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Mandetta e OMS: a desfaçatez por trás pandemia da doença chinesa

Antonio Muniz

 

Meu colega jornalista Dirceu Pio, especialista em comunicação corporativa e empreendedorismo e embaixador de acessibilidade no Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, escreveu, recentemente, artigo sob o título: “Um tribunal para Mandetta”.  Ele refere-se ao ex-ministro da Saúde, ortopedista Luiz Henrique Mandetta, aquele ministro com cara de Santo, o deputado do DEM, que punha muita gente de joelho, em oração, na frente do televisor, durante as suas intermináveis locuções diárias para falar das ameaças trazidas pelo Vírus de Wuhan, a cidade chinesa onde o vírus que causa a tal covid-19 foi produzido. Ele dizia sempre que a doença não tinha vacina, nem cura.  É verdade que ainda não há vacina, mas cura sempre teve.

Segundo Pio, descobriu-se, tão logo foi afastado do cargo, que ele aparelhara o Ministério da Saúde para se enriquecer com a Pandemia, tanto que colocou para tomar conta do caixa dois velhos amigos, Abelardo Lupion e José Carlos Aleluia, famosos propineiros. Aos poucos, fomos descobrindo que era ele que insuflava os governadores a se rebelar contra o Presidente Bolsonaro e adotar o chamado “isolamento social horizontal”, quanto mais recessivo e duradouro, melhor! Lembram das histerias políticas do governador de São Paulo, João Dória Junior (PSDB) e do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) ? Pois bem, os dois estavam mancomunados com Mandetta.

Como talvez o ataque viral não seria suficiente para justificar a paralisação da economia por tanto tempo, deu contribuições vigorosas para aumentar o número de óbitos, orientando a imensa rede de médicos do SUS a aplicar, sem dó nem piedade, o que hoje é chamado de Protocolo da Morte – prescrição de Tamiflu e Dipirona no início da infecção, roubando assim 50% das possibilidades de sobrevivência das pessoas infectadas. Quanta brutalidade e crueldade. Mas tanto Dória, quanto Witzel começam a colher o que plantaram.  O carioca foi afastado pela Justiça e deve sofrer impeachment e o paulista encontra-se mais enrolado que fios de bonina.

Não bastasse nada disso, um tanto na surdina, Henrique Mandetta assinou, ao lado do presidente do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), Dias Tóffoli, uma autorização que permitia governadores e prefeitos enterrar ou cremar cadáveres sem o atestado de óbito, bastando mencionar que o óbito foi por Covid-19. Havia, contudo, um “inimigo” no meio do caminho e era preciso exterminá-lo para que o plano diabólico fosse consumado: anunciada como solução pelo presidente da República, com grande eficácia no tratamento da infecção desde que aplicada no início, a hidroxicloroquina – ele sabia – era suficiente forte para desarmar a estratégia.

Então, do alto de sua popularidade, Henrique Mandetta, capitaneou um dos dois golpes mais fortes registrados até agora no Planeta: o Atentado de Manaus, um dos mais tristes, vergonhosos e indecentes da história desta Pandemia. Para se ter uma ideia da gravidade desse atentado, é preciso conhecer, primeiro, a diferença entre a “cloroquina” e a “hidroxicloroquina”. Mal comparando, a cloroquina é o suco do limão, puro, sem nenhuma mistura; a hidroxicloroquina é a limonada, ou seja, o suco diluído em água, suavizado.

Primeiro, Mandetta recorreu aos “cientistas” do laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mantida pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde. Pelo menos quatro deles tiveram participação, efetiva, no Atentado de Manaus: o secretário de Vigilância Sanitária, Wanderson Cleber Oliveira; o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia, Camile Sachetti; o secretário de Ciência e Tecnologia, Denizar Vianna e o “virologista” Marcos Lacerda que fez, digamos assim, o Protocolo da Operação. Separaram 40 pessoas infectadas em Manaus (AM) e em vinte delas aplicaram doses cavalares de Cloroquina, doses, já foi descoberto, mais de doze vezes maiores que as usadas para tratamento de malária na fase aguda. Nessa brincadeira de Mandetta, 22 pessoas inocentes foram brutalmente assassinadas.

Desesperada, a turma do PT chegou a protocolar petição no Supremo Tribunal Federal (STF), tentando proibir o Presidente Jair Bolsonaro de indicar a “hidroxicloroquina”. Vale lembra que assim como nos ministérios da Educação e Cultura, a esquerdalha continua tento forte presença, também, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou a Fiocruz como referência nas Américas no combate ao Covid-19; a Fiocruz sempre defendeu isolamento e o tal lockdown para controle do Virus de Wuhan em todos os Estados. Pra completar a desfaçatez, o secretário-geral da OMS,  Tedros Adhanon Ghebreyesus, virou serviçal da ditadura chinesa.

Farsa paulista

Um médica, residente em São Paulo, a cidade que lidera com larga folga o número de infectados no Brasil, tem monitorado os casos de óbitos comparando os exames colhidos na internação com o laudo que aponta a “causa mortis”: por enquanto, ela já descobriu que em 90 óbitos registrados, apenas 20 foram realmente causados pelo vírus chinês. “Isso é muito grave”. Na verdade, não é novidade, eu já sabia que essas manobras estavam ocorrendo.

Alarde carioca

Ainda no início da semana começou a circular pela internet um áudio, falsamente atribuído a um médico epidemiologista, que procurava minimizar a Pandemia “informando” que a cidade do Rio de Janeiro havia superdimensionado as previsões – tanto do número de infectados quanto do número de mortos: “O hospital-referência da doença, em Acari, esperava mais de 200 internações para final de março, mas na verdade, recebeu apenas 12 pacientes.

