Colunistas

Urge reformá-la

A nossa legislação político-eleitoral, por sê-la uma das piores do mundo, urge reformá-la.   

Já por cinco vezes candidato a presidência da República e já tendo declarado que este ano voltará a se candidatar, José Maria Eymael, representa um dos muitos exemplos do quanto a nossa legislação eleitoral, para além de precária e disfuncional tornou-se inaceitável, desta feira, muito tem contribuído para desgastar a nossa frágil democracia e a nossa pobre República. É isto que sua candidatura representa. 

Comecemos pelo seu histórico partidário. O dito cujo já pertenceu aos seguintes partidos: PDC, ARENA, PDS, PTB, PPR e PPB. Presentemente encontra-se filiado ao DC-Democracia Cristã, este sim, um partido que pode chamar de seu, pois nele ninguém tasca sem sua chancela.

Em suas cinco candidaturas à presidência da República os resultados eleitorais que obtivera foram os seguintes: em 1.998 - 0,25% dos votos nacionais, em 2006 - 0,07%, em 2.010 - 0,09%, em 2014 - 0,06% e em 2018 - 0,04% e ao que tudo nos leva a crer, nas eleições deste ano, deverá obter zero vírgula alguma coisa, posto que, em nenhuma das pesquisas até então realizada o seu nome sequer tem sido lembrado.

Das insistentes candidaturas de José Maria Eymael a presidência da República, podemos tirar a seguinte lição: a nossa legislação político-partidária-eleitoral precisa passar por uma radical mudança, de sorte a impedir que candidaturas, sobretudo, as que disputam a chefia do Estado brasileiro, torne-se objeto de opção pessoal. A título de lembrança: nas eleições de 1989, a primeira após a nossa redemocratização, o trapalhão Zamir Teixeira, nosso velho e não saudoso conhecido foi candidato a presidente da República. Nada mais pilhérico.   

Se Madre Tereza de Calcutá, por obra do divino ressuscitasse e se tornasse presidente do nosso País, jamais conseguiria nos governar tendo que conviver com o nosso Congresso Nacional composto por parlamentares de mais de vinte partidos políticos.

Nas democracias que se minimamente se prezam, citaremos a dos EUA, a do Reino Unido e a da Alemanha, as maiorias parlamentares, por serem absolutamente necessárias aos seus governantes, e em todos os níveis, são obtidas à base de negociações públicas e amplamente divulgadas, jamais a base de negociatas, como vem sendo o nosso caso.

Seja qual for o presidente que vier a ser eleito nas nossas próximas eleições, o seu primeiro e maior feito em favor da nossa democracia será conseguir a aprovação de uma ampla e radical mudança no nosso sistema político-partidário-eleitoral, do contrário, os conchavos entre os poderes  executivos e seus correspondentes poderes legislativos continuarão ou os eleitos não terão condições de governabilidade.         

Artigos Publicados

Múltiplas opções

Pensem bem

Causas e feitos

Polarizada

Terminou a bagunça?