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O FIES sobreviverá?

O FIES sobreviverá?

Do jeito que vinha, não. Pois a julgar pelos seus pífios resultados, o que seria remédio virou veneno.

 

         O MEC - Ministério da Educação vinha sendo ocupado, desde a nossa redemocratização, por apadrinhados político-partidários. Para ser mais preciso: por detentores de mandatos eletivos, e quando não, por ex-detentores ávidos a retornar ao antigo convívio, e por fim, por quem pretendia detê-los. Esta triste realidade resultou na precariedade do nosso ensino público, um dos piores do mundo, e certamente o pior, quando comparado com os países da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e ratificado pela Unesco - Organização da Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura.   

Desde o governo Sarney, portanto, há mais de 30 anos, tanto o MEC quanto suas ações, sempre estiveram submetidas a interesses partidários, interesses estes que em muito tem prejudicado a boa qualidade de nossa educação pública. Contudo, os bilhões e bilhões de reais que dependem, tão somente, de uma canetada do seu ministro de plantão, fez do MEC a jóia da cora, ou seja, a mais cobiçada boquinha da esplanada dos Ministérios. De mais a mais, no Brasil, a comunidade do ensino abriga, entre professores e funcionários, uma superpopulação superior a 5.000.000 de pessoas, todos, além de eleitores, potenciais cabos-eleitorais.

Portanto, ao escolher o atual ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e em sendo-o politicamente apartidário, tudo leva a crer que a presidente Dilma Rousseff, baseou-e na sua elevadíssima qualificação, doutor e mestre em educação pública, além do mais, por sê-lo um ardoroso defensor do ensino de qualidade, particularmente, nos níveis - Fundamental e Médio – segundo o próprio, os pré-requisitos para que tenhamos um ensino superior de qualidade, e não apenas, uma enganosa quantidade.  

         Com ele, Dr. Renato Janine Ribeiro, à frente de Ministério da Educação, o dinheiro público, sempre escasso, não será gasto à toa, ainda que o mesmo tenha que enfrentar as pressões das corporações gastadoras, àquelas que, entra governo e sai governo, não largam as tetas do seu aparentemente inesgotável orçamento  

         Numa entrevista ao jornalista Mário Sérgio Conti, da TV-Globo, ao se reportar ao FIES, o Ministro Renato Janine deixou bastante claro que, entre os vários programas educacionais do seu ministério o FIES vem ser aquele cujos gastos cresceram exponencialmente e já não mais está cabendo em seu orçamento, e por mais absurdo que pareça, financiando alunos absolutamente despreparados para freqüentar os bancos de uma faculdade.

Tais faculdades, já rotulados de caça-níveis, constituem-se em mais uma das pragas que vem prejudicado a qualidade da nossa educação superior. 

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