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Seis homens, uma mulher e um destino

Teremos nesse domingo um eleição marcada pelo ineditismo. Pela primeira vez teremos sete candidatos na disputa. Também pela vez primeira uma mulher é candidata. Como Socorro Neri, que era vice e assumiu o cargo, disputa a reeleição, também pela primeira vez. Fundada em 28 de dezembro de 1882, Rio Branco tem 138 anos e jamais teve uma mulher na disputa direta pela prefeitura. Também pela primeira vez, em 28 anos, o PT chega à reta final da disputa sem a mínima chance de vitória. Aliás, usando uma linguagem futebolística, o PT estaria fora do G-4.  

Foi uma campanha cheia de altos e baixos. O candidato do PSDB, Minoru Kinpara começou na frente, conseguiu administrar a vantagem por alguns dias, mas depois perdeu fôlego e despencou de vez. A prefeita Socorro Neri (PSB) começou em desvantagem, em seguida cresceu, chegou a liderar, perdeu forças, mas recuperou na reta final e chega com reais chances de disputar o segundo turno e consolidar a reeleição. Vale lembrar que nem ela e tampouco o governador Gladson Cameli usaram a máquina administrativa em proveito político-eleitoral, algo também inédito na nossa história.

Já o candidato do PP, ex-prefeito de Acrelândia Tião Bocalom começou fraco, mas ao longo da campanha foi ganhando forças e se transformou em uma candidato fortíssimo, uma vez que tem memória eleitoral, por ter disputado o governo e a prefeitura por duas vezes. Em entrevista à TV Rio Branco, na semana passada, Bocalom chegou a afirmar que poderia vencer já o primeiro turno. Claro que foi em momento de euforia, ele mesmo sabe que nenhum dos candidato tem condições de liquidar a fatura neste domingo. A parada em Rio Branco será decida somente no dia 29.

Na coluna de ontem, afirmei que dos sete candidatos, dois sabem que não têm a mínima chance de irem ao segundo turno, dois reúnem remotas possibilidades e os outros três disputam duas vagas no segundo turno. Entre os três que podem vencer, temos o ex-prefeito de Acrelândia, que precisa entender que os problemas de Rio Branco são bem maiores e mais complexos; o ex-reitor da Ufac que não pode e nem deve comprar a Ufac com a Prefeitura de Rio Branco e a prefeita que assumiu há dois anos e teve coragem de promover reforma administrativa, tronando a gestão mais eficiente, mais moderna, mis transparente e mais próxima do cidadão, mas não se preocupou em fazer política.

Desabafo

Govenador Gladson Cameli (PP) afirma que fez o que estava ao seu alcance no sentido de apoiar a candidatura da prefeita Socorro Neri à reeleição. “Não posso obrigado ninguém a votar na Socorro, a minha prefeita”, afirmou o governador, na manhã deste domingo, antes de embarcar para Cruzeiro do Sul, onde ainda tem domicílio eleitoral.

Um novo governo

Gladson tem afirmado reiteradas vezes, que independente do resultado da eleição, vai montar um novo governo   a partir de 2021. Ele pretende conversar com as lideranças de todos os partidos que compuseram a aliança que o elegeu governador e repactuar o governo.

Sentiu o drama

O governador começa a sentir na pele os efeitos de ter nomeado inimigos históricos e mantido petistas de carteirinha na linha de frente em vários setores do governo, sobretudo na comunicação, saúde, educação. Essa turma, além de queimada junto à opinião pública, não tem compromisso com o governo e tampouco com o governador.

Outra grave erro

Outro grave erro do governo foi ter ouvido alguns conselheiros imbecis e apostado nas redes sociais como forma de divulgar as ações do governo e manter sai popularidade. As redes sociais servem apenas para desgastar qualquer governo. A maioria do público das redes sociais tem opinião formada. O governo precisa usar a mídia tradicional para se comunicar com a população.

Boçalidade

Outra coisa que o governo precisa e deve por fim, o quanto antes, é na boçalidade de muitos secretários e assessores diretos. Também precisa diminuir a festa amazonense no governo acreano. As duas coisas causam apenas desgastes ao governo, nada mais. Além disso, precisa acabar com a festa dos partidos. Cada um se julga dono de um pedaço. Ninguém pensa no coletivo, ninguém pensa no governo e tampouco no próprio governador.

Apenas dois

Dos secretários estaduais, apenas três foram vistos com frequência nos atos políticos: Eliane Sinhasique (Empreendedorismo e Turirsmo) e Alysson Bestene (Saúde). Alysson,

 Mesmo sendo filiado ao PP e sobrinho do deputado José Bestene, ficou ao lado do governador. Eliane, que é do MDB, atuou como locutora oficial dos eventos.

Beneficiados

No fundo, Tião Bocalom (PP) e Minoru Kinpara (PSDB) acabaram sendo mais beneficiados por setores do governo do que a prefeita Socorro Neri, que é a candidata do governador. Isso comprova falha na coordenação da campanha e a falta de compromisso de determinados secretários com o próprio governador.

Ônus em bônus

Por isso, a candidatura da prefeita Socorri Neri pagou ônus por ter apoio do governo e não teve nenhum bônus. Muitos do que estão insatisfeitos com o governador ou com o governo trabalham contra a candidatura da prefeita Socorro Neri.

Carretas

Quatro carreatas gigantas marcaram o último dia de campanha, neste sábado, 14. Pela manhã, a festa foi da prefeita Socorro Neri (PSB), que disputa a reeleição com apoio do governador Gladson Cameli (PP). A carreata teve largada no Conjunto Universitário. Minoru Kinpara (PSDB) e Roberto Duarte (MDB) também fizeram carreata. À tarde, a carreata foi promovida pelos apoiadores de Tião Bocalom, uma vez que ele, com covi-19, está isolado.

