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Gladson bem ao estilo Bolsonaro

Governador Gladson (PP) e o presidente Jair Bolsonaro (Aliança Pelo Brasil) têm algo em comum, além de terem interrompido sucessivas vitórias do PT e de outros partidos de esquerda. No governo Cameli, por exemplo, não há nenhum “super secretário”. Claro que o chefe da Casa Civil, advogado Ribamar Trindade, no momento afastado por ter contraído o novo coronavírus, continua a ser a referência do governo, mas muito mais pela importância do cargo do que pela sua desenvoltura e poder de articulação.

Bolsonaro, além do ministro da Economia, o renomado economista Paulo Guedes, também não tem ninguém estável no governo e tampouco nome de destaque. Até o famosíssimo Sérgio Moro, que pensou ser super ministro decidiu pedir demissão entes de ser sumariamente demitido. 

No plano nacional, Bolsonaro emprestou o governo de generais, tanto da reserva, quanto da ativa. Ele nomeou tantos generais que acabou entrando em rota de colisão com o chamado núcleo ideológico que nunca foi bem visto pela ala militar. Não por acaso, Bolsonaro foi praticamente obrigado a demitir o ministro da Educação, professor e economista Abraham Weintraub. O presidente sabe que é melhor encarar o grupo ideológico do que trombar com a ala militar.

Reservada as devidas proporções, Gladson também se valeu dos militares quando importou, ano passado, coronéis do Exército para serem gestores da Secretaria de Saúde (Sesacre). Claro que não deu certo. Com todo respeito aos militares, mas não precisamos deles na Saúde e sim em outros órgãos como Politia Militar, Secretaria de Segurança e no Iapen para mostrar aos bandidos que quem manda é o Estado e não as facções criminosas. Pois bem, antes mesmo de o ano de 2019 terminar, Gladson mandou os coronéis de volta à Brasília, mas o estrago na Sesacre continua até hoje.

Tanto no governo Blsonaro, quanto no de Cameli não há nenhuma denúncia de corrupção. O que houve foram apenas algumas acusações e pedidos de investigação. Talvez por isso, ambos mantêm considerável respaldo popular. Bolsonaro veio do Legislativo para o Executivo. Cameli também percorreu o mesmo caminho. Um era deputado e o outro senador. 

Bolsonaro não consegue estabelecer bom relacionamento com o Legislativo. Cameli também segue o mesmo exemplo. Bem ao estilo Bolsonaro, Cameli tem feito algumas declarações que espatifaram a aliança que o elegeu governador.  

Pra completar, em plena crise econômica, provocada pela pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro demite o ministro da Saúde e da Educação. Cameli demitiu a secretaria de Fazenda e o diretor da Secretaria de Saúde e o da Educação encontra-se na chamada “corda bamba”. Enfim, os embaraços nos governos Bolsonaro e Cameli não foram criados ou provocados por seus opositores, mas por eles próprios. É algo impressionante!

Cameli e PP
A reunião entre o governador Gladson Cameli e as principais lideranças do PP, realizada na tarde desta terça-feira, 07, na sede dom partido, terminou praticamente da mesma forma que começou: ele continua apoiando a reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB).

Só uma ausência
Das principais lideranças do PP, apenas a presidente regional, senadora Maílza Gomes não esteve presente, uma vez que tinha compromissos em Brasília e não houve voo em função da pandemia do novo coronavírus.

Representante
A senadora foi representada pelo presidente da executiva municipal, pastor Reginaldo Ferreira. Os três deputados do partido - José Bestene, Gerlen Diniz e Nicolau Junior estavam presentes e refirmaram apoio à pré-candidatura de Tião Bocalom.

Positiva
O deputado José Bestene classifica a reunião como proveitosa e positiva, uma vez que o governador se reaproximou do partido e votou a conversa com seus correligionários. Ele entende que o distanciamento causou essa falta de sintonia entre o governador e seus colegas de partido.

Profundo conhecimento
Senador Sérgio Petecão (PSD-AC) tem dito reiteradas vezes, que ninguém no cenário político do Acre conhece o governador Gladson Cameli (P) mais do que ele. “Gladson é o imprevisível”, afirmou.

Vai apoiar Bocalom
Sérgio Petecão afirma que, apesar de o governador Gladson Cameli ter afirmado e reafirmado que vai apoiar a reeleição da prefeita Socorro Neri, ainda acredita que ele vai mudar de opinião e o candidato do PP, Tião Bocalom. 

Opinião de Marcio Bittar
Conversei contem com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), vice-líder do governo no Senado e perguntei a ele sobe sua opinião a respeito do apoio do governador Gladson Cameli à reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB). 

Resposta
“Gladson tem direito de apoiar quem ele quiser. Quem o governador e o PP apoiarão para prefeito é uma decisão que não cabe a mim opinar. Continuará tendo meu respeito, qualquer que seja a decisão.

Sem sentido
Já a senadora Maílza Gomes, presidente regional do PP, entende que fica sem sentido o apoio do governador à reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB). Ela também ainda acredita que o partido terá apoio do governador na disputa eleitoral.
Reação
Vereador Rodrigo Forneck (PT) criticou a prefeita Socorro Neri (PSB) por atribuir, em nota uma decisão, decisão tomada pelo ex-prefeito Marcus Alexandre (PT). O parlamentar petista cobrou “verdade e justiça” da prefeitura de Rio Branco. 

Respaldo
Em entrevista a este colunista, no programa RB Notícias, nesta terça-feira, 07, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT, o presidente regional do PSD, senador Sérgio Petecão afirmou que a pré-candidatura de Tião Bocalom à Prefeitura de Rio Branco pelo PP, tem respaldo da direção nacional do partido.

Otimismo
Petecão externou seu otimismo em relação ao bom desempenho de Bocalom na pesquisa do Instituto Delta, publicada nesta segunda-feira.  A pesquisa revela empate técnico entre a prefeita Socorro Neri (PSB) e o Minoru Kinpara (PSDB). Bocalom aparece em quarto lugar empatado com Roberto Duarte (MDB). 

Demissão e crise
A demissão da secretária de Fazenda do Acre (Sefaz), Wanessa Brandão e do diretor de Finanças da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Sílvio Charles, segundo o líder do PC do B na Aleac, deputado Edvaldo Magalhães apenas revelam a profunda crise no governo estadual. 

Investigação
Pedido de investigação na gestão do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), que administra o Hospital de Campanha, foi protocolado na manhã desta terça-feira, 07, pelo PT, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU).

Propina
No documento protocolado, o PT também levanta suspeita sobre suposta prática de pagamento de propina por parte de empresa à diretora executiva do Deracre, Lana Vaz, em obras executadas no Into. A referida diretora foi demitida na semana passada pelo governador Gladson Cameli (PP).

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