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Protagonista do ?álcool em gel? e vereador na mira da PF viram aliados de Bocalom

Oteniel Almeida, o ex-petista que foi convidado a pedir demissão, em maio deste ano, após denúncia de compra de álcool com preço superfaturado, é o novo aliado do candidato do PP à Prefeitura de rio Branco, ex-prefeito de Acrelândia Tião Bocalom. Na condição de presidente da executiva Municipal do Podemos, ele seguiu o mesmo caminho do presidente Regional, vereador Railson Correia, derrotado nas urnas no domingo.

Na manhã desta quinta-feira, 19, Railson Correia, que é primeiro-secretário da mesa diretora da Câmara de Rio Branco, foi levado de forma coercitiva por agentes de Policia Federal para depor em processo que apura denúncias de compra de votos e outros crimes eleitorais. Alguns site de notícias e grupos de whatsapp informaram que o vereador havia sido preso. Na verdade, ele foi conduzido à sede da Polícia Federal de forma coercitiva.

A adesão de Oteniel e Railson à candidatura de Tião Bocalom gerou desconforto interno, pois dividiu opiniões. Um grupo rejeita o apoio dos dois, afirmando que a dupla não acrescenta nada e ainda pode causar tremendo desgaste ao candidato progressista. Oteniel encontra-se enrolado na Justiça e Railson está na mira da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral.  Portanto, duas adesões que podem ter custo muito alto aos progressistas.

A campeã

Entrevistei nesta quinta-feira, no programa RB Notícias, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT, a vereadora mais votada em Rio Branco, médica Michelle Melo. Filha do empresário Nelsinho Melo, ela é sobrinha do ex-deputado federal Ronivon Santiago, do ex-deputado estadual Elson Santiago e do ex-vereador Carlinhos Santiago.

Trajetória

Formada na Espanha, Michelle é médica da família e comunidade. A nova vereadora  trabalha como médica há 12 anos, sendo 10 no Sistema Único de Saúde, de onde veio boa parte de seus votos. Foi diretor-geral do Pronto Socorro e diretora Clínica. Trabalhou no Samu entre de 2019 até alguns meses quando precisou se afastar para disputar as eleições. Atuou também nos postos de saúde do Benfica, Sobral, Tancredo Neves e Altamira.

Corporativismo

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) não concedeu licença solicitada pela Justiça para o afastamento do presidente da Casa, deputado Nicolau Junior (PP). Os deputados deram uma prova de autonomia, mas ao mesmo tempo, de corporativismo. Nicolau, claro, agradeceu aos deputados pelo gesto de gratidão e apreço.

Antecipação

Conversei com alguns deputados, sobretudo os mais ligados ao presidente Nicolau Junior. S deputados entendem que manter o presidente afastado seria concordar com uma condenação antecipada. Nicolau é investigado, mas ainda não foi denunciado. Portanto, ainda não se tornou réu, muito menos condenado.  

Decisão sábia

Para alguns analistas, a decisão dos deputados foi sábia, pois levaram em conta a presunção da inocência, um princípio constitucional, aplicado ao direito que estabelece o estado da inocência como regra em relação ao acusado de prática de infração penal.

Diferença

Claro e evidente que do ponto de vista jurídico, todos somos considerados inocentes, até prova em contrário. Mas politicamente falando, todos somos suspeitos até prova em contrário. É certo que Nicolau não foi denunciado, nem condenado, mas o princípio da transparência é algo que não existe na Aleac dede a legislatura anterior.

Efeito dominó

Além do mais, os deputados sabem que se o preside te da casa for denunciado pelo Ministério Público, mas a Policia Federal que investiga o caso, vê indício de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva.

Ramificação e conexão

Segundo a delegada responsável pelas investigações, a sede dos desmandos é na Aleac, em Rio Branco, mas há ramificações e ligações com Cruzeiro do Sul e Manaus (AM). A Polícia Federal também analisa conexão entre a atual mesa diretora e mesa diretora anterior.

Centro Administrativo

Após dias de intenso debate interno, o governo do Acre já definiu onde será construído o novo Centro Administrativo. O local que deverá reunir as principais repartições públicas em Rio Branco. Orçada em mais de R$ 300 milhões, a obra será construída no bairro Irineu Serra – próximo ao conjunto Tancredo Neves, às margens do Anel Viário de Rio Branco.

Sugestão ignorada

A decisão do governador Gladson Cameli (PP) contraria sugestão do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Acre (Sinduscon), que, no início de novembro apresentou projeto ao governo sugerindo que o empreendimento fosse levantado na região próximo ao Tribunal de Justiça e Polícia Federal, numa área de propriedade do Estado, na Via Verde.

Confirmação

A confirmação da construção no Irineu serra foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedur), Vinicius Sanchez, que argumentou que o investimento será levado para um região que carece de investimentos em infraestrutura.

Defensoria e Procuradoria

Quanto ao terreno do Estado na região do Ipê, a Sedur enfatiza que na região já existe alguns aparelhos públicos e existe a possibilidade de ser construído no local a Sede da Defensoria Pública e Procuradoria-Geral do Estado, o que ainda deve carecer de estudos técnicos para a viabilidade.

Parceria com BB

As obras do Centro Administrativo serão iniciadas no fim do primeiro semestre de 2021, sendo que do valor total, R$ 115 milhões já estão garantidos, por meio de doação do Banco do Brasil em contrapartida com o Estado para continuar gerindo a folha de pagamento de mais de 47 mil servidores, entre ativos, aposentados, pensionistas e estagiários.

Infraestrutura

A área do Terreno no Irineu será de 241.380,61 m² com mais de 57 mil metros quadrados construídos e contará com um prédio de Sede do Governo, um Auditório e Centro de Eventos, três Blocos de Secretarias, Terminal de Ônibus e Centro de Triagem.

Alto Acre vermelhou

Dos quatro municípios que compõem o Vale do Alto Acre, apenas Epitaciolândia não será administrada pelo PT nos próximos quatro anos. O PT reelegeu Bira Vasconcelos, em Xapuri e Fernanda Assém, em Brasileia e venceu com Jerry Coreia, em Assis Brasil, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia. O PT também reelegeu Isac Lima, em Mâncio Lima, no Vale do Juruá.

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