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Fabriqueta de doutores

Fabriqueta de doutores

Todo e qualquer programa social estará fadado ao

fracasso caso não seja devidamente controlado.                  

           

Tanto o FIES quanto o seguro-desemprego, dois entre os vários programas sociais da extensa lavra do governo federal, pelo que já sabemos e fartamente se pode comprovar, por absoluto menosprezo ao planejamento e aos controles, estão a exigir urgentes reparações. Do contrário, por absoluta irresponsabilidade fiscal, ambos perecerão.   

Daí a imperiosa e improrrogável necessidade de tais programas serem submetidos aos mais rígidos e responsáveis controles, caso contrário, o pior ainda estará por vir, e o pior será suas inviabilidades, e em isto acontecendo, causando sérios irreparáveis prejuízos para os tantos quantos os referidos programas foram instituídos.      

Como os números não mentem, vamos a eles: entre os anos 2010 e 2014, os gastos com o FIES saltaram de R$-1,1 bilhão para R$-13,4 bilhões. Com o seguro-desemprego, entre os anos 2003 e 2013, seus gastos saltaram de R$-6,6 bilhões para R$-31,9 bilhões. Com o

bolsa-família, em 2013, foram gastos R$-25,00 bilhões. Pergunto eu:

Foi ou não foi por falta de planejamento e dos indispensáveis controles que chegamos aonde chegamos, ou seja, na impossibilidade fiscal de mantê-los? A resposta é sim. Enfim, o Estado pode muito, mas não pode tudo.  

         Sobre o bolsa-família, nem tanto, enfim, sua condução tem sido bastante razoável, e diria até, merecedora de elogios, entretanto, o mesmo não ocorreu em relação ao seguro-desemprego, seguro defeso, FIES, entre outros, até porque, e a verdade precisa ser dita, interesses alheios à própria natureza de tais programas, verdadeiramente, os inviabilizaram. 

         A adesão ao FIES não podia depender apenas do interesse aluno/faculdade particular e tampouco o seguro-desemprego, do relacionamento entre patrão e empregado. Este foi o grande equívoco na condução destes dois programas. No caso do FIES, interessadas no aumento de suas clientelas, a primeira vítima do referido programa foi a baixa qualidade do ensino ofertado pelas faculdades particulares.

 

 

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