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Proteste, mas votando

O eleitor que se abstém de votar perde o direito de protestar, até mesmo, contra os maus políticos.

 

Nas eleições que ocorrerão no próximo mês de novembro, segundo previsão do próprio TSE-Tribunal Superior Eleitoral, mais de 700.000 brasileiros disputarão as vagas, ou como se diz no linguajar político, as cadeiras, que ora estão ocupadas pelos atuais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Dada a elevadíssima quantidade de candidatos, e suas naturais e inquestionáveis diferenças, em caráter, credibilidade e espírito público, jamais poderemos tratá-los igualmente. No meio deles, certamente, iremos encontrar muitos desprovidos das mínimas condições de nos representar e muitos deles providos das melhores intenções. Quando à título de protesto o eleitor se abstém de votar, uma coisa é certa: ele estará ajudando as eleições dos maus políticos e tomando-se por base as nossas últimas eleições, este contingente vem tangenciando  1/3 dos nossos eleitores.   

 

Não votar, a título de protestar contra os maus políticos, em nada contribuirá para melhorar a qualidade da nossa representação política, e muito menos, da nossa própria democracia. Os maus políticos, e eles existem em abundância, em última análise, são os principais beneficiários diretos dos eleitores que se abstém de votar. A política, em si mesma, seja como ciência, arte ou qualquer outra denominação que lhes seja dada, foi a mais importante das invenções humanas e é através dela, e somente dela, que conseguiremos melhorar a nossa convivência social e a qualidade da nossa democracia. De mais a mais, consoante a nossa legislação, além de tratar-se de um direito, votar é também um dever. Deste direto o eleitor pode abdicar, mas do dever, jamais.   

 

É de Platão a seguinte expressão: “não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”. Tomando-se esta expressão como uma premissa, por certo, quando um eleitor se abstém de votar, estará ajudando as eleições daqueles que o fizera desacreditar da política. Aqui na nossa capital, sete candidatos disputam o comando político/administrativo da nossa prefeitura, e cerca de 500 candidatos, às cadeiras da nossa Câmara de vereadores. Como somos, entre todas as capitais do nosso país, uma das mais carentes, e em quase todos os aspectos, precisamos tomar todos s cuidados a fim de elegermos àqueles que nos quesitos moralidade, competência e espírito público estejam à altura para enfrentar os graves desafios que os aguardam. 

 

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