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Para análise

 A equipe do governo Jair Bolsonaro passou por mais mudanças que as vestes de uma bailarina presente num espetáculo.

No curso da presente pandemia, pois a mesma ainda não fora erradicada, o nosso Ministério da Saúde já teve quatro titulares: Mandetta, Teich, Pazuello e Queiroga. A médica cardiologista Ludmila Hajjar poderia ser a quinta, mas recusou o convite para ser ministra após ouvir do próprio Jair Bolsonaro que seria ele, e não ela, que iria determinar qual devesse ser a forma de enfrentar a Covid-19. Em suas conversas, JB lhe dissera que era contra as medidas preventivas contra a proliferação do coronavirus, a favor da cloroquina como tratamento precoce e da contaminação do rebanho. Isto bastou para que a Dra Ludmila Hajjar rejeitasse o convite.

Dos quatro titulares acima referenciados coube ao então ministro da saúde e também general do nosso glorioso exército, Eduardo Pazuello, tornar público quais as condições para quem é, ou venha ser ministro do governo Jair Bolsonaro: ele manda e o ministro obedece.

O próprio ministro Eduardo Pazuello foi demitido contra a vontade do presidente Jair Bolsonaro por exigência do chamado centrão. Em relação ao atual ministro as Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente não tem nada a reclamar, pois sequer ele precisa mandar, basta que lhes mande um recado para ser regiamente atendido.  Quanto às 665.000 mortes de brasileiros por Covid-19 a ciência não tardará a responder se milhares delas poderiam ter sido evitadas, ou não.

Se no ministério saúde o presidente Jair Bolsonaro fez quatro trocas, no ministério da Educação já fez cinco. O primeiro foi o colombiano Ricardo Velez, indicado pelo então falastrão Olavo de Carvalho. Antes que esquentasse a cadeira veio ser substituído por Abraham Weintraub. O terceiro Carlos Alberto Decotelli foi nomeado e demitido cinco dias após sem sequer ter sido empossado. Motivo: a falsidade do seu currículo.

O quarto, Milton Ribeiro, pastor evangélico, foi demitido quando veio à público um esquema de fraude comandado dentro do próprio ministério da educação, esquema este pilotado por dois pastores que cobravam propinas de vários prefeitos, segundo declarações dos próprios prefeitos, seja a imprensa ou em depoimento na Câmara dos Deputados.  

Presentemente, o ministério da Educação encontra-se sob o comando do ministro Victor Godoy Veiga. Por quanto tempo será mantido no cargo só o tempo dirá. Nada mais lamentável, já que somos um dos países que mantém a pior qualidade de ensino em todo o mundo e em todos os níveis, em particular, no ensino fundamental.

Em relação a nossa Petrobrás, preocupa-nos saber que o troca-troca da sua presidência, já a quarta, poderá levar o nosso país para enfrentar a maior crise energética de toda a nossa história. Chega de desgoverno!

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