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Natimorta

A 3ª via na disputa presidencial de 2022, com candidatura única, muito dificilmente ocorrerá.  

  Bastaria que se perguntasse ao pré-candidato Ciro Gomes, em que condições ele abriria mão da sua candidatura em favor de uma presumível unidade. Esta possibilidade não existe, até porque, além de julgar-se e as pesquisas confirmarem, para além da dupla Lula/Bolsonaro, o seu nome sempre e invariavelmente aparece em terceiro lugar. Diga-se mais: pelas tantas funções que já exerceu, seja na vida pública ou privada, sobretudo na atividade política, trata-se de alguém bastante experimentado.

  No PSDB, quatro pré-candidatos buscam entrar na disputa. Tanto buscam que até uma prévia já foi marcada para escolher qual deles será ungido. Tal qual Ciro Gomes, o governador de São Paulo, João Dória, só não será candidato se for barrado na tal prévia, ainda assim, outro o substituirá. .       Gilberto Kassab, senhor absoluto do PSD, já convidou o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, para largar o DEM e se filiar no seu partido, a quem já garantiu sua candidatura a presidência da República. Em relação ao cabo Daciolo, pouco sei, mas pelo pouco que sei, poderá nos surpreender e novamente entrar na disputa.

  Isto me faz lembrar a disputa presidencial de 1989 quando nomes como os dos saudosos Ulisses Guimarães, Mário Covas, Leonel Brizola e Aureliano Chaves, sequer conseguiram chegar ao 2º turno e tiveram que engolir, à seco, a disputa ocorrer entre Collor e Lula.

  Mas entre as eleições 1.989 e as de 2022 há uma diferença que torna os autos-proclamados centristas ainda menos racionais, a não ser que se satisfaçam em participarem da disputa, posto que, a polarização Lula/Bolsonaro impede que qualquer um deles consiga chegar ao 2º turno, caso continuem divididos.   

  A 3ª via, diga-se passagem, bastante desejável, só terá chance de levar o seu candidato ao 2º turno se seus integrantes conseguirem unir-se e em primeiro turno. Pior será se os saudosos do lavajatismo conseguirem que o ex-juiz Sérgio Moro, a despeito de já ter sido julgado como tendo sido um juiz parcial e incompetente decida ser candidato.

  Como Lula pretende disputar o segundo turno com Bolsonaro e vice-versa, por certo, as múltiplas candidaturas de centro só favorecem à presente polarização e apenas restará aos nossos eleitores, 1/3 deles, a votar no Lula para derrotar Bolsonaro ou votar no Bolsonaro para derrotar o Lula. Foi exatamente que aconteceu comigo nas eleições presidenciais de 2018. Eu, particularmente, votei no Fernando Haddad porque jamais optaria pelo candidato Jair Bolsonaro, mesmo sabendo que o anti-petismo que havia tomado de conta do nosso país, porquanto a politiqueira Operação Lava-Jato levaria o candidato Jair Bolsonaro a vitória.

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