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Assim funciona

Assim funciona

 

Não construímos o edifício da nossa educação se não atentarmos para a qualidade do nosso ensino.   

   

         Administrar significa utilizar racional e competentemente os recursos, e os de natureza pública, mais ainda. O princípio que emerge deste conceito impõe a adequação entre meios e fins, do contrário, suas metas e objetivos jamais serão alcançados e a nossa educação pública continuará como vem vindo, de mal a pior.  

         Infelizmente, em relação à melhoria da nossa educação pública o Estado brasileiro tem sido profundamente incompetente. Para os mais críticos, até irresponsável. Até mesmo aqueles que pregam sua melhoria, não raro, a nega em suas práticas.  Vide as promessas dos candidatos e como agem quando ascendem ao poder.  

         O meio milhão de alunos que participaram do último ENEM e não conseguiu ir além da nota “ZERO” na prova de redação, é apenas mais uma prova do descaso com a nossa educação. Ainda assim, se a condução do FIES continuasse como vinha vindo, sem os devidos e indispensáveis controles, ou seja, na mais desenfreada frouxidão, milhares deles estariam matriculados em alguma das várias faculdades particulares, constituindo-se em mais um dos tantos absurdos, enfim, no quesito “qualidade de ensino”, nada mais contraproducente que os bancos de uma faculdade serem ocupados por alunos incapazes de absorver seus ensinamentos.     

         Em se tratando de tão delicada e importantíssima questão, diria até, imperativo para o nosso desenvolvimento econômico e social, quando muito, o FIES satisfez a perversa máxima: “quanto mais cabras mais cabritos”. Traduzindo: quanto mais alunos matriculados, maiores serão os lucros das faculdades particulares. Resultado: infelizmente, seguindo esta lógica, predominantemente mercantilista, o FIES se transformou nisto que está aí, numa verdadeira mina para as chamadas faculdades caça-níqueis.         

         Nada contra ao FIES, até porque, seus bons propósitos hão que ser levados em consideração. Ainda que insistentemente anunciada, sua morte precisa ser evitada. Mas sua manutenção, a exemplo de qualquer programa de governo depende fundamentalmente do seu custo-benefício, até porque, seus minguados benefícios não estão justificando seus elevadíssimos custos.                       

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