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Mudança

Quanto pior for a situação de uma sociedade, maiores serão os seus apelos por mudanças. 

Político, administrativa e socialmente carecemos de mudanças, e de muitas, mas não podemos descartar que, o que estava ruim ainda possa piorar. Daí todos os cuidados serem poucos quando somos instados a fazermos as mudanças, e nas democracias, os senhores absolutos para promovê-las são suas excelências: os eleitores. 

Para tanto, faz-se necessário e indispensável que os nossos eleitores saibam escolher, em todas as nossas eleições, àqueles que estejam comprometidos com as indispensáveis mudanças e que sejam capazes de promovê-las. Do contrário a mesmice continuará, quando não, coisas piores ainda poderão acontecer. 

Decerto uma coisa: não é a política que faz o candidato virar incompetente e/ou ladrão, é seu voto que faz o incompetente virar político. Jamais deixe de levar em consideração a capacidade dos seus candidatos, pois em sendo incompetente, por mais honesto que ele seja não saberá como evitar que os desonestos façam o que bem queiram. 

A nossa República já mudou de apelido várias vezes e a que tem se seguido tem sido menos republicana que a anterior. Pior ainda: o nosso regime, o presidencialista, entrega ao eleito um mandato com prazo fixo e determinado. Isto não acontece no regime parlamentarista. Neste, basta que o governante revele-se incompetente para ser afastado do poder, e sem mais delongas. 

Na Europa o regime presidencialista já foi varrido do seu mapa e no nosso pobre continente latino-americano, politicamente falando-se, todos os seus países são regidos pelo presidencialista, e não por acaso, vêem-se condicionados a enfrentar sucessivas crises.

Não apenas os próximos quatro anos, diria até, o próximo decênio, será bastante desafiador, isto porque, os estragos deixados pela pandemia da Covid-19 esvaziaram os nossos cofres públicos, sobretudo, os do nosso tesouro nacional, até então o pronto socorro dos nossos Estados e dos nossos municípios quando se viam em apuros.
Não será com suas atenções voltadas para a disputa eleitoral de 2022 que o monte de presidenciáveis, já em campanha, evitará o agravamento das nossas crises. Pelo contrário, seus comportamentos só contribuem para agravá-las, até porque, feitos incendiários e se autoproclamando como salvadores da pátria, em nada ajudarão na dificílima e delicadíssima travessia que teremos pela frente. 

Que precisamos de mudanças não resta à menor dúvida, mas não das mudanças que são pregadas com fins eleitoreiros como tem acontecido em praticamente todas as nossas disputas eleitorais. 

 

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