Colunistas

Aliança feita

  A aliança MDB, PSDB e Cidadania, visando a candidatura Simone Tebet a presidência da República, já foi anunciada.

 No tabuleiro da nossa próxima sucessão presidencial, no que resultará a candidatura Simone Tebet? Só o tempo dirá. Daí a pergunta que não pode calar: de onde virão os votos para que ela consiga sair dos míseros 2% nas pesquisas e torne-se competitiva? O seu próprio partido, por inteiro, não a apoiará. No nordeste suas principais lideranças já se comprometeram com a candidatura Lula e na nossa região sul, com a candidatura Jair Bolsonaro.

Se o seu candidato a vice-presidente for o senador Tasso Jereissati, se não podemos prever quem sairá ganhando, por certo, a candidatura Ciro Gomes sairá perdendo, e muito, isto porque, os votos dos cearenses passarão a ser divididos, e não mais, majoritariamente, se concentrarão na candidatura Ciro Gomes, este por sua vez, o terceiro colocado nas pesquisas e o primeiro obstáculo que a candidata Simone Tebet terá que superar. Há um ano, Ciro Gomes não consegue chegar aos dois dígitos.  

Em razão da polarização Jair Bolsonaro/Lula, para atrair os votos dos eleitores que não se dão por satisfeito por nenhuma das referidas candidatura, o estabelecimento de uma terceira opção seria esperado, mas nunca, uma dezena de opções, algumas delas, sem chances de obter 1% dos votos nacionais. Pior: Isto só vem dificultar os nossos eleitores, sobretudo àqueles desprovidos dos indispensáveis conhecimentos sobre cada um deles, sequer o partido aos quais pertencem.

Não tenho o modelo eleitoral vigente nos EUA como exemplar e que o mesmo devesse ser igualmente estabelecido no Brasil, porém, nos últimos 200 anos, no sentido de aperfeiçoá-lo, todas as suas mudanças vêem sendo feitas. Resultado: nas suas principais casas parlamentares, não vamos encontrar representantes de dezenas de partidos políticos.  

Uma terceira candidatura para se contrapor a polarização Lula/Bolsonaro seria fundamentalmente importante, mas nunca estabelecida faltando menos de quatro meses para as eleições. Isto me faz lembrar um trecho da música de autoria de Geraldo Vandré: “vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz à hora, não espera acontecer”. 

Tenho a senadora Simone Tebet nas melhores das minhas avaliações, entretanto, o curto tempo que nos separa das próximas eleições, conspira contra a sua pretendida candidatura, por mais oportuna que ela seja.

A aliança que conseguiu montar veio muito tardiamente e não há mais tempo para torná-la competitiva. Volto a repetir: quem sabe faz a hora e não espera acontecer.                                    

Artigos Publicados

Múltiplas opções

Pensem bem

Causas e feitos

Polarizada

Terminou a bagunça?