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O racismo no Brasil e a hipocrisia explicita

Não é preciso ser historiador ou pesquisador para saber que conceito de "branco" no Brasil é diferente daquele que prevalece em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, historicamente são consideradas como brancas as pessoas com ascendência exclusivamente europeia. No Brasil, isso não existe. Segundo uma pesquisa feita no início deste ano, no Rio de Janeiro, 52% dos entrevistados que se classificaram como brancos admitiram que tinham antepassados africanos ou indígenas. Assim, no Brasil, é normal que as pessoas saibam que têm ancestralidade negra ou indígena, e mesmo assim se vejam como brancas.

Historicamente, no Brasil, foi impossível a formação de uma população branca de ascendência exclusivamente europeia. Os dados disponíveis mostram, claramente, que, nos primeiros séculos de colonização, praticamente somente homens portugueses imigraram para o Brasil. As mulheres portuguesas eram muitas vezes impedidas de imigrar. Por causa desse desequilíbrio entre os sexos, os colonos portugueses frequentemente tiveram de relacionar-se com mulheres indígenas ou com negras africanas. Por isso, temos uma população miscigenada. Desse modo, alguns filhos de um homem branco com uma mulher negra, por exemplo, nasciam com traços físicos mais europeus, ao passo que outros nasciam com traços mais africanos.

Enquanto isso, os irmãos com traços mais europeus, normalmente, acabavam se casando com outras pessoas igualmente claras e eram vistos como "brancos". Já os irmãos com traços mais africanos tendiam a casar-se com pessoas igualmente escuras e eram vistos como "negros". Assim, formou-se no Brasil uma população "clara", mas com significativa ancestralidade africana, assim como uma população "escura" com significativa ancestralidade europeia. Por isso, a aparência física nem sempre determina a origem genética da população.

Claro que no nosso Pais sempre existiu racismo e preconceito racial. Mas também não tem como negar que existe uma supervalorização de tudo isso. Qualquer briga entre brancos e negros é motivo para alardes e falsas afirmações sobre racismo e preconceito.  O assassinato de um negro, em um supermercado em Porto Alegre (RS), na quinta-feira, 19, na véspera do Dia Mundial da Consciência Negra, acabou sendo alardeado como racismo. Quanta imbecilidade e hipocrisia. O crime bárbaro e cruel foi uma mistura de crueldade e despreparo de dois seguranças particulares. Poderia ter sido com branco, louro, moreno ou negro. 

O senador Márcio Bittar (MDB) publicou um vídeo em suas redes sociais neste domingo, 22, comentando o caso da morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, que foi agredido por um segurança do estabelecimento e por um policial militar temporário na última quinta-feira. Bittar concorda que a morte da vítima de fato é chocante, mas que a mídia e a imprensa no geral está dando outra conotação ao caso que, para ele, não deve ser derivado do racismo. “Dar a conotação como grande parte da mídia quer dar como se já tivesse decidido que ele foi morto por ser negro é mais uma ferramenta daqueles que querem colocar uns contra os outros permanentemente”, afirmou o senador.

Marcio Bittar, que no momento é o político mais influente da Região Norte, pede calma à sociedade em relação ao caso. “A própria delegada que está apurando o caso já deu indícios de que ali não foi um crime de racismo. Podia ser um branco, podia ser uma mulher, um jovem ou um idoso”, salienta. Mesmo assim, Bittar considera que a morte é lamentável. “É um pai de família que deixa esposa e filhos ainda muito jovens, mas vamos com calma, esse tipo de movimento mais divide o país do que unifica”, afirmou o senador acreano.

Mais intensidade

Governador Gladson Cameli pretende intensificar a campanha em favor da reeleição da prefeita Socorro Neri nesta última semana. Gladson Cameli precisava virar o jogo em Cruzeiro do Sul, uma vez que lá não há segundo turno. Agora, segundo ele, vai virar o jogo em Rio Branco. 

Fazendo a diferença

Vereadora eleita Michelle Melo (PDT) e o vereador reeleito Antonio Moraes (PSB), respectivamente primeiro e segundo mais bem votados estão fazendo a diferença em favor da prefeita Socorro Neri, candidata à reeleição. Micheli criou base eleitoral em várias regiões de Rio Branco. Moraes é a maior liderança da regional do Calafate, a segunda maior da cidade.

