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Coordenador da Defesa Civil afirma que vítimas de transbordamente foram amparadas

Major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal, em entrevista a este colunista, na manhã desta quarta-feira, 10, no programa RB Notícias, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT, fez uma avaliação do atendimento feito pela Prefeitura de Rio Branco, em parceria do Governo do Acre. Ele afirmou que, respeita as criticas, mas entende que algumas são levianas e injustas. 

Segundo o major, os transbordamentos dos igarapés São Francisco, Batista, Judia, Dias Martins, Fundo entre outros, atingiram mais três mil famílias, totalizando cerca de 14 mil pessoas que moram em 40 bairros em Rio Branco. A maioria dos bairros é de classe baixa, mas alguns como Jardim Tropical, Conjunto Solar, Conjunto Procon e Manoel Julião são de classes media.

Segundo Falcão, este foi o maior transbordamento de todos os tempos. Há 17 anos, segundo ele, tivemos um muito parecido, mas não com a mesma intensidade. Segundo o corrdenador da Defesa Civil, no período de 5 a 12 deste mês choveu mais que o previsto para   dois meses.  Além disso, segundo Falcão, nos 40 dias deste novo ano, apenas seis dias não tivemos registro de chuva. Ou seja, tivemos mais de um mês com chuvas diárias.

Ainda segundo Falcão, em parceria com o governo estadual, a prefeitura ofereceu todo apoio às famílias desabrigadas. Muitas estão em escolas e igrejas e outras em casas de parentes e amigos. A limpeza das ruas está sendo providenciada e no próximo versão amazônica a prefeitura fará uma limpeza geral em todos os córregos e fará campanhas educativas para evitar que as pessoas continuem a jogar lixo no leito dos igarapés.

Claudio Falcão lembrou que o prefeito Tião Bocalom encontra-se em Brasília tratando de vários assuntos, entre os quais a liberação de recursos destinados a revitalização do São Francisco que vai resolver o problema de forma definitiva, dando uma novo visual urbanístico à capital acreana, além de oferecer segurança e qualidade de vida à população, em especial aos que moram nos bairros próximos às margens do igarapé.

Emergência

Decreto de situação de emergência foi publicado nesta terça-feira (9) no DOE e aponta que cerca de 13 mil pessoas foram atingidas pelo transbordamento dos igarapés. Pelo menos 15 famílias atingidas estão em dois abrigos e Defesa Civil Municipal atualiza número de desalojados.

Quarenta bairros  

Com cerca de 40 bairros atingidos pelas águas de igarapés que transbordaram após mais de 100 milímetros de chuva em 48 horas, a Prefeitura de Rio Branco declarou situação de emergência. O decreto foi publicado na edição desta terça-feira (9) do Diário Oficial do Estado.

Quatorze mil

Com a rápida subida das águas entre quinta (4) e sexta (5), várias casas, lojas, comércios e outros estabelecimentos foram atingidos. De acordo com o decreto, cerca de 14 mil pessoas foram afetadas pela enxurrada.

Escola e Igreja

Na terça-feira (9), 15 famílias atingidas estão abrigadas na Escola Álvaro Rocha e na Igreja Renascer, na região do bairro Conquista. Falcão informou que ainda estão atualizando o número de famílias desalojadas, ou seja, aquelas que foram atingidas pelas águas e precisaram ser levadas para casas de parentes.

Novos abrigos

A previsão é que ainda nesta terça a quantidade de famílias levadas para abrigos deve aumentar. Por isso, uma outra escola já está sendo preparada para receber essas pessoas.

Seis igarapés

Inicialmente, a Defesa Civil Municipal havia falado em quatro igarapés inundados, mas o decreto cita que foram pelo menos seis que transbordaram. Entre eles, o Igarapé do Almoço, São Francisco, Dias Martins, Batista, o Igarapé da ETA e o Judia.

Seis meses

O decreto de situação de emergência tem validade por 180 dias (seis meses). Nesse período, de acordo com o documento, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem nas ações de resposta ao desastre. Essas ações vão ser coordenadas pela Defesa Civil e Gabinete de Crises.

Serviço voluntário

Também fica autorizada a convocação de voluntários para reforçar as ações e para a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, com o objetivo de facilitar a assistência à população afetada.

Liberado

As autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações, em caso de risco iminente estão liberados a: adentrar nos imóveis, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação; Usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização, se houver dano.

Sem licitação

Por fim, estão dispensadas as licitações de contratos de aquisição de bens e de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias.

Dengue preocupa

Além da situação das centenas de famílias atingidas pela enxurrada, a capital acreana enfrente o aumento de casos de dengue. Depois de Rio Branco registrar quase seis vezes mais casos suspeitos de dengue nos primeiros dias do ano comparando com o ano passado, o prefeito Tião Bocalom também decretou situação de emergência no último dia 2.

Explosão

Conforme o decreto, nas três primeiras semanas epidemiológicas de 2021, que correspondem ao período entre 3 e 21 de janeiro, foram registrados 1.494 casos notificados de dengue. O que representa um aumento de 481% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram registrados 257 casos suspeitos.

Não adianta

Em nada adianta os deputados de oposição ficarem provocando o Ministério Público sobre o atraso na aplicação das vacinas. Primeiro que não há vacina para atender todos nesse momento e segundo, a prioridade é conjunto de servidores da Saúde, notadamente os que estão na linha de frente.

Ansiedade

A impressão que algumas passam às pessoas menos esclarecidas é a de que a vacina contra a covid-19 vi decretar o fim das mortes e quem for imunizado vai viver por mais se 100 anos. Vamos jogar limpo, gente. As doenças do coração e o câncer matam mais do que a tal covid-19. Vamos com calma para evitar contaminar as pessoas com ansiedade que também mata.

Politicagem

Na verdade, os que aproveitam esse momento para acionar o Ministério Público apenas estão exercendo aquilo que aprenderam com maestria: faze politicagem. Aliás, estão fazendo politicagem até com as três mil famílias atingidas pelo transbordamentos dos igarapés de Rio Branco. Que coisa feia, brega, ridícula!

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