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Como o Acre conseguiu destaque nacional na preservação sem prejudicar o agronegócio

Depois de 20 anos de um governo de esquerda e que tinha a Florestania, baseada no extrativismo vegetal como principal proposta de desenvolvimento socioeconômico, um novo governo, assumidamente de direita e com visão de desenvolvimento baseado no agronegócio, muitos esperavam um comportamento totalmente diferente, sobretudo no que se refere à política de preservação ambiental.

Os mais maldosos chegaram a fazer previsões catastróficas, afirmando que o Acre seria transformado no paraíso dos fazendeiros   e dos grandes madeireiros que poderiam agir livremente, mas na verdade não foi nada disso que vimos até agora. 

O que temos é um governo ciente de suas responsabilidades e que consegue aliar desenvolvimento econômico e transformação social com preservação ambiental. O governo efetuou algumas mudanças na legislação ambiental, mas tudo em comum acordo com o novo Código Florestal, promulgado em 2012.

Extrativismo significa resumidamente todas as atividades de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem animal, vegetal ou mineral. É a mais antiga atividade humana, antecedendo a agricultura, a pecuária e a indústria. Praticada por todas as sociedades.

Até o início do século XIX o conceito de extrativismo baseava-se nas ideias dos naturalistas, nas grandes descobertas científicas, nas grandes viagens, enfim, na "mãe natureza" e na riqueza nela contida, pensamento que foi reforçado pela Revolução Industrial e pelas teorias de Karl Marx, onde tudo era produto e que os recursos naturais passaram a ser chamados de matérias-primas, tidas como inesgotáveis e seu consumo controlável pelo homem.

Já no século XX, com o avanço das tecnologias e do crescimento populacional, o homem começou a perceber que esta matéria-prima oriunda dos recursos naturais eram esgotáveis. Desta maneira surgiram novas ideias com relação a sustentabilidade dos ecossistemas, as quais foram colocadas em prática, através dos chamados projetos de desenvolvimento sustentáveis.

Já o agronegócio é a junção de inúmeras atividades que envolvem de forma direta ou indireta, toda a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. Trata-se de uma atividade econômica  que representa a totalidade das operações do ciclo da agricultura e pecuária. Engloba, além da produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.

O agronegócio brasileiro tem sido a roda motriz da economia. Em 2020, por exemplo, representou 21% de todo o PIB (Produto Interno Bruto) do país. Isso traz reflexos diretos e indiretos à economia. De toda a população economicamente ativa do país, 12% dos trabalhadores estão no agronegócio

No Acre, o agronegócio também tem exercido importante função no fortalecimento da nossa economia, pois gera empregos no campo e na cidade, além de ter peso considerável na balança comercial.

Portanto, os avanços obtidos com a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) colocaram o Estado do Acre mais uma vez em destaque na revista da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). A publicação, com periodicidade bimestral, tem o objetivo fortalecer as ações ambientais das secretarias e autarquias de todo o Brasil.

Para subsidiar a edição, foi realizado um levantamento, por meio de um formulário eletrônico, com 16 perguntas respondidas pelos setores técnicos de todos os órgãos de meio ambiente do Brasil, a fim de obter um panorama da implementação do CAR e PRA, além de outros indicadores considerados importantes para a gestão pública ambiental, como a implementação do ZEE. O formulário foi respondido e os dados subsidiaram a publicação da revista no mês de junho.

A revista destaca o Acre dos demais estados por ter cumprido com o primeiro requisito, que é a análise e validação do CAR e PRA e estar em fase de execução e monitoramento dos projetos de regularização de áreas de preservação permanente (APP) e unidades de conservação (UC).

Além disso, o Acre sai na frente por ter aprovado o ZEE, que permite o planejamento e gestão territorial do estado, garantindo o desenvolvimento sustentável, em consonância com a Lei Nacional de Florestas, que, após passar por revisão, propicia a inserção de novas áreas ao processo produtivo.

Com apoio incondicional do governador Gladson Cameli, o secretário de Meio Ambiente, Israel Milani e sua equipe, estão conseguindo conscientizar os acreanos a agirem em conformidade com a legislação ambiental. Por isso, estamos atuando de forma socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente correta.

O resultado de tudo isso, além desse reconhecimento em nacional, projeto o Acre no exterior e facilita acordos e parceria com organismo internacionais. O Acre consegue avançar na política ambiental, transformando riqueza natural que nos proporciona apenas um bela imagem em riqueza real, que gera emprego e transformação social.

Relatório

Vereador Samir Bestene (PP) apresentou relatório de sua atuação parlamentar no primeiro semestre de 2021 e reiterou compromisso com a população rio-branquense. O parlamentar pontuou as quase 140 indicações feitas. Algumas delas já foram solucionadas e suas participações ativas em Audiência Públicas.

