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Um novo fim

Se não podemos fazer um novo começo podemos  recomeçar para alcançarmos o fim que desejamos.

Esqueçamos os erros já cometidos, e foram muitos, e partamos para um novo recomeço, até porque, como dizia Augusto Cury: “uma pessoa inteligente aprende com os seus próprios erros e uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros. 

No Brasil, verdade seja dita: em relação a Covid-19 nem formos inteligentes e tampouco sábios, até porque, do surgimento da coronavirus, lá do outro lado do mundo, até chegar ao nosso país, tivemos tempo, o bastante, para tirarmos lições dos erros cometidos em vários países e deles nada aprendemos. E o pior, em chegando ao nosso país, passamos a produzir os nossos próprios erros, e de forma reiteradas.

 Sem dúvidas, o maior dos nossos erros foi à politização da Covid-19, quando a ciência já recomendava que o coronavirus não tinha crença e nem ideologia, tampouco respeitavam limites. A provar que não, em partindo do Japão, os epicentros da Covid-19 vieram se estabelecer no continente europeu, tido e havido, como os países do chamado primeiro mundo. 

Hoje, lamentável e tristemente, somos o país vice-campeão mundial em mortes por Covid-19, estamos atrás apenas dos EUA. E por quê? Logicamente, por conta dos nossos próprios erros. Erramos em demasia. 

Sequer as recomendações emanadas pelos mais conceituados centros científicos do mundo, e em particular, da OMS-Organização Mundial de Saúde, obedecíamos. A realização do nosso carnaval, em fevereiro de 2020, em matéria de desobediência ultrapassou todos os limites, posto que, em se tratando de uma doença infecto-contagiosa, as suas aglomerações em muito contribuíram  com a tragédia que ora vivenciamos.  

Assistirmos, diariamente, as mortes de mais de 1.000 brasileiros, ao tempo em que assistimos a nossa vacinação se processar à passos de tartarugas, sendo a vacina o único instrumento a deter a proliferação da Covid-19, é o que de pior poderíamos testemunhar. 

Daí a urgência de um recomeço, e este passa necessariamente pela unidade, não apenas dos nossos detentores de poderes, e em todos os níveis e do conjunto de toda a nossa sociedade. Esperar por milagre ou dar ouvido aos negacionistas, já está provado que só tem agravado a nossa situação.

Se duro com duro não faz bom muro, o mesmo ocorre com o troca-troca de  ódios, pior ainda, quando por trás dos ódios, tem sido percebível os interesses eleitoreiros dos odientos. Precisamos evitar que o nosso país se torne um pária  pestilento em relação ao restante do mundo. 

Se os salvadores da nossa pária continuar apostado nas eleições de 2022, até lá, ao invés de salvadores, terão feito por merecer o desonroso título de genocidas e, conseqüentemente de coveiro. 

Quem sabe faz a hora e não espera acontecer, ou mais precisamente, não espera que o pior aconteça. 

 

 

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