Unindo forças

Deputados federais Alan Rick (DEM), Jesus Sérgio (PDT) e Vanda Milani (SD) estão concentrando forças para fortalecer a candidatura da prefeita Socorro Neri na reta final do segundo turno para virar o jogo e consolidar a vitória sobre o candidato do PP, Tião Bocalom.

Efeito contrário

As alianças que a aliança PP e PSD fizeram no segundo turno da disputa eleitoral em Rio branco estão surtindo efeitos contrários e dividindo os dois partidos, sobretudo os progressistas. A maioria entende que Bocalom não precisava de novo aliados, uma vez que a vantagem é muito grande.

Punição

Os detentores de cargos comissionados que forem vistos nos eventos políticos da aliança PP-PSD serão punidos. Mesmo em tempos modernos, onde todos têm telefone que produzem fotos e vídeos, fica difícil fiscalizar. Na manhã de sábado, muitos foram vistos na bndeiraço na esquina da avenida Ceará, esquina com rua Omar Sabino, próximo a Agroboi.

Podem estragar a festa

Algumas declarações de aliados do candidato do PP, Tião Bocalom podem comprometer sua campanha na reta final do returno. Muitos andam afirmando que Bocalom, caso eleito, nçao irá, de forma alguma abarrotar a prefeitura de cargos comissionados. Tais declarações estão a desmotivar muitos aliados.

Realidade

Apesar de muitos afirmarem que trabalham para os candidatos por ideologia, sabemos que na prática tudo isso não passa de balela. Quem se empenha em campanha sonha com cargos para ele ou membros da família. Mesmo os que recebem ajuda de custo exigem cargos após a vitória. O jogo sempre foi esse e não mudará.

O preço da derrota

Claro que que houve outros equívocos, mas o principal erro da campanha do professor Minoru Kinpara foi ele ter prometido criar o tal passe livre nos transportes coletivos. Ao ser interrogado sobre a origem dos recursos para bancar o passe livre, ele firmou que seria por meio de corte de cargos comissionados.

Tiro fatal

No dia seguinte, os aliados foram sumindo devagarinho até sumirem de vez. Ninguém aceitou ficar sem cargo para bancar passe livre a estudantes. Os outros candidatos, ao que parece, não aprenderam a lição.  Eleição é um jogo e, como tal, você ganha ou perde nos detalhes. Pelo que faz ou deixa de fazer; pelo que fala ou deixa de falar.  

Novo horário

A propaganda eleitoral “gratuita” na rádio na tv começou na sexta-feira e termina na quinta-feira. São dez minutos devidos entre os dois candidatos. Cada candidato tem espaço de cinco minutos. No rádio, os horários são das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10. Na tv, das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

Em causa própria

Prefeito de Mâncio Lima, Isaac Lima (PT), não tem nada de besta. Reeleito domingo, 15, ele tratou logo de aumentar o próprio salário, do seu vice e dos secretários municipais. Ele vai ganhar R4 15.600,00; o vice R$ 13.200,00 e os secretários R$ 5.900,00. Mâncio Lima fica no vale do Juruá - a 38 km de Cruzeiro do Sul.

“Desamazonização”

Já tem gente no PP preparando a “desamazonização”, um termo criado para defender menos gente do Amazonas ocupando cargos no governo. Os progressistas querem mais Rio Branco e menos Manaus nos cargos do governo estadual.  Evidente que há muito cargos ocupados por gente de Manaus, mas o governador precisa de aliado confiáveis.

Mais recursos

Programa habitacional Casa Verde e Amarela, do Governo Federal, contará com mais recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o final deste ano. O Conselho Curador do FGTS aprovou um aporte de R$ 5,5 bilhões para ações no setor, desempenhadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O valor global será de R$ 68,9 bilhões.

Mais com menos

A promessa de execução é construir mais unidades habitacionais com menos dinheiro. “Nós demos um impacto maior na diminuição da prestação no Nordeste para que o maior número de famílias tenham acesso naquela região, onde a demanda reprimida é muito maior em função da dificuldade financeira das famílias”, explicou o ministro.

Essencial

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, os recursos do FGTS são essenciais para que o governo dê continuidade às políticas públicas de habitação, impulsionando e dando mais fôlego ao programa.

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