Visitas aos bairros

“Fico feliz de ver que o benefícios chegando para aqueles que mais precisam, eu junto com minha equipe já percorremos por mais de 80 bairros da nossa cidade durante esses seis meses, cada visita que nós fomos escutamos as demandas das pessoas, que são muitos e tentamos fazer a nossa parte’’, afirmou Bestene.

Independência

Samir Bestene parabenizou o parlamento mirim pela independência e pela seriedade nas execuções das pautas em tramitação. “Eu tenho certeza que o povo tem ficado feliz com atuação dos nobres pares porque eles estão vendo a nossa garra e a nossa vontade de ver uma Rio Branco melhor sempre de forma prudente, independentemente de cor partidária nós estamos aqui para lutar pelo povo’’ destacou o vereador.

Drama dos diabéticos

Vereador Raimundo Castro (PSDB), destacou a visita realizada a Associação dos Diabetes de Rio Branco localizado na Estação Experimental. Ele pontuou sobre os atendimentos e atividades para promoção a saúde, junto com uma equipe formada com enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem.

Prevenção

“Essa ação foi para a população desses doentes crônicos diabetes, a gente trabalha atendendo a cada 30 dias, e também temos um trabalho com os hipertensos e com vários pacientes crônicos com compromisso de promover saúde a educação continuada a esses pacientes e também prevenção as doenças e ter suas receitas diárias ‘’ disse o vereador.

Tem que pagar a conta

O parlamentar não poupou críticas para aqueles que estão se negando a tomar a vacina contra a Covid-19. “Sugiro quem se nega a tomar a vacina se adoecer com Covid-19 que pague seu tratamento não e justo que o estado forneça a prevenção a doenças e as pessoas se neguem a receber a vacina do Covid-19”, afirmou.

Afastamento

Vereador Emerson Jarude (MDB) iniciou a fala no grande expediente para tratar sobre as denúncias de assédio sexual contra o Secretário de Saúde de Rio Branco, Frank Lima. Em sua fala, o parlamentar informou que seria melhor que o secretário pedisse o afastamento por um determinado tempo, para que assim as investigações pudessem acontecer de melhor maneira para todos.

Investigação

“Essa situação nós não podemos fechar os olhos para ela, e preciso que exista uma investigação que a gente consiga dar um ambiente de tranquilidade para que essas pessoas que se sentiram ameaçadas, que se sentiram intimidadas compareçam até o Ministério Público e até a delegacia para conseguir fazer suas declarações dentro de um ambiente tranquilo’’ ressaltou o vereador.

Crise no transporte

Em outra pauta, o parlamentar tratou das deficiências do setor de transporte público da capital e apontou um aumento significativo de reclamações em seu gabinete a respeito do tema e cobrou providências por parte da Prefeitura e Rio Branco.

Redução

“Segundo a própria RBTrans ela informa que apenas 62 veículos estão sendo utilizados durantes os dias de semana, eu particularmente acredito que nem isso esteja colocado em prática, para os dias de sábado 37 veículos e 18 veículos para os domingos. Então para você perceber como esta aí o sistema do transporte coletivo’’ relatou o vereador.

Contra racismo

Presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Acre (Adpacre), Aryne Cunha, em entrevista a esse colunista, no programa RB Notícias, nesta terça-feira, 13, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT, destacou a importância da campanha nacional de combate ao Racismo da e ominada: “Racismo se combate em todo lugar”, lançada na segunda-feira, 12 pela segunda-feira, dia 12, pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep).

Lançamento

Aryne afirmou que na segunda-feira, 12, uma live transmitida pelo instagram - @adpacre - da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Acre (Adpacre) abriu as atividades da semana de lançamento da campanha: "Racismo se combate em todo lugar- Defensoras e Defensores Públicos pela equidade racial". A campanha é coordenada Nacionalmente pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep).

No Juruá

Os defensoras puderam compartilhar experiências que demonstraram que o racismo está em todos os lugares, como destaca o tema da campanha. A defensora Cláudia Aguirre pontuou a sua atuação em Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do Acre, no Vale do Juruá, onde vivem vários povos indígenas.

Sem direitos básicos

"Ainda hoje, a gente tem relatos de indígenas que vivem situações em que direitos básicos lhe são negados. São essas situações que forçam esses povos a negarem suas origens no registro civil de nascimento. Fazem pensar: num será melhor virar logo branco? Ter nome de branco? Isso apaga a história, a existência desses povos tradicionais", disse.

Dados preocupantes

Aryne Cunha lembrou que, do total de mortes violentas no Brasil, 75% foram de pessoas negras, entre 15 e 29 anos, em 2019. Esses são dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) que reforçam a importância do combate ao Racismo. Os povos tradicionais, como os indígenas e quilombolas, também sofrem com ataques que vão desde expressões pejorativas à luta pelo direito à prática religiosa e pelo território.

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