Colunistas

Pagou, levou.

 

 A internet, infelizmente, possibilitou que a  imbecilidade viesse fluir com facilidade

   As nossas redes sociais, lamentavelmente, foram tomadas de assalto por bandos de imbecis, e como conseqüência lógica, para veicular as suas imbecilidades. Outra não é a causa que levou a nossa atividade política ao empobrecimento, afinal de contas, os espaços das nossas redes sociais estão sendo ocupado, predominantemente, pelos blogueiros que trabalham a soldo, ou mais claramente, para atender os interesses daqueles que os pagam, isto porque, seus elogios e suas agressões têm preço.

   Humberto Eco, um dos mais consagrados filósofo, escritor, lingüista e bibliófilo do século XX, em uma das suas últimas e memoráveis aulas, numa das mais qualificadas universidades de Milão, ao tempo em que comemorava a internet como o mais avançado invento a serviço das comunicações, chegou a prever que as mesmas poderiam atender os interesses dos blogueiros de aluguel, pois seus espaços não mais seriam ocupados pelos professores, filósofos, cientistas e nem mesmos pelos detentores do prêmio Nobel. Se vivo fosse, estaria assistindo a comprovação de suas preocupações.

   Certa vez, sem saber quais as razões que o fizera me procurar, um desses blogueiros procurou-me para falar sobre política, dizendo ele que a minha experiência, levou-o a me procurar. Em princípio, não gostei, mas de pronto respondi-lhes: jamais direi o que disse Sócrates: “só sei que nada sei”, ainda assim, respondi-lhes: “só sei que pouco sei”. Daí adveio a minha apreensão quando o dito cujo voltou a me perguntar: quem é este tal de Sócrates? Respondi-lhes: o professor de Platão. Nova decepção: quem foi este tal de Platão?

   Como sempre busco fugir daqueles com os quais nada tenho a aprender e nem a ensinar, somente a perder, pelo ao menos o meu tempo, ainda assim, o dito cujo insistiu: então vamos avaliar os desempenhos do governador Gladson Cameli e do prefeito Tião Bocalom. Como a sugestão partiu dele, respondi-lhes: fique à vontade para fazer os seus questionamentos.

   Vide a sua primeira pergunta: passado mais da metade do seu mandato qual a nota, de zero a dez, que você atribui a gestão do governador Gladson Cameli? Respondi-lhes: pelas dificuldades que enfrentou no seu primeiro ano de gestão, como resultado da transição dos 20 anos do PT no poder, e logo a seguir, o enfrentamento da Covid-19, respondo-lhes: fui positivamente surpreendido, e em relação ao prefeito Tião Bocalon: quem é recém eleito, como vem ser o seu caso, por ainda encontrar-se em plena lua de mel com o poder, qualquer avaliação que seja feita é precipitada, portanto, só com o passar dos tempos, poderei avaliá-lo. E fim de papo.

 

 

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