Colunistas

Os interesses que estão por trás das pesquisas eleitorais

A maioira dos nossos colegas jornalistas políticos costuma afirmar, sempre, que não briga com pesquisas eleitorais. Não sou melhor do que ninguém, mas como não costumo pegar carona e tampouco seguir a tendência da moda. Por isso, digo que apesar de serem metodologias, pesquisas, sobretudo as eleitorais não podem e nem devem ser tratadas como algo científico, mas apenas como referencial teórico. Metodologia é o ramo da lógica que se ocupa dos métodos das diferentes ciências. Também pode ser compreendida como corpo de regras e diligências para realizar uma pesquisa.  

Na disputa eleitoral de 2018, realizada em sete de outubro, os dois mais renomados institutos de pesquisa do Brasil deram vitória a  ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em primeiro lugar na disputa por um das duas vagas no Senado, em Minas Gerais. Mas na verdade, Dilma ficou em quarto lugar, obtendo apenas 15% dos votos. O senador mais votado foi Rodrigo Pacheco (DEM) que nem aparecia nas pesquisas como provável eleito.

Os dois institutos em questão também ignoraram, durante a disputa eleitoral, Wilson Vitzel (PSC), no Rio de Janeiro e Rommeu Zema (Partido Novo), em Minas Gerais. Mas mesmo não aparecendo nas pesquisas, Vitzel venceu com mais de 59% no Rio de Janeiro e Zema foi eleito governador com quase 72% dos votos. Em outros Estados do Brasil também houve disparates e verdadeiros absurdos entre o que as pesquisas mostravam e o resultado oficial da disputa eleitoral.

Aqui no Acre, especialmente em Rio Branco também foram registrados despautérios entre os números manipulados pelas pesquisas e o resultado oficial. Vou citar apenas alguns  exemplos, mas foram vários. O primeiro foi em 1989, quando as pesquisas mostravam vitória de Ariosto Migueis (MDB), mas quem foi eleito prefeito foi Jorge Kalume (PDS), hoje PP. Em 1996, a vitória nas pesquisas foi do vereador Marcus Afonso (PT), mas nas urnas, quem venceu foi o deputado federal Mauri Sérgio (MDB).

Na disputa pela única vaga no Senado, em 2010, Sérgio Petecão também foi posto em escanteio, mas acabou sendo eleito. Em 2018, a vítima foi Marcio Bittar (MDB).  O senador Jorge Viana (PT), que disputou a reeleição, liderou a maioria das pesquisas, mas acabou sendo derrotado. Quem ficou em primeiro lugar, obtendo mais votos que o governador Gladson Cameli (PP), foi o senador Sérgio Petecão (PSD), que também disputou a reeleição. O outro senador eleito foi Marcio Bittar (MDB), que sempre aparecia em terceiro lugar.

No fundo, as pesquisas eleitorais, com todo o potencial de manipulação e indução de voto que alegadamente trazem em seu contexto, constituem o mais recente pomo de discórdia da presente eleição presidencial. No Brasil, há um histórico de suspeitas relativas a pesquisas eleitorais e à sua alegada influência no resultado de alguns pleitos importantes. Não por acaso, muitos institutos foram acionados na Justiça e determinados diretores foram presos.

 

Pesquisa interna

No fundo, as pesquisas internas, usadas por alguns partidos ou coligações, são muito mais precisas que as dos institutos renomados. É uma pesquisa desprovida de qualquer ato que possa manipular números ou forjar resultados. É uma pesquisa na qual o candidato quer o máximo de precisão para montar estratégia e conquistar mais eleitores.    

Dois objetivos

Normalmente, partidos usam pesquisas para ampliar os leques de apoiadores financeiros e conquistar votos dos eleitores indecisos ou os que costumam votar em quem, em teses, teria mais chances de vitória. Os doadores menos avisados, na maioria das vezes, acabam acreditando e fazem grande investimentos.

Valor ao que é nosso

Apesar de serem ignorados por uns e discriminados por outros, os institutos de pesquisas do Acre tem sido muito mais precisos, sobretudo Delta e o Datacontrol.  Nas eleições de 2016 e de 2018, por exemplo, os dois institutos foram eficientes nos números divulgados.

