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Ledo engano

Enquanto for mantida a nossa anárquica legislação político-eleitoral a nossa democracia não melhorará

        João Doria e Eduardo Leite, governadores de duas das mais importantes unidades da nossa federação, enquanto gestores públicos agiram com razoável competência e pareciam sê-los, duas novas sementes a refazer do PSDB um partido político, a altura de assim ser tratado, como já fora no passado ainda bastante recente. Ambos filiados ao PSDB, desde o seu nascedouro e assim se mantiveram, por longos 20 anos, sem nunca terem trocado de legenda. Melhor sinalização não poderia nos ser ofertada.

        Lamentavelmente, com vistas às eleições presidenciais de 2022, os exemplos que ambos nos têm dado não tem correspondido com as melhores expectativas, muito pelo contrário, têm sido decepcionantes, e não pela pelas prévias em si, e sim, pela forma como ambos vêm se comportando. A propósito, até a compra de votos e as fraudes dos tucanos votantes, já foram anunciados.

        Pior ainda: nenhum dos dois, até então, demonstraram musculatura eleitoral para se tornar o candidato da propalada 3ª via, esta por sua vez, já abundantemente congestionada. Para a dupla Bolsonaro/Lula, nada melhor para assegurarem-lhes que estarão no 2º turno das próximas eleições, a não ser que o imponderável aconteça e que todas as pesquisas até então realizadas estejam literalmente viciadas. Particularmente, não dou crédito a esta hipótese.

          Sei que faltando onze meses para as eleições de 2022 muitas mudanças poderão acontecer, contudo, as que estão ocorrendo só têm favorecido a polarização Bolsonaro/Lula, o alvo das acusações daqueles que compõem a fragmentada 3ª via. A exemplificar, a filiação de Bolsonaro ao PL e a especulada candidatura de Geraldo Alckmin como companheiro de chapa da candidatura do ex-presidente Lula.

        Para além da dupla franca favorita, Bolsonaro/Lula, o tucano que se sagrar vitorioso da referida prévia, ainda terá que ultrapassar o aparente favoritismo de outra dupla, aquela composta pelos também pré-candidatos Ciro Gomes e Sérgio Moro, ambos, tangenciando os 10% de aceitação pelo conjunto dos nossos eleitores.

         A esta altura do campeonato, ou seja, dada a má condução na escolha da candidatura tucana que disputará a presidência da República nas próximas eleições, o ex-presidente FHC  deverá está se sentindo profundamente decepcionado, posto que, jamais imaginaria que o seu PSDB viesse se meter na maior encruzilhada de toda a sua história e correndo o sério risco de ser transformado em mais dos vários partidos nanicos existentes no nosso país.

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