Despencou

Os médicos cariocas afirmaram, reiteradas vezes, que havia um senso comum entre médicos do RJ de que o covid-19 tem até aqui frustrado todas as expectativas. Uma das médicas ouvidas me disse: “Ao que tudo indica, o número de casos deve aumentar bastante a partir de agora porque o sistema de testagem foi, finalmente, incrementado, mas já posso afirmar que o uso massivo da cloroquina a partir de agora fará o índice de letalidade despencar!”

Cara de pau

Lembram que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, esqueceu de comprar medicamento para salvar vida dos cariocas, mas se preocupou em comprar centenas de caixões e a cavar dezenas de covas? Discordo da forma com que o governador foi afastado do cargo, mas ele não tinha mais condições morais para continuar no governo. Witzel agiu na certeza da impunidade. Ele achava que não seria alcançado pela lei.

Otimista

Professor Cláudio Ezequiel (Psol) foi definido como vice na chapa liderada pelo deputado Daniel Zen, pré-candidato do PT à Prefeitura de Rio Branco.  Projetado nos movimentos sindicais, ele foi diretor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) e secretário municipal de Gestão Administrativa na gestão do prefeito Marcus Alexandre. Ele se diz otimista e confiante. 

Pouco provável

Alguns estão afirmar que o presidente da Associação Comercial do Acre (Acisa), empresário Celestino Bento como vice na chapa liderada pelo petista arrependido Minoru Kinpara, new tucano. Acho pouco provável. Celestino é filiado ao PSL e integra o grupo dos liberais do Acre. Suas ideias são bem diferentes de Kinpara. Claro que ele não vai aceitar ser vice de um esquerdista.   

Tem que punir

No mês passado, por puro capricho de uma médica, uma técnica em enfermagem da Sesacre acabou morrendo. Agora, em Cruzeiro do Sul, um paciente menor precisa fazer transplante de coração, mas nem os médicos não fizeram o devido encaminhamento. Por isso, o paciente ainda não viajou e pode morrer a qualquer instante. Se não houver punição, esses problemas não terão solução.

Fazendo gol contra

Por questão de justiça, temos que reconhecer o empenho do secretário de Saúde, doutor Alysson Bestene e a determinação do governador Gladson Cameli, mas enquanto isso, tem gente que continua a fazer gol contra e praticando o chamado “fogo amigo”. O diretor-geral do Ponto Socorro precisa acordar e trabalhar. Os desmandos continua a todo vapor.  As dificuldades são grandes, mas se não consegue organizar a casa, basta pedir pra sair!

Duvido

Ao contrário do que alguns colegas estão a afirmar, o ex-senador Jorge Viana (PT) não quer nem ouvir falar nessa história de ser candidato à Prefeitura de Rio Branco. Claro que que, no fundo, ele gostaria de recomeçar a carreira política por onde iniciou, em 1992, quando venceu Mauri Sérgio (MDB) e José Bestene (PDS - hoje PP), mas sem dinheiro e sem estrutura, Jorge é candidato a nada.

Sonhando com o Senado

Jorge Viana vive a sonhar com sua volta ao Senado, já em 2022. Mesmo diante do amadorismo de muitos de seus adversários, Viana sabe que a parada será muito difícil. Claro que se o PT for derrotado na disputa pela prefeitura de Rio Branco, o que é mais provável, o sonho começa a virar pesadelo.  Para reverter o quadro, totalmente desfavorável, os petistas apostam no prestígio do ex-prefeito Marcus Alexandre. Resta saber se ele, sem mandato e ainda tem alguma liderança.

Fechado cedo

Pré-candidato à Prefeitura de Rio Branco pelo MDB, o deputado Roberto Duarte, usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira, 8, para denunciar o que classifica como “perseguição” o fato da vigilância sanitária ter fechado o bar e restaurante Tardezinha na noite de sábado, sob a justificativa de haver mais de duas pessoas por mesa. A Polícia chegou cedo ao Tardezinha.

Adequação

“Após cinco meses sem poder receber clientes em seu restaurante, o Neto Brito adequou a local, fez altos investimentos para atender as orientações dos órgãos de saúde, incluindo álcool em gel nas mesas, limitação de pessoas e – mesmo assim – ele foi surpreendido por uma ação de interdição do seu estabelecimento”, relatou o parlamentar, lembrando que sempre defendeu a iniciativa privada, pois é ela quem gera emprego e renda.

Harpia 1 na OLX

A bandidagem é tão grande na internet que até o Helicóptero Harpia 01, do Governo do Acre foi posto à venda na OLX.  A foto ilustrativa se trata da aeronave pertencente ao Governo do Acre. Aeronave foi atingida por um caminhão em janeiro deste ano, quando era usada em operação policial, numa tremenda barbeiragem do piloto e do motorista do caminhão. A seguradora, inclusive, deve entregar nova aeronave ao Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) do Acre nos próximos dias.

Preocupação

Deputado Daniel Zen (PT) demonstra preocupação com o aumento das queimadas no Acre, principalmente, neste período de pandemia. O parlamentar questionou, ainda, a atuação do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) no enfrentamento aos incêndios ambientais. Zen esqueceu que nos governos do PT, exceto no de Binho Marques, os caras queimaram tudo.

Doenças respiratórias

Segundo Zen, a direção do Imac diz que está atuando preventivamente para coibir as queimadas ilícitas, mas o que vemos na prática é o contrário disso. Tanto que o governo decretou estado de emergência ambiental em virtude do aumento expressivo das queimadas. O número de internações hospitalares decorrentes de doenças respiratórias, segundo o deputado petista, aumentou, consideravelmente, na capital acreana. Aumentou mesmo, mas ainda está longe do que foi registrado nos governos petistas.

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