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Denuncie o candidato que tentar comprar o seu voto, do contrário, esta criminosa prática continuará se realimentando.          

Por si só, não basta haver eleições para determinar a saúde de uma democracia, até porque, aqueles que se elegem comprando votos, sentem-se desobrigados com seus próprios eleitores, ou seja, ninguém fica devendo nada a ninguém. Comprou e pagou, comercialmente falando-se, negócio encerrado. Ainda assim, em relação às próximas eleições, já se pode vislumbrar que uma parte considerável da nossa representação política, sobretudo aquela que comporá o nosso Congresso Nacional, se elegerá comprando votos. Esconder esta realidade seria um desserviço a nossa democracia.      

Portanto, denunciá-los, passa a ser uma obrigação que não deve ficar circunscrita tão somente as nossas instituições, pois por maior que seja o empenho da nossa Justiça Eleitoral, do MP-Ministério Público e das polícias; federal e estadual, sem a indispensável colaboração de S. Excia. – o eleitor – não se combaterá este crime, pelo menos, na urgência que se faz necessária.

Como os alvos desse criminoso mercado são, preferencialmente, os eleitores mais carentes e desavisados, ou seja, aqueles que mais precisam do poder público, por que não estimulá-los a fazer parte de espécie de delação premiada? Como isto se daria e se tornaria útil e democraticamente aceitável, restariam com questões a serem estudadas. Por mais esquisita que esta idéia possa parecer, se estabelecida e posta em prática, o mercado eleitoral seria duramente golpeado.                 

Infelizmente, este crime encontra abrigo na nossa permissiva legislação. Enfim, ao permitir o funcionamento dos partidos de aluguel, e ainda por cima, financiados com recursos públicos, criar e comandar um partido político em nosso país tornou-se um lucrativo negócio. 

Se nossa estrutura partidária já comporta 32 partidos políticos  legalmente instituído, e um monte de outros já estão na fila esperando a hora de entrar no mercado, das duas, uma: ou se dá um basta nisto ou a compra de votos jamais será contida. E para contê-la, há que se partir da seguinte premissa: não é e nem será a quantidade de partidos políticos que dará robustez a uma democracia. É sim, a qualidade deles.   

Neste particular, a candidatura Marina Silva bem que se presta para realçar a falência da nossa estrutura político-partidária, senão, vejamos:  circunstancialmente filiada ao PSB, já que o seu partido não havia adquirido personalidade jurídica a tempo de tornar-se candidata, muito provavelmente, Marina Silva disputará o segundo turno da disputa presidencial em curso.  

 Jamais, numa democracia em que os partidos políticos são levados a sério isto seria possível. Não muito diferente, e diria até, mais surpreendente ainda, nas eleições presidenciais de 1989, filiado a um partideco apelidado de PRN, Fernando Collor acabou se elegendo presidente da República. .

A despeito da importância que tem as eleições em qualquer democracia, se regidas por uma legislação que propicia os mais diversos vícios e malandragens, os primeiros a se beneficiarem são os compradores de votos. 

Enquanto isto, a reforma político-partidária não vem e os compradores de votos continuam se elegendo.

 

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