Invasão

Prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno (PP), candidato à reeleição, teve a sua casa invadida na madrugada desta sexta-feira (13). Segundo informações, três homens encapuzados e fortemente armados fizeram cinco pessoas de reféns. O caso pode ter conotação política

Medida protetiva

Em nota, a coligação “Porto Acre no Caminho Certo”, do atual prefeito, Bené Damasceno, afirmou que as autoridades da Segurança Pública do Estado já foram comunicadas e foi solicitado medidas protetivas ao candidato e à sua família. Bené suspeita de crime com conotação política.

Deferido

Status da candidatura do empresário Everton Soares (PSL) no site Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passou de “indeferido com recurso” para “deferido”, na tarde desta sexta-feira, 13. O candidato tentava reverter a negativa da Justiça Eleitoral ao seu pedido de registro de candidatura há mais de um mês.

Tranquilidade

Everton afirmou que sempre se manteve tranquilo e acreditando na Justiça Eleitoral. “Estávamos tranquilos e a decisão de hoje só reforça que tínhamos razão em manter a serenidade diante dos ataques que minha candidatura a prefeito vem recebendo desde o início da campanha eleitoral”, afirmou o candidato.

Indefinido

O candidato a vice-prefeito, na chapa liderada por Everton, o radialista Chiquinho Chaves, continua sem uma decisão positiva por parte da Justiça Eleitoral. Ele teve seu pedido de candidatura indeferido por, de acordo com o Juízo Eleitoral da 6ª Zona, não ter se desincompatibilizado do cargo público que ocupa dentro do prazo exigido pela legislação.

Quatro na disputa

Everton Soares disputa a Prefeitura de Epitaciolândia com três candidatos: o atual prefeito Tião Flores (PP); o delegado Sérgio Lopes (PSDB), e a professora Neide Lopes (PT). O presidente regional do PSL, Pedro Valério, afirma que as chances de o PSL vencer são reais.

Desnecessário

Os ataques que um cidadão fez ao ex-senador Jorge Viana, nesta sexta-feira, não têm justificativas. Todos têm direito de criticar e externar nossas opiniões a respeito do comportamento ético e moral dos nossos representantes no cenário político-administrativo. Mas não podemos despeitar ninguém.

Arrependimento

Ainda na sexta-feira, o agressor fez exame de consciência, admitiu o erro e usar as redes sociais para pedir desculpas ao petista. Repito, qualquer cidadão tem direito da criticar e manifestar seu pensamento, mas não pode e nem deve se exaltar e tampouco agredir alguém. Mas ao pedir desculpas, ele se tornou grande e sensato.

O primeiro

Polícia Federal prendeu, em flagrante, nesta sexta-feira, 13, em Feijó, por corrupção eleitoral, Eurico Carvalho Cordeiro, que é candidato a vereador pelo partido DEM. O candidato foi solto após pagar fiança no valor de R$ 20 mil, mas responderá pelo crime de corrupção eleitoral. A pena pode chegar a quatro anos de prisão.

Apenas R$ 20,00

Eurico foi vereador por três legislaturas. Sem mandato, ele, segundo a Policia Federal, estava entregando notas de R$ 20 e “santinhos” de sua campanha. Segundo a assessoria de Comunicação da Polícia Federal, o homem foi abordado e constatada a presença do dinheiro, encaminhado à presença da autoridade policial.

Compra de voto

Populares que passavam pela Via Verde, nas proximidades do Estádio Florestão, por volta das 23h deste sábado, 14, flagraram um candidato comprando voto. No entanto, tiveram medo de fazer fotos ou vídeo. Pensaram em anotar a placa da camionete, mas o carro era novo e sem placa. Mas uma investigação conseguirá identificar o candidato criminoso.

Trocou os números

Um das situações engraçadas na política, seguindo Jamyl, foi ver durante o debate o candidato do PP, Tião Bocalom, pedindo voto para o número 19 em vez de pedir para o 11. Na verdade, o número 19 é do PTN, que não está diretamente na disputa pela Prefeitura de Rio Branco.

Prestando contas

Equipes de gestores do governo do Acre, coordenado pela Seplag, prestaram contas dos gastos e execução do Programa REM Acre Fase II, financiado pela Alemanha e Reino Unido para projetos de proteção e conservação das florestas. As reuniões foram realizadas por videoconferência, na terça-feira (10), quinta-feira (12) e encerrou nesta sexta-feira (13).

Objetivo

A missão tem como objetivo verificar a execução dos quatros subprogramas: territórios indígenas, produção familiar sustentável, pecuária diversificada sustentável, fortalecimento do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa) e instrumentos de Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação florestal (REDD+).

Elogios

O gerente principal de Portfólio do Banco da Alemanha KfW, Klaus Köhnlein, elogiou o nível de organização das equipes que participaram das reuniões e comemorou a iniciativa do governo do estado no desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento de Operações de Crédito, apresentado no encerramento da missão, e está em fase final de conclusão.

Isolado

Confinado em casa desde a última terça-feira, 10, quando foi diagnosticado com Covid-19, o candidato do PP à Prefeitura de Rio Branco, Tião Bocalom, segue sem apresentar sintomas severos da doença. Aos 67 anos, ele está em sua casa, no Residencial Bouganville. Não houve tempo para construção do “Boca Móvel”, sugerido pelo senador Sérgio Petecão (PSD).

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