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Hidroxicloroquina

Em artigo sob o título “Por que não a hidroxicloroquina?”, o vice-líder do governo no Senado, senador Marcio Bittar (MDB-AC) fala sobre a pandemia da Covid-19 e afirma que tal fato está nos deixando uma importante lição: o pânico e a soberba são maus conselheiros. 

Sem eitos

“A imprensa fornece doses cavalares de alarmismo. Placares de mortes são martelados dia a dia. Gerar medo e pânico na população em nada ajuda o enfrentamento racional do problema. Atitudes, leis e ações públicas, todas com base na ciência, é o que dizem, não surtiram os efeitos desejados até o momento”, afirma o senador.

Em nome da tal ciência

Segundo o senador,  observa-se imensa confusão de informações, contrainformações, contradições, dados contestáveis e chutes apocalípticos sendo usados para guiar cegos. Ciência, então, virou palavra da moda. Tudo feito em nome da tal ciência; um ente abstrato infalível aos olhos crentes. Pura manipulação da opinião pública.

Manipulação 

Qualquer manual sério de metodologia científica mostrará que a dúvida é motor de avanços. Apego a dogmas é degenerescência e manipulação de dados um câncer sempre presente. Não há ciência sem a devida dissecação dos dados. 

Apego aos fatos

Previsões estapafúrdias, arruinadas pela realidade, devem ser evitadas. Sabe-se pouco sobre o vírus e a humildade deve ser a nossa conselheira. Devemos ter apego à verdade, aos fatos e aos dados mensuráveis.

Isolamento 

Bittar cita como exemplo máximo de irracionalidade soberba travestida de ciência foi tomar o isolamento social como panaceia. No início, era apenas para retardar a contaminação até que houvesse estrutura médica para atender pacientes contaminados. Depois, virou pura fé despertando militantes. 

Mantra perverso

Fiquem todos em casa foi mantra entoado por celebridades em suas confortáveis casas. Agentes de segurança chegaram a prender cidadãos comuns em parques e nas ruas. E a doença avançou independente do pseudo ovo de Colombo do isolamento social.

Crise econômica

A decisão pelo estapafúrdio acabou por gerar a destruição da economia e instaurou uma recessão profunda, que, certamente, matará muito mais que o vírus. A arrecadação de impostos caiu dramaticamente. 

Desemprego e miséria

O senador diz ainda que o déficit fiscal explodiu com o necessário aumento das despesas para dar conta dos desvalidos do isolamento. O país levará bons anos para sair do buraco. Milhões de pessoas já estão sofrendo com o desemprego, com a queda da renda e com a pobreza. 

Politização

Márcio tem razão quando afirma que outro episódio por demais vergonhoso foi a politização do uso da hidroxicloroquina. Trata-se de remédio antigo, já amplamente testado e seguro. A própria OMS agiu como biruta de aeroporto sobre o caso. 

Herói e vilão

O remédio é vilão para uns e herói para outros. Quanta irracionalidade! Politizaram o que deveria ser decisão do médico com o aval do paciente. A realidade foi se impondo. Se o remédio tem alguma eficácia contra o vírus, por que não fazer uso?

Mais mortes

Os oito estados brasileiros com o maior número de mortes por infectados não adotaram o uso da hidroxicloroquina ou só o fizeram em pacientes que já apresentavam estágio grave e avançado da Covid-19. 

Menos morte

Estados que aderiram ao uso da hidroxicloroquina nos seus protocolos estão entre os dez que mais êxito obtiveram no tratamento com o menor número de mortos por infectados.

Algo muito grave

Vou vender o peixe do preço que comprei: um médico me falou semana passada que, no mínima, a metade das mortes registradas no Acre, sobretudo em Rio Branco, poderia ser evitada.

Equivocada

Segundo ele, a forma com que estão a tratar os pacientes infectados pelo novo coronavírus é totalmente equivocada. Mas para não criar embaraços para sua vida, o mesmo prefere não entrar em detalhes.

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