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O bolsonarismo sobreviverá?

           A eleição do presidente Jair Bolsonaro foi um ponto fora da curva da curva, a exemplo da eleição de Collor.

         O descrédito dos brasileiros com os nossos representantes políticos, e por extensão, com a nossa própria atividade política, resultaram na eleição do presidente Jair Bolsonaro para presidir o nosso país, posto que, com sete mandatos consecutivos de deputado federal, representando o Estado do Rio de Janeiro, foram-se 28 anos de cumplicidade com o que o próprio denominava de velha política. Como ele conseguiu se distinguir dos demais, ainda que ele fosse um deles?    

         Nas eleições para presidir a Câmara dos Deputados, no ano de 2016, dois anos antes de ser eleito presidente da nossa República, ao concorrer à presidência da Câmara dos Deputados, o deputado federal Jair Bolsonaro, enquanto candidato foi simplesmente massacrado. A seguir, vejamos os resultados da referida disputa. Rodrigo Maia obteve 293 votos, Jovair Arantes obteve 105, André Figueiredo obteve 59, Luiza Erundina obteve 10 enquanto Jair Bolsonaro obteve míseros 4 votos.

           A partir dos resultados acima, a liderança do então deputado federal Jair Bolsonaro restou simplesmente desprezível. De mais a mais, ele já havia passado por oito partidos, uma prova do seu menosprezo, diria até, do seu deboche com os próprios partidos políticos.

          Nos últimos dias que a legislação exigia dos candidatos que desejassem concorrer nas eleições de 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro se filia ao PSL, um dos nossos muitos partidos nanicos e sai candidato a presidência da República. Sua candidatura, em princípio, parecia uma piada.

         Seria um devaneio de quem imaginasse na possibilidade do então candidato Jair Bolsonaro se eleger presidente da República. Entretanto, como  a nossa atividade política havia se transformado num desaguadouro de esgotos, nestas condições o candidato Jair Bolsonaro soube surfar nas ondas dos indignados e se tornou presidente do nosso país. Outra não foi à causa que determinou a sua eleição.

       Bem diz a experiência política que, por vezes, é bem mais fácil se ganhar uma eleição do que se governar. Neste particular, a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República se presta como exemplo, afinal de contas, os resultados que produziu nos quatro anos que esteve à frente dos destinos do nosso país não poderiam ter sido mais desastrosos.

         Ainda assim, na recente disputa presidencial, e em disputando a sua reeleição, o diferencial de votos entre ele e o candidato eleito, o ex-presidente Lula, praticamente dividiu a nossa sociedade, meio a meio.  

          Daí a pergunta que se impõe: o bolsonarismo continuará sem o próprio Jair Bolsonaro dispor da sua caneta big? O PRN que deu carona a candidatura do ex-presidente de Collor não resistiu porque faltou tinta na sua caneta.

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