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Esperemos

Se a operação Lava-Jato passar por uma lavagem,do que dela escorrer assim será lembrada.

De várias fontes eu já tinha ouvido o seguinte diagnóstico: “a nossa corrupção é sistêmica”, entretanto, ao ouvi-lo saindo da boca do então juiz Sérgio Moro, este por sua vez, no auge da fama, disse a mim mesmo: este cara vai dar o mais duro e certeiro golpe contra a nossa corrupção. Hoje já não faria a mesma avaliação.  
Lamentavelmente, o meu entusiasmo teve uma vida bastante curta, isto porque, já nas suas primeiras ações da Operação Lava-Jato, passei a perceber que o que verdadeiramente buscavam era notoriedade e não o efetivo combate à corrupção.

Ora, se a nossa corrupção era e continua sendo sistêmica, não bastaria condenar uns aqui e outros acolá, se nada for feito no sentido de eliminar as suas causas. Resultado: como as suas causas foram mantidas, além dos velhos, novos bandos de corruptos começaram a surgir, até porque, o poder e a corrupção sempre estiveram juntos .    

Pior ainda: desde as suas primeiras ações que a Operação Lava-Jato se deixou, ou quem sabe até, já estava envolvida politicamente,  sobretudo, na sucessão presidencial de 2018. E o mais grave, agindo de forma inquestionavelmente seletiva. Não chego a dizer que a Operação Lava-Jato tinha os seus corruptos de estimação, mas que tinha os desafetos à serem sacrificados e previamente escolhidos, disto não tenho a menor dúvida. Entre eles destaco os petistas, e em particular o ex-presidente Lula, isto porque, se não o condenasse e o tornasse inelegível, para a Operação Lava-Jato seria um retumbante fracasso.

Se no transcorrer do processo eleitoral de 2018 quando as acusações de parcialidade da Operação Lava-Jato já abundavam, quando o ex-juiz Sérgio Moro aceitou ser ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, veio à comprovação. De mais a mais, veio o The Intercept e revela como os integrantes da Lava-Jato agiam, digamos assim: juridicamente parciais e politicamente envenenados. Para tanto, basta às revelações da Vaza-Jato, para deixá-la, no mínimo, às escuras.

Falando-se em escuridão, resta-nos saber que será a reação, ou mais precisamente, as respostas que os lavajatistas, em particular, da dupla Sérgio Moro/Dellagnol darão ao atual procurador geral da República, Augusto Aras, por este ter revelado, e de forma clara, que a referida operação era uma caixa de surpresa e caso não disponham de precisas justificativas, da Operação Lava-Jato, restará bastante sujeira.
                              

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