Colunistas

Gladson reitera apoio à reeleição de Socorro Neri, mas mantém Bocalom na disputa

Nas últimas 48 horas ouve uma sucessão de boataria, falatório, disse não disse e disse me disse em relação ao governador Gladson Cameli, seu partido o PP, a disputa eleitoral em Rio Branco e a prefeita Socorro Neri (PSB). No entanto, o que há de concreto mesmo é a decisão do governador em apoiar a reeleição da prefeita, externada na manhã do dia 23 de junho, durante visita que Gladson e Socorro fizeram ao Shopping Popular, no centro de Rio Branco e a decisão do PP de manter a pré-candidatura de Tião Bocalom.

Depois das declarações, feitas há quase um mês, o governador já repetiu o feito reiterado vezes. Chegou afirmar que quem não apoiar a prefeita vai ter eu pedir pra sair. O recado foi dado direto aos secretários, diretores e outros ocupantes de cargos de confiança no governo. Na semana assada, quando se reuniu com os três deputados estaduais do PP e os membros do diretório municipal e do regional, ele deixou bem claro sua decisão de apoiar a reeleição de Socorro Neri.

Pelos movimentos de Gladson e suas atitudes, também ficou claro outro fato: seus dias no PP estariam contados. Ano passado ele admitiu ir para o PSDB, atendendo convite do governador de São Paulo, João Dória Júnior. À época, o vice-governador Wherles Rocha também era filiado ao partido. Mas o governador esqueceu o assunto. Há duas semanas, Gladson afirmou que se identificava muito com o PSL, novo partido de Wherles Rocha, mentor da pré-candidatura do professor Minoru Kinpara à Prefeitura de Rio Branco. 

Nesta quinta-feira, 16, ao participar da inauguração de uma ponte, na estrada do Quixadá, em Rio Branco, juntamente com a prefeita Socorro Neri, ele afirmou: “Eu não ando muito feliz com esse negócio de partido. Eu ando feliz com o povo. Eu não acredito nesse negócio de partido, não, apesar de a gente precisar”. Para deixar o cenário ainda mais em suspense, ele admitiu  se filiar ao PSB, partido da prefeita Socorro Neri. 

Na manhã desta quinta-feira, conversei com o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que se encontra-se em quarentena, uma vez que foi contaminada polo novo coronavírus, mas acompanha os desdobramentos dos assuntos referente ao processo eleitoral. Ele e as lideranças do PP ainda sonham com uma ampla aliança tendo Bocalom como candidato e apoiado pelo governador. No entanto, se isso não for concretizado, não haverá, segundo ele, nenhum problema. “O velho Boca vai continuar como nosso pré-candidato, mesmo sem o apoio do governador”, afirmou.

Sem saída
Senador Sérgio Petecão (PSD) afirma que o governador Gladson Cameli (PP) criou uma situação complicada para ele próprio e agora não encontra saída.  “Ele criou esse problema. E agora só ele pode resolver”, afirmou.

Afago do MDB
Algumas lideranças do MDB aproveitam o momento para afagar o governador e oferecer a legenda, caso este esteja disposto a trocar de partido. Mas o governador sabe que não há, ao menos no momento, clima para ele no MDB.

Mesmo motivo
Os partidos que hoje oferecem espaço ao governador têm os mesmo interesses do PP. O governador, por certo já fez essa leitura Se Gladson estivesse sem mandato não teria tanta solidariedade.

Conselheiros
O que parece, os conselheiros do governador estão equivocados. Se a democracia nasce nas urnas e precisa de instituições fortes pra e consolidar, como vamos menosprezar os partidos políticos?  

Avulso
Se os partidos não tivessem tanta importância no processo democrático, os candidatos não precisavam se filar a nenhuma agremiação partidária. Cada um poderia ser candidato avulso.

Coalizão
Mas ao defender uma coalização de partidos para fortalecer a pré-candidatura da refeita Socorro Neri (PSB), o governador Gladson Cameli (ainda no PP) deia claro que os partidos têm importância no processo eleitoral.

Sonho de Gladson
De acordo com conversas informações de assessores mais próximos, o governador sonha em montar uma aliança forte, tendo Socorro Neri como candidata e um nome do PP de vice.

Rejeitado
Ao que parece, o governador não quer mais acordo com Tião Bocalom. A foto feita que Gladson fez no café da manhã, na casa da senadora Mailza Gomes, na quarta-feira, em Brasília, teria sido apenas para atender a um pedido da senadora, nada mais.

Constrangimento
Senadora Mailza Gomes presidente regional do PP, se sentou constrangida ao saber de algumas declarações que teriam sido dados pelo governador Gladson camélia respeito da café da manhã, em sua casa, em Brasília, quarta-feira, 15.

“Ela não mente”
“O Gladson não foi forçada a ir tomar café com a Mailza e tampouco a fazer foto ao lado do Bocalom”, afirma o senador Sérgio Petecão. E acrescentou: “A Mailza me contou tudo e ela não mente. Ela nunca me enganou”.

Admiração
A prefeita Socorro Neri disse ontem que tem grande admiração e respeito ao governador Gladson Cameli. “Nós estamos trabalhando de forma integrada e temos convergência em muitos pontos que gera bons resultados”, afirmou.

Traição
Em live na semana passada, o ex-deputado federal Sibá Machado (PT), acusou o pré-candidato de PSDB à Prefeitura de Rio Branco, professor Minoru de traição ao partido do qual foi presidente por um bom período.

Prova de fogo
Ao conversar com alguns pré-candidatos do PSL a vereador, na tarde-noite desta quarta-feira, antes do Fla-Flu, Minoru Kinpara viveu prova. Os liberais ainda não estão convencidos de que Minoru largou de vez a ideologia comunista.

Disparou
No sufoco, Minoru se danou a criticar o governador Gladson Cameli, a prefeita Socorro Neri e seus ex-amigos de esquerda.  Ele lembrou que alguns estão no governo, outros entraram e já saíram.

Mais provável
Como a direção nacional do PP apoia a decisão conjunta da executiva municipal de Rio Branco e do diretório regional, o partido vai manter a pré-candidatura de Bocalom e o governador poderá deixar o partido, uma vez estaria, internamente, isolado.

 

Artigos Publicados

Governador Gladson Cameli entre o sonho e o pesadelo