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Tempos tenebrosos

                 Os prejuízos em vidas humanas e a nossa economia  causado pela Covid-19, nos conduzirá a mais grave crise de nossa história.

         Na melhor das hipóteses, até o final deste ano a vacina contra a Covid-19 será descoberta, ainda assim, os prejuízos já causados pela sua pandemia, pelo ao menos a curt0o e médio prazo, jamais serão recuperados. E ainda acrescento: por seguidos anos assistiremos o encolhimento do nosso mercado de trabalho e, portanto, fazendo crescer a nossa principal chaga social, o número de desempregados, que já vinha nos afetando, antes mesmo do surgimento do coronavirus.

         Lamentavelmente, o que deveria ser o remédio para abreviar, em tempo e profundidade a gravidade as nossas crises, transformou-se no pior dos venenos. Reporto-me as nossas recorrentes crises, a se destacar, as de natureza eminentemente política. Sendo mais preciso: a briga pelo poder. Para tanto, basta verificarmos a quantidade de candidatos a presidência da República nas eleições de 2022.

         Quando Winston Churchill disse, certa vez, que a democracia é o pior dos regimes com exceção de todos os demais, certamente, ele quis dizer que as democracias precisariam ser permanente aperfeiçoado, e não, continuamente degenerada, a exemplo do que vem acontecendo com a nossa própria democracia. Para piorar, optamos pelo regime presidencialista de governo. A exceção dos EUA, o referido regime tem se constituído numa verdadeira usina de crises, a exemplificar, as recorrentes crises no nosso continente sul-americano, posto que, todos os países que o constitui, optaram por este regime.

         Na Europa, o continente politicamente mais evoluído do mundo o regime presidencialista foi varrido literalmente do seu mapa, posto que, as chefias dos seus respectivos governos podem ser afastadas do poder, bastando para tanto que se revelem incapazes. A eles não são conferidos, como acontece nos regimes presidencialistas, a sua permanência no poder por um prazo fixo e determinado, isto porque, vêem-se protegidos por um mandado com prazo fixo e determinado.

.        Registre-se o sucesso do regime presidencialista dos EUA ao seu constante aperfeiçoamento e, sobretudo, as suas instituições, algo que vem sendo melhorado ao longo dos seus mais de 200 anos de vigência. A começar, pela consolidação de suas estruturas partidárias.

.        No nosso caso, infelizmente, o nosso Congresso Nacional é composto por senadores e deputados federais pertencentes a 28 partidos políticos distintos, constituindo-se na causa determinante do apodrecimento das nossas negociações políticas e no aprofundamento das nossas velhas e velhacas práticas políticas. O próprio presidente Jair Bolsonaro, a despeito da abundância dos nossos partidos, não pertence a nenhum deles.  


 

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