travessa Açaí e na rua Botafogo, que ficam no bairro da Paz, 106 kits de limpeza, 104 cestas básicas, 52 colchões e 7 kits de bebê. “A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio da reitoria, foi quem doou os mais de 18 mil itens entre kits de limpeza, água mineral e álcool 70%. Segundo a reitora, professora Guida Aquino, eles irão retomar a produção desse material com a reativação do laboratório de produção de álcool em gel da Universidade", afirmou Marfisa.

“Vamos começar a produzir álcool em gel para doar às famílias, principalmente para os abrigos e vamos reativar também o laboratório de máscaras caseiras. A Ufac tem sido uma parceira da Prefeitura desde o início da pandemia e irão continuar ajudando, colaborando e apoiando as ações do município. Essa parceria nós pretendemos continuar e vai além dessa crise sanitária, crise migratória e do problema das enchentes”, disse a vice-prefeita. Ao fim do programa, Marfisa agradeceu o apoiio do governador Gladson Cameli e do Presidente Jair Bolsonaro,além dos membros da bancada federal do Acre e de outras instituiçoes como a Ufac, Ministperio Público e Polícia Rodoviparia Federal. 

Apoio humanitário

Muitas famílias foram atingidas pela enxurrada do Igarapé Batista há cerca de quinze dias. Ainda há muita lama e sujeira no local. Dona Ivanilde Rocha diz que perdeu tudo o que tinha. “Sai só com a roupa do corpo. Eu e meu filho”, disse.  Ela fez o cadastro com as equipes da SASDH e hoje recebeu colchão, kit de limpeza e uma cesta básica.

Diálogo na periferia

A vice-prefeita e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Marfisa Galvão, fez questão de ajudar a levar os donativos até a casa das famílias beneficiadas que moram perto do Igarapé. Ela aproveitou para conversar com alguns moradores que reivindicaram uma limpeza no manancial. Para ela essa entrega está apenas começando. “Existe uma agenda e a prefeitura vai chegar até todos que precisam”, informou a vice-prefeita.

Importância dos Cras

Marfisa destacou a importância do Centros de Referência e assistência Sociais (Cras), instalado em locais estratégicos bem como o desempenho dos profissionais de assistência social. “Não vamos parar as entregas e eu acredito que a gente tem um trabalho ainda mais puxado pela frente. A gente conseguiu fazer o cadastro dessas famílias, mas existem outras que ainda estão chegando e que estavam na casa de parentes. E elas podem se deslocar até o CRAS Rui Lino e fazer a sua inscrição”, explicou.

Bocalom na comitiva

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, integrou a comitiva presidencial junto com o governador Gladson Cameli, os senadores Marcio Bittar, Sérgio Petecão e Mailza Gomes. Bolsonaro chegou ao Acre por volta das 8h desta quarta-feira, 24, onde antes de conceder coletiva à imprensa realizou um sobrevoo nas áreas mais castigadas pela cheia dos rios em Sena Madureira e Rio Branco.

Mais ajuda

Bocalom estava em Brasília à convite do Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, onde representou os prefeitos da região Norte, no lançamento da Agenda do Prefeito + Brasil. Entre outros assuntos, o gestor tratou com o presidente Jair Bolsonaro da questão habitacional, do socorro às vítimas da enchente e da vacinação contra a covid-19 na capital.

Agradecimento

“Quero agradecer presidente, ao senhor e toda sua equipe, pelo esforço que tem sido feito para ajudar as pessoas. Em nome dos prefeitos do Acre, especialmente aqueles que tem sofrido com a alagação, o nosso muito obrigado pelo apoio”, colocou Tião Bocalom, prefeito de Rio Branco e presidente da Associação do Prefeitos Acre (Amac).

Mais R$ 3 milhões

Rogério Marinho anunciou a liberação de R$ 450 milhões para as vítimas de catástrofes naturais em todo país. Rio Branco, segundo ele, receberá cerca de R$ 3 milhões para auxiliar no enfrentamento a problemática da alagação.

Liberação do FGTS

Presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, garantiu que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será pago às famílias atingidas pela cheia dos rios em 10 cidades do Estado. “Estamos contratando pessoas para fazer atendimento e trazer o caminhão que é uma agência móvel e ficará itinerante nas cidades mais afetadas. As linhas de crédito terão pausa, seja para pessoa física ou jurídica, mas somente para as pessoas que tiveram suas casas alagadas”, observou.

Averiguação

Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC, instaurou procedimento preparatório para averiguar possíveis irregularidades no processo de vacinação contra a Covid-19 de idosos e pessoas com deficiência permanente em Rio Branco, requisitando diversas providências ao secretário municipal de Saúde.

Plano de Vacinação

Nos documentos, assinados pelo promotor de Justiça Júlio César de Medeiros, o Ministério Público destaca que milhares de pessoas idosas estão à espera da primeira dose da vacina contra a Covid-19, sem que tenha sido apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) um plano de vacinação destinado aos idosos, que fazem parte do grupo prioritário para recebimento das doses, o que gera uma crise de depressão e ansiedade num público alvo já vulnerável.

Sem cronograma

O promotor de Justiça ressalta notícias recebidas pela Promotoria de que os próprios servidores da Saúde até o momento não teriam recebido o cronograma de vacinação para acompanhamento e que idosos não teriam conseguido se cadastrar para a vacinação contra a Covid-19 na semana passada, tendo recebido a informação de que seria feriado de carnaval.

Idosos

Também aponta que Rio Branco começou a vacinar no dia 29 de janeiro os idosos acima de 80 anos acamados, com expectativa de imunizar 600 idosos nessas condições. Entretanto, conforme balanço divulgando pela Vigilância Epidemiológica, até o dia 17 de fevereiro apenas 285 idosos acima de 80 anos acamados, além de 279 Idosos acima de 90 anos, e 161 idosos acima de 60 anos institucionalizados, haviam sido vacinados.

Sobrecarga

Ainda de acordo com o texto da Promotoria, os idosos são o grupo atingido com maior número dos casos graves da doença e, enquanto não houver vacinação massiva para esse público, continuará elevado o número de internações hospitalares e de leitos de UTI, sobrecarregando o sistema de saúde.

Transparência

“A publicação de calendário de vacinação pela Secretaria Municipal de Saúde, contendo cronograma com dia e hora definidos, referente à vacinação desse público prioritário, cumpre um dever de informação e transparência à sociedade, proporcionando planejamento e mais adesão, além de minimizar os impactos da pandemia na saúde mental dessas pessoas, vez que transtornos psicológicos como ansiedade e depressão representarão uma epidemia oculta na era da Covid-19”, destaca o promotor de Justiça.

Prazo de 72 horas

Dessa forma, o MPAC requisitou ao secretário municipal de Saúde, no prazo de 72 horas, devido à urgência, a publicação de calendário de vacinação de pessoas idosas, apresentação de plano de vacinação local, levantamento prévio de eventuais idosos em situação de rua e institucionalizados, ações visando dar transparência na informação à sociedade, entre outras medidas, reforçando que o não atendimento injustificado ensejará as medidas judiciais cabíveis.

Artigos Publicados