Colunistas

Corrupção

Embora seja o cupim de qualquer regime político, dizendo combatê-la, muitos corruptos já foram eleitos

        O ex-presidente Fernando Collor de Melo, enquanto candidato a presidente da República apareceu, cresceu e acabou sendo eleito combatendo a corrupção, à época, representada pelos chamados marajás existentes na nossa máquina pública. Hoje, pouco ou nada ouvimos falar dos tais marajás, a não ser e muito raramente, para lembrar que o seu contingente só tenha aumentado.

        Lembram-se da eleição do então, presidente Jânio Quadros e da vassoura que portava, através da qual, segundo ele, varreria a corrupção do nosso país? A propósito, a eleição do atual presidente Jair Bolsonaro muito teve a ver com o combate a corrupção, esta por sua vez, fruto da velha e velhaca prática política, e não apenas no nosso país, posto que, poder e corrupção, não raramente, se encontram.

        Não ser corrupto não pode e nem deve ser considerado como qualidade, e sim, como uma obrigação daqueles que se candidatam para nos representar. Daí serem poucos todos os cuidados em relação àqueles que fazem do combate a corrupção a sua plataforma eleitoral.

        Oportunamente lembramos os dois mais espalhafatosos e desastrados exemplos: a Operação Lava-Jato, ocorrida no Brasil e sua fonte inspiradora, a Operação Mãos Limpas, ocorrida da Itália, dois retumbantes fracassos na luta contra a corrupção.

        Nas eleições de 2022, por certo, não será o combate a corrupção que irá prevalecer frente aos tantos desafios que temos pela frente, entre eles: o nosso baixo crescimento econômico, o nosso desemprego e a fome que, segundo o IBGE-Instituto Brasilerio de Geografia e Estatísticas, está batendo nas portas de 19.000.000 de brasileiros.

        Daí a pergunta que insisto em fazer: qual será o discurso do candidato Sérgio Moro com potencial para convencer os nossos eleitores a aderir a sua candidatura, ao tempo em que a Operação Lava-Jato não mais o favorecerá, sobretudo, após as suas decisões terem sido julgadas incompetentes e parciais pelo nosso próprio STF.

        Como não vejo com bons olhos a polarização Bolsonaro/Lula, gostaria de dispor de uma terceira opção para decidir em quem devesse votar.

        Lamentavelmente, com quase uma dezena de candidatos dizendo-se pertencer ao nosso centro político, cada vez mais passo a acreditar que o segundo turno das eleições de 2022 se dará entre Bolsonaro e Lula, posto que, nenhum dos candidatos da chamada 3ª via terá condição de superá-los no vestibular do primeiro turno.

        Baseada na lógica e na própria matemática, assim me posiciono. 

Artigos Publicados

Política

Política e religião

Anatomia do ódio

O homem é o estilo

Inaceitável