Empolgados

Candidato do PP à Prefeitura de Rio Branco, ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom, apesar de ainda não ter “deslanchado”, tem dito que vai vencer logo no primeiro turno. Claro que Bocalom sabe que isso não correrá, mas fala para empolgar a militância.

Comemoração

Acreditando nos números da pesquisa de um instituto de Rondônia, o candidato do PSDB, professor Minoru Kinpara comemora o resultado da pesquisa que o coloca em primeiro lugar. Claro que ele sabe que há dois fatores nesse processo: voto de refugo e memória eleitoral. Mesmo em queda livre, ele ainda lidera.

Com as crianças

Prefeita Socorro Neri (PSB), candidata à reeleição, compartilhou a visita que fez aos apoiadores do Saerb acompanhada do vereador Railson Correia, no bairro Bahia Nova. “Tivemos uma proveitosa conversa sobre infraestrutura e saneamento básico, que para mim, são pastas prioritárias e de maior desafio, principalmente na questão de água e esgoto”. A prefeita também teve agenda com as crianças.

Montanhês e Caladinho

O candidato do Partido Social Cristão (PSC) à Prefeitura de Rio Branco, engenheiro civil Jamyl Asfury, visitou os moradores do Montanhês e Caladinho e aproveitou para levar as suas propostas de melhorias para a comunidade. Ele garantiu que, uma vez eleito, dará prioridade aos bairros da periferia de Rio Branco.

Comemoração

Professor Minoru Kinpara, candidato do PSDB à Prefeitura de Rio Branco, mesmo estando em “queda livre” passou o feriado desta segunda-feira, comemorando o resultado da pesquisa que saiu no final de semana que lhe coloca liderando a disputa. “Muito obrigado à querida população de Rio Branco por acreditar no nosso projeto”, afirmou.

Estação Zen

O candidato pelo PT, deputado Daniel Zen, aproveitou o Dia das Crianças, 12, e veiculou vídeo falando do que espera para o futuro das crianças e suas propostas para a educação municipal. “O assunto da Estação Zen de hoje fala do futuro e da importância em promover qualidade de vida às crianças”, destacou.

Inauguração

Jarbas Soster, candidato do Avante, convidou a população para inauguração do seu comitê de campanha para esta terça-feira, 13, e aproveitou para mandar uma mensagem a todas as crianças de Rio Branco. “Hoje e? o dia do cuidado com nosso futuro. As crianças da nossa cidade precisam ser acompanhadas desde os seus primeiros dias de vida, e e? a prefeitura a principal responsável por dividir com os familiares a formação dos bons valores, da e?tica e da fe?.

Quatro frentes

O candidato do PP, ex-prefeito de Acrelândia Tião Bocalom, se reuniu com empresários, lideranças comunitárias, gravou material de campanha e realizou um bandeiraço com a Juventude do Progressista. Bocalom perdeu muito tempo em função da indefinição de sua candidatura. Pra ganhar tempo, a coordenação da campanha criou quatro frentes, comandadas por Bocalom, Marfisa, Petecão e Bestene.

Força do partido

O candidato do MDB, deputado Roberto Duarte, líder da Coligação Coragem para Mudar, iniciou a semana felicitando as crianças pelo dia e publicou vídeo dos parlamentares de seu partido destacando a força do MDB no Congresso Nacional.

Eleição em números

Os 27 partidos existentes no Acre que somam mais de dois mil candidatos a vereador e os 95 candidatos a prefeito nos 22 municípios acreanos receberam nesta terça-feira, 13, R$ 10,3 milhões do Fundo Eleitoral para bancar a campanha. O partido que recebeu mais recurso foi o PSD, do senador Sérgio Petecão: R$ 4,9 milhões. Os recurso foram repassado na quinta-feira,08, pelo diretório nacional.

Campanha rica

Somando os R$ 4,9 milhões repassado ao PSD, com os R$ 2,1 milhões do PP, a campanha dos dois partidos tem o montante de R$ 6 milhões somente do fundo partidário. Claro que os recursos serão divididos entre os candidatos da capital e interior. Mesmo assim, a campanha de Tião Bocalom será bem estruturada do ponto de vista financeiro.

 

 

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