Colunistas

Sim, já sabíamos

Quando o então juiz Sérgio Moro disse que a nossa corrupção era sistêmica apenas repetiu o que todos nós já sabíamos.     
A importância conferida ao então juiz Sérgio Moro começou quando ele disse que a nossa corrupção era sistêmica. Embora tenha dito o que todos nós já sabíamos. Ainda assim, tornou-se numa celebridade nacional, e até internacional. Portanto dele esperávamos que iria se insurgir contra o nosso sistema, este sim, a causa da nossa corrupção.   

Entretanto, contra o nosso sistema, sabidamente corrupto e corruptor, ele pouco ou nada fez. E por quê? Porque limitou-se a identificar alguns corruptos e se satisfazia com os espetáculos midiáticos que a nossa imprensa imediatamente promoviam. De mais a mais, quanto mais espalhafatoso fosse o espetáculo, mais o seu prestígio aumentava, em particular, quando alcançava algumas das mais expressivas figuras do nosso mundo empresarial e político. 
Ao colocar atrás das grades alguns dos maiores empresários do nosso país, e no nosso ambiente político, algumas das nossas mais expressivas figuras, em particular, o ex-presidente Lula, conferiu-lhes um prestígio nunca alcançado por nenhum brasileiro, e em toda a nossa história. E o próprio ainda dava a entender que cadeia no Brasil passaria a ser um castigo a ser aplicados a todos os criminosos, e não apenas aos pobres e pretos. Isto era o bastante para potencializar o seu prestígio e alimentar o seu ego.

 A principal vítima do jeito de ser e de agir da Operação Lava-Jato, foi a nossa atividade política, independente do partido a que qualquer político pertencesse, porém, se petista, preferencialmente. Para tanto, bastaria deter um político com mandado eletivo ou já houvesse detido, para torná-lo num potencial criminoso.  

Diferentemente das religiões que buscam combater o pecado visando evitar o crescente número de pecadores, para a Operação Lava-Jato era mais importante punir os prováveis criminosos do que combater o próprio crime. 

Como até as eleições de 2014, as campanhas eleitorais, sobretudo as dos candidatos à presidência da República, aos governos dos nossos Estados e da grande maioria dos nossos congressistas, eram financiadas pelas empresas e permitidas em lei, embora 80% das doações transitassem pelo chamado caixa 2, este por sua vez, não permitido legalmente, porém praticado por quase 100% dos candidatos. Assim sendo, para a Operação Lava-Jato bastaria selecionar àqueles políticos que pretendia criminalizá-los. A história irá demonstrar que a referida operação, e em particular, o então juiz Sérgio Moro, agiu muito mais interessado em ser político do que em honrar a toga que exibia.

 

Artigos Publicados

Regra é regra

Inevitável

Vamos aos fatos

JSP-Jornalismo sem partido

Chega de patriotadas