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Coronavírus

O Brasil será inserido entre os países do mundo que teve o pior desempenho na luta contra a Covid-19.    
                                                                                                                       

         No Brasil, a primeira morte por Covid-19 aconteceu no dia 12 de março, portanto, 72 dias após a China ter dado conhecimento ao mundo da sua presença em seu território, mas precisamente, na cidade de Wuhan, um dos seus mais importantes centros comerciais, e, portanto, altamente frequentado por gente endinheirados dos quatro cantos do mundo, entre estes, sobremaneira, os chamados homens de negócios.

.        Ao ser noticiado sabia-se que se tratava de um vírus altamente contagioso e letal e, portanto, a exigir o máximo de cuidados contra a sua proliferação. A época, o coronavirus já havia invadido a Europa, sobretudo, a Itália e a Espanha, e destes, se espraiou para todo o continente europeu, particularmente para o Reino Unido, França e Alemanha.

         Lamentavelmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, na sua permanente disputa com a China, não apenas subestimou a gravidade do coronavirus e até chegou, bem ao seu estilo, a denominá-lo de vírus chinês, num claro posicionamento de natureza político, e ainda acrescentou: os seus efeitos poderão ser comparados ao de uma gripe. Pior comportamento teve o presidente Jair Bolsonaro. Este, por sua vez, comparou-o a uma gripezinha e até chegou a dizer que o número de mortes que a Covid-19 provocaria em nosso país, no máximo, seria inferior aos das mortes provocadas pela epidemia da H1N1.

         Entretanto, em nosso país, nos meses de janeiro, fevereiro e até o dia 12 de março deste ano, pouco ou nada fora feito pelas nossas autoridades políticas no sentido de conter a invasão e a conseqüente proliferação da Covid-19. Muito pelo contrário. A nossa crise política que já vinha se arrastando e que em muito já havia contribuído para o aprofundamento da nossa crise econômica só foi crescendo, isto porque, em seus horizontes, os nossos políticos só pensam em suas próximas eleições. Para tanto, basta verificarmos quantos candidatos a presidência da República, além do próprio presidente Jair Bolsonaro, já se encontram em plena campanha eleitoral com vistas às eleições de 2022.

         Quais as nossas autoridades que se posicionaram contra a realização do carnaval deste ano? Nenhuma. Até porque, ser contra a sua realização poderia trazer-lhes sérios prejuízos eleitorais, embora saibamos que milhares de brasileiros vitimados pela Covid-19 vieram a se contaminar por terem participado das mega aglomerações que o nosso próprio carnaval proporcionam, diga-se de passagem, o que de pior poderia acontecer para se combater uma pandemia que recomendava o isolamento social como a única medida capaz de prevenir o alastramento do coronavirus. O isolamento social só será permitido quando a sua curva de contaminação decrescer.

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