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Sem alternativa

Se duro com duro não faz bom muro, a paz  jamais será conquistada com a troca de ódios.

Nunca gostei das rotulações “esquerda, centro e direita” como definição para nossas opções política/ideológicas, até porque, de tais rotulações advém às radicalizações, e a partir de então, jamais encontraremos o denominador comum, ainda que pontuais, que nos levará ao que é essencial, no caso, a nossa convivência social em níveis aceitáveis. 
Se o anti-petismo ajudou, como de fato ajudou à eleição do presidente Jair Bolsonaro, uma coisa é certa, legal e legitimamente, deu-se a sua eleição, e como vivemos sob a égide do regime presidencialista, até o dia 31 dezembro de 2022, temos que tê-lo como a nossa maior autoridade política, salvo os imponderáveis a seguir: morte, renúncia ou impeachment. Sobre sua morte jamais deveremos desejar, sobre sua renúncia, depende dele próprio, e sobre seu impeachment, sempre considerei como um remédio com graves efeitos colaterais, quando não, como um veneno. 

Não é possível e nem minimamente admissível que a morte de 250.000 brasileiros, e com viés de alta, ainda não tenha posto fim, ou pelo ao menos imposto um armistício ao nosso radicalismo político, ao tempo em que estamos assistindo, por seguido 35 dias, mais de 1.000 brasileiros indo a óbito por causa da Covid-19. Quinta feira última, batemos o recorde dos recordes desde o início da presente pandemia, quando 1.541 brasileiros foram à óbito. 

Não existe um único ou poucos genocidas responsáveis por tamanha tragédia humana, tampouco convém à troca de acusações, pois os genocidas são encontrados não apenas entre os nossos representantes  políticos, sim e também,  entre os integrantes da nossa própria sociedade, reporto-me àqueles que desobedecem as recomendações emanadas pela nossa própria ciência, e que por não se prevenirem, transformam-se em vetores receptores e/ou transmissores da Covid-19.

É triste constatarmos que não apenas os direitistas e os esquerdistas, ditos radicais, estão contribuindo com tamanha desumanidade, sim e também, que os chamados centristas tenham aderidos ao radicalismo, desta feita, contrariando a imparcialidade natural de quem se diz do centro. 

Precisamos, aí sim, independente de nossas preferências políticas e ideológicas golpearmos o avanço da Covid-19. Do contrário, milhares e milhares de brasileiros estarão condenados a morte e todos àqueles que buscam tirar proveitos eleitoreiros da tragédia em curso, que sejam perfeitamente identificados para que, em 2022, os nossos eleitores possam retirá-los, e em definitivo, da vida pública, e pela mais elementar das razões, por suas desumanidades. 

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