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Deputado comunista tripudia sobre a queda do chefe da Casa Civil

Deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac),  não deixou passar em branco e tripudiou sobre a exoneração do chefe da Casa Civil do governo, advogado Ribamar Trindade, publicada no Diário Oficial de sexta-feira, 08. O parlamentar enalteceu o fato de que no decreto de exoneração não consta o famoso “a pedido”, quando o governo deixa claro que a demissão foi um desejo do próprio ocupante do cargo. “A exoneração do Chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade, publicada nessa manhã é parte de uma mudança profunda no governo. Não foi pacífica. Os que acompanham a política acreana, com maior atenção, sabem. Um detalhe a ser observado: não foi “a pedido”, escreveu o parlamentar comunista.

Tido como “homem forte” do governo Gladson Cameli, as decisões mais importante do executivo eram tomadas sempre com o seu conhecimento. No entanto, nos corredores da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), era colocada também em sua conta a relação ruim entre o governo e a base governista, tendo gerado alguns problemas entre os dois poderes. Alguns deputados governista colocam na conta de Ribamar o conflito que resultou na exoneração de mais de 300 cargos comissionados indicados pelos deputados governistas. Claro que na prática, todos sabem que não foi bem assim, mas os deputados responsabilizaram Ribamar pelo conflito. Alguns dias depois, tudo voltou ao normal com renomeação dos exonerados.

Em dezembro de 2019, Ribamar chegou a entregar carta de demissão ao governador, mas depois mudou de ideia e decidir permanecer no governo. Fontes do Palácio Rio Branco garantem que o chefe voltou ainda mais forte e comendo alguns processos que foram benéficos ao governo. Um deles foi a negociação com o deputado Gerlen Diniz (PP), que estava disposto a largar a liderança do governo na Aleac, mas mudou de opinião após uma longa conversa com Ribamar. Quem conhece bem a gestão pública estadual sabe que Ribamar ocupava um cargo que exige muita experiência, conhecimento técnico e poder de articulação política. Advogado bem sucedido e ex-técnico do TCE, Ribamar é, tecnicamente, bem preparado e capacitado, mas sempre teve dificuldade para comandar a parte política.

Novo chefe

Novo chefe da Casa Civil é alguém bem conhecido no governo: Flávio Silva, homem de confiança do governador Gladson Cameli (PP). Ele já exerceu vários cargos na gestão estadual e agora ocupa o mais importante de todos.

Acirrada

Disputa pela vaga no senado, em 2022, ao que parece, vai ser mais acirrada do que muitos imaginam, talvez mais complicada do que a do governo. Já temos três das quatro deputadas federais no páreo: Jéssica Sales (MDB), que tem excelente aceitação no Vale do Juruá; Vanda Milani (Solidariedade) e Mara Rocha (PSDB), a campeã de votos, em 2018.

Nada a ver

Alguns colegas achegaram a especular que o candidato do governador seria o deputado federal Alan Rick (DEM), mas o governador já deixou claro que vai apoiar a senadora Mailza Gomes (PP), sua colega de partido. Está certo o governador, a senadora merece apoio integral das lideranças do PP.

Briguinha interna

Para se consolidar como candidata ao Senado, Jéssica Sales terá que enfrentar o deputado federal Flaviano Melo dentro do MDB. Claro que Flaviano ainda tem a maioria no diretório, mas precisa acordar para não perder a preferência dos emedebistas mais influentes que podem fazer a diferença.

Candidatíssimo

Secretário de Meio Ambiente, Israel Milani será candidato a deputado federal, caso sua mãe, a deputada Vanda Milani consiga viabilizar sua candidatura ao Senado, em 2022. A família Pascoal, da qual o esposo de Vanda faz parte, continua forte. Não por acaso, mesmo sem as devidas condições, Hildegard Pascoal, filho de Hildebrando, foi eleito vereador pelo PSL.

Três grandes desafios

Prefeito Tião Bocalom tem três grandes desafios pela frente: o problema do passe estudantil, que ele prometeu resolver; a questão do Aquiry Shopping, que há mais pretendentes do que vagas e manter o mesmo ritmo de trabalho da ex-prefeita Socorro Neri (PSB).

Equilíbrio

Acompanho o cenário político-administrativo do Acre desde 1978. De lá pra cá, todos os gestores que caíram na besteira de nomear pessoas apenas pelas qualidades técnicas, fracassaram. É preciso encontrar, entre os aliados, os capacitados.  OPT passou 20 anos no poder por ter escalado os petistas juramentados para cargos estratégicos.

Antecipação

Prefeito Tião Bocalom (PP) quer impressionar o s servidores municipais. Segundo informações, o novo prefeito pretende pagar os servidores sempre no dia 25. A prefeita Socorro Neri pagava no último dia do mês ou na última sexta-feira. Bocalom também quer manter em dia o pagamentos fornecedores e prestadores de serviços.

Pacto pela coletividade

O novo prefeito Tião Bocalom e a ex-prefeita Socorro Neri firmaram um pacto pelo qual os contratos de prestação de serviços foram prorrogados automaticamente para evitar o que sempre ocorria nas transições anteriores: a paralisação das atividades. Foi um pacto pela coletividade.

Quinze horas por dia

Tião Bocalom está a trabalhar cerca de 15 horas por dia. No primeiro dia da gestão, na segunda-feira, 04, ele começou a trabalhar antes das 6h e só voltou pra casa por volta das 23h. A ex-prefeita Socorro Neri também trabalhava muito, mas costumava a encerrar as atividades por volta das 22h.

Torcendo a favor

Conversei domingo com a ex-prefeita Socorro Neri. Perguntei como foi a primeira semana longe da prefeitura. Ele me respondeu que sente-se um pouco aliviada. Disse ainda que estava preparada para continuar por mais quatro anos, mas respeita a decisão da população e torce para que o prefeito Tião Bocalom faça o melhor por Rio Branco.   

Exemplo de fracasso

Por acreditar apenas na competência e qualificação profissional, o Presidente Jair Bolsonaro preteriu aliados qualificados nomeou o então juiz federal Sérgio Moro, homem de ferro da Lava Jato, como ministro da Justiça. Um ano depois foi obrigado a derrubar Moro para evitar a própria. Moro é competente, mas isso não suficiente para merecer cargo de confiança.

Exonerações

Governador Gladson Cameli (PP) exonerou vários cargos indicados pelo prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB). Um dos primeiros conflito do governador foi com Mazinho. Logo depois houve uma trégua, mas agora os ânimos voltaram a se acirrar durante reunião na Associação dos Municípios do Acre (Asmac), na sexta-feira, 08.

Efeitos

No primeiro dia útil, os efeitos do conflito entre o governador e o prefeito foi estampado no Diário Oficial do Estado. Ao menos 15 aliados do prefeitos que estavam a ocupar cargos de confiança no governo estadual, foram exonerados. Nem mesmo Daniel Herculano Filho, que foi ex-secretário de Saúde, no primeiro mandato de Mazinho, escapou da canetada.

Pressão funcionou

A pressão de aliados e militantes progressistas sobre nomeações de ex-assessores da ex-prefeita Socorro Neri (PSB) surtiram efeitos positivos. O prefeito Tião Bocalom (PP) não suportou a pressão de aliados e decidiu revogar os decretos de nomeações.

Pode ser o líder

Se o deputado Gerlen Diniz (PP) não estiver mais disposto a continuar na liderança do governo na Assembleia Legislativa, o cargo poderá ser ocupado pelo novo deputado Pedro Longo (PV). Ao que parece, Longo não ficará mais muito tempo no PV. Ele não fala sobre o assunto, mas segundo informações, os dias dele no partido estão contados